Surubim em crostinha de corn flakes

junho 1st, 2012 § 10 Comentários

Na mesa de trabalho, disponha uma assadeira untada, um prato com farinha de rosca, uma tigela com 3 ovos inteiros mexidos com um punhado de parmesão ralado e outra com corn flakes esmigalhado com os dedos mesmo.

Tome 6 filés de surubim temperados na hora com sal, pimenta do reino e gotas de limão e faça assim: primeiro passe na farinha de rosca, depois no ovo (encharque bem e escorra um pouco), e por último na farofinha de corn flakes (sem açúcar, né gente?). Vá dispondo um a um na assadeira e leve ao forno médio pré-aquecido por 15 minutos.

Ficou um sonho com arroz de espinafre e vinho.

Versão frango no forno que eu fiz pro meu dindo no dia seguinte. Fica muito bom também, mas eu ando meio chateada com carne de frango. Voto no surubim.

Filés de dourado ao molho de tomates e azeitonas verdes

abril 24th, 2012 § 17 Comentários

Eu nunca mais tinha feito minhas comidinhas intuitivas, que melhor definem o meu jeito de cozinhar. Sentir vontade de comer o peixe que está no congelador e decidir na hora o sabor e o acompanhamento que ele terá, a partir do que eu tenho em casa, do que preciso aproveitar rápido, de um tempero que ganhei, ou, no máximo, dar uma esticadinha até a esquina para comprar hortaliças fresquinhas. Este é o meu melhor e mais pleno estado de espírito para cozinhar, e justamente por isso o resultado são os melhores sabores que saem das minhas panelas. Sem planos mirabolantes, sem estratégias, sem estresse, sem receitas… só inspiração e desejo.

Ainda bem que eu não coloquei nenhum outro ingrediente neste peixinho que acaba de me fazer feliz, pois a sensação que eu tenho é que uma simples pétala de cebola a mais, uma simples pitada de um daqueles condimentos incríveis ali, seriam capaz de comprometer tal felicidade. Sim, porque a felicidade pode residir num belo prato de comida, é sabido.

Não salgue muito os seus filés de peixe (usei 4 filés grandes), pois vamos usar azeitonas! Disponha-os numa travessa, tempere-os com sal, pimenta do reino moída na hora e gotas de limão. Tome uma frigideira, unte-a com óleo de sua preferência, deite os filés e leve-os ao fogo médio, primeiro para soltarem a água, depois cozinharem nesta mesma água e depois secarem nesta mesma água. Só vire-os uma vez com a ajuda de uma espátula quando a água estiver quase seca. É preciso algum carinho nesta hora para que não se quebrem, e eu sei que você tem bastante aí dentro.

Lindos, não? Retire-os da panela, e reserve-os em forno baixo para mantê-los quentes, e na mesma panela azeite de oliva ou manteiga que cubram o fundo da panela, mas sem exageros porque isso não é uma fritura, é um molho! Leve ao fogo e solte ali 1/2 cebola em pétalas, 2 dentes de alho picado, e refogue em fogo baixo; some 1/2 xícara de molho de tomate pronto, 1 pitada de açúcar (onde entra tomate entra uma pitada de açúcar) e um pouco de água, coisa de 1 dedinho. Deixe reduzir para somar um punhado de azeitonas verdes sem caroço cortadas em rodelinhas, e só depois acertar o sal, se necessário. Por fim, aquele punhado de salsinha fresca picada. Agora é só cobrir os filés aquecidos com o molho para comprovar mais uma vez como é fácil comer gostoso.

Para acompanhar fui de arroz branco fresquinho e pelando, bem puxadinho no alho, palmitos pupunha e firulinhas de alface (é como eu chamo os cabelinhos de alface que faço para Bento, que adora alface, mas só come se for assim, misturado à comida como se fosse uma hortaliça).

Com a benção de Iemanjá, que é quem despacha os processos do mar. Odoiá!

Refogadinho de escarola com salmão

março 11th, 2012 § 7 Comentários

Eu sou DOIDA por escarola, mas aqui em Salvador o povo não viaja não, é difícil encontrar, e muita gente nem sabe o que é. Escarola é uma verdura (folha) que parece alface, mas pode ser refogada. Eu corto e preparo que nem couve.

Pois bem, sobrou escarola já cortadinha e salmão esmigalhado (foi um filé temperado no sal, pimenta do reino, gotas de limão e fio de azeite, aquecido rapidamente no forno só para soltar da pele e desfiar legal – sempre preparo salmão assim para usá-lo como recheio ou em molhos) do risoto de escarola com salmão e alho negro que fiz para os meus amigos neste dia.

Eu adoro quando sobram pequenas porções de coisas deliciosas, assim eu dou trucão lindo no almoço do dia seguinte, ou seguinte, ou seguinte do seguinte.

Refoguei a escarola rapidamente em azeite de oliva e pasta d’alho, somei o salmão, reguei com mais azeite e mais gotas de limão, e acabou-se o que era doce, amiguinhos. Almoço delícia. Com arrozinho fresco e só.

Batatas assadas com recheio de atum

novembro 10th, 2011 § 25 Comentários

Eu ando muito distraída. Compro comida, trato, tempero, coloco no congelador e esqueço de tirar, de maneira que na hora de cozinhar constato que não vai dar tempo descongelar, e que vou precisar partir para um plano B, usando algum enlatado, ou defumado, ou comprar uma penosa de televisão de cachorro, ou sei lá eu. Hoje mesmo eu tive que dar um truque, e foi o amigo atum que me salvou.

Batatas recheadas a gente pode fazer de várias maneiras, inclusive com casca. Podemos cozinhar antes para abrir o buraco do recheio depois, ou vice-versa; podemos optar pelo murro para dar uma espatifada e depois abrir espaço para o recheio com a ponta do garfo, enfim… eu já fiz de várias maneiras, mas hoje em dia eu prefiro:

1- Descascar as batatas para facilitar a vida de Bento;
2- Esculpir o buraco do recheio com a batata crua, mas isso porque eu tenho um boleador luxo, super afiadinho. Só depois de esculpidas é que pré-cozinho as batatas em água e sal, porque vai que eu me passo, elas cozinham mais do que deveriam, e na hora de abrir o buraco elas quebram?
3- Hoje eu prefiro os recheios à base de azeite de oliva aos cremosos feitos com creme de leite e requeijão, embora um queijinho derretido ali dentro tenha o seu lugar.

Bem, dito isto acho que foi, né? O recheio de hoje foi atum, tomates maduros, milho verde cozido ao vapor, manjericão fresco, uma colherzinha de café de maionese para dar uma liga, pimenta seca e azeite de oliva, mas não preciso dizer que o céu é o limite para as possibilidades de recheio, concordam?

A dica importante é não pré-cozinhar muito as batatas já que depois de recheadas elas ainda vão ao forno para dourar, se liguem!

Ah! Se sobrar recheio, faça um sanduíche mais tarde; com o miolo das batatas, faça sopa!

Lasanha improvisada de mandioquinha, brócolis e sardinhas ao limão

agosto 22nd, 2011 § 14 Comentários

Domingo, 9h50, toca o telefone.

- Amiga, bom dia! Já viu que dia lindo? Vamos levar os meninos para dar um mergulho? Depois a gente almoça aqui ou aí.

- Ô amiga, de fato, o dia está lindo, MAS, tu sabe que eu não encaro praia domingo, né minha irmã? E depois, tenho um orçamento para terminar, preciso dar um banho em Capitão Caverna e ainda levar ele para esticar as canelas!

- Então quando eu estiver voltando para casa eu te ligo e você vem almoçar aqui para não precisar fazer almoço aí.

- Tem o quê para comer? É suficiente?

- Tem lasanha de soja e berinjela à parmegiana. Acho que dá para nós e os meninos.

- Então, tá. Vou dar uma futucada aqui e levar alguma coisa para complementar.

Fui cuidar da minha vida e a minha amiga zen foi mergulhar no Porto pleno domingo (ó que pessoa elevada, vai vendo).

Na hora de sair foi que eu lembrei que fiquei de levar um rango. Abri a geladeira, catei uma bandeja de mandioquinha que estava para ontem, um frascos de concassé de tomates com manjericão que eu fiz, e do armário peguei uma lata de sardinhas ao limão (eu sou LOUCA por sardinhas ao limão, como duas latinhas daquela purinhas na sequência). Joguei tudo numa sacola térmica e fui!

Já que estava rolando uma lasanha, eu resolvi seguir pelo mesmo caminho, e da forma mais simples possível, compus a minha.

Cozinhei a mandioquinha, untei um refratário com azeite de oliva, e espatifei as mandiquinhas ali, grosso modo. Nessa hora a Flavinha entrou e perguntou se eu queria uns brócolis no vapor que estavam bem ali no fogão e eu não vi. Claro que eu quis e dispus ali no refratário junto com a mandioquinha. Cobri com uma grossa camada de concassé de tomates, e por cima, as sardinhas ao limão. Forno médio pré-aquecido por uns 5 minutinhos e estava pronta uma lasanha deliciosa!

Vinho, conversa mole, vista para o mar e cochilo na rede depois do almoço ao som das crianças brincando lá no quarto.

Eu adoro a casa da minha amiga Flavia porque ela é tão orgânica, tão pessoal, tão feita à mão, com aquelas flores frescas e fruteiras enormes cheias de frutas coloridas e suculentas que ela compra todos os dias. E o que são aqueles pássaros que frequentam a varanda atraídos pelas suas oferendas de frutas e flores, e que foram batizados pelas suas cores? Verdinho, amarelinho, azulzinho… ;)


(detalhe da mesa da Flavinha)

Ai, ai, a vida é tão boa e preguiçosa às vezes!

Nhoque com presunto e alho-poró e um reencontro com Caetano Veloso

agosto 6th, 2011 § 11 Comentários

Fazer noque é uma coisa engraçadinha, mas tem dia que engraçadinho mesmo é comprar uma caixa de nhoque De Cecco (importante!) semi-pronto, com 2 minutos de cozimento, e jogar pelando e úmido com a água do seu cozimento numa mistura de alho-poró dourado na manteiga com adição de cubos do melhor presunto possível, nada menos do que o excelente Prezato da Sadia. Pimenta do reino moída na hora e parmesão ralado grosso é importante! Comida deliciosa de 10 minutos porque tinha uma despensa louca até o teto de coisa para arrumar.

Tão bom que mereceu uma paradinha especial, um copo de vinho e um reencontro com Caetano Veloso, ouvindo o ótimo Livro, que quando foi lançado em 98, eu estava de mal com ele. Taí, noque de presunto e alho-poró combina deveras com Caetano.

Jiló grelhado (lá ele!)

julho 15th, 2011 § 23 Comentários

Mamãe falou que estava ótimo, e eu até acredito, mas não vou com as fuças do jiló? Não tem que me faça! Nem com reza braba eu como esse trem!

Mas eu faço, numa boa, principalmente para mamãe convalescente aqui em casa pós cirurgia, se aproveitando da minha boa vontade para pedir regalos de comer (mamãe é danada de sabida!).

Porém, o tempo era curtíssimo e eu resolvi grelhar o bicho. Parti cada um em 4, untei a grelha com óleo de canola e fui grelhando cada face. Depois é regar com azeite de oliva, salpicar sal (se tiver um salzinho glam tipo flor de sal ou esses coloridinhos aí do Himalaya, vai ser lindo!) e servir, de repente, com um molhinho. No nosso caso, eu servi com um molho de tamarindo, que nem me perguntem a receita porque foram duas cozinheiras que eu contratei que fizeram para um camarãozinho que eu servi numa festa. Só sei que leva gengibre também (talvez mel?) e é um espetáculo. Mas você pode usar qualquer molho, inclusive pronto, ou uma bela mostardinha honestíssima.

Pra quem gosta, uma coisinha pá-pum para o cardápio da semana. Se joguem que eu fico de longe observando, tá?

Gratinado de salmão

junho 2nd, 2011 § 9 Comentários

Eu ando tãããããããããão distante da minha cozinha! Muita coisa envolvida! O tempo tem sido curto e quando dou por mim já estou sentada à mesa de um restaurante depois de pegar Bento na escola. Hoje, porém, dei uma enjoada de comida alheia, lembrei que eu tinha uma sobra de salmão no vapor picado congelada e resolvi improvisar alguma coisinha muito rápida, mas sem perder a ternura jamais.

Refoguei o salmão picado em manteiga com cebola picadinha e manjericão fresco, somei 3 gemas peneiradas e um pouco de creme de leite só dara dar uma liga. Usei estas gemas só porque precisava das claras em neve batidas (com uma colher de sopa de farinha de pão) para somar agora ao salmão cremosinho, à maneira de um suflê. Depois foi deitar a mistura num ramequim untado, salpicar parmesão ralado, e levar ao forno pré-aquecido para gratinar. Fica uma delícia, e olha que esta é uma versão simplória e preguiçosa, confesso, mas pire aí nas várias possibilidades de ingredientes e versões, inclusive vegetariana, com alho poró, com queijos, com sobrinhas de toda carne, enfim, viajem aí pois aqui são dias de inspiração pouca.

Se eu estivesse mais animada, faria um molho à base de iogurte com hortelã, ou mesmo alho com ervas frescas, mas tudo o que fiz foi rasgar umas folhas de alface e regar tudo com azeite de oliva do bom, sal, pimenta do reino. Mas o que importa é que tava bom pacas. Anota aí mais essa dica de aproveitamento de sobrinhas!

Arroz de atum com cheirinho de anis ou Arroz da bruxa solta

abril 12th, 2011 § 37 Comentários

Esta TPM mais parece um encosto. Há dois dias me arrasto, adio coisas importantes a fazer, e se tiro a camisola é porque tenho que levar B na escola, senão… sei não. Não gosto nada do que vejo no espelho, abro o guarda-roupas e tenho vontade de fazer uma fogueira, não dou vencimento nos papéis que me afogam, e tenho vontade de jogar os telefones pela janela quando tocam.

Tudo isso já não seria mais do que suficiente para testar a minha perseverança? Mas alguém decidiu que não e soltou uma bruxa louca, daí a bateria do carro arriou, ainda no carro, alguma coisa está fazendo um barulho esquisito, e como eu não estava com vontade ALGUMA de cozinhar, mas ainda preferi cozinhar a sair ou pedir alguma coisa, foi dar uma providência de prato rápido e relativamente nutritivo para dois, que o gás acabou. Veja bem, eu só precisava de 15 minutos. 15 minutos! Claro que eu chorei que nem criança perdida na feira, né? Mas vamo’ lá, que amanhã é outro dia, e eu hei de renascer das cinzas tal qual uma fênix, afinal, é assim todo mês.

Então… a comida tinha que ser muito rápida, minimamente cortada, minimamente mexida e de preferência não deveria sujar mais do que 1 panela, 1 colher, 1 faca e 1 tábua de corte.

Na panela, cebola roxa em pedaços, pimentão amarelo em tiras, a sobra da escarola também em tiras, 1 ponta de colher de sobremesa de alho processado refogados em azeite de oliva e um pouco de manteiga; somei arroz lavado e seco, misturei bem, um pouquinho de chana masala (temperinho indiano) e água quente aos poucos para o cozimento em fogo baixo. Nessa hora lembrei de um arroz da Miss Dahl, um basmati que levava canela e anis e cozinha abafado em papel alumínio; lamentei por aquele arroz não ser basmati, mas joguei uma estrela de anis lá dentro. Pois bem, esta bendita lembrança e esta abençoada estrelinha de anis acenderam uma luzinha, ainda que débil, aqui dentro. Não estou dizendo que fui salva por uma estrela de anis, veja bem, ainda estou atracada com a macaca, mas que ela operou uma pequena mudança de humor, operou. =)

Mas voltando à panela, acertei o sal de leve, e deixei cozinhar; quando a grão do arroz estava quase al dente, cobri com uma lata de atum (sem água), e abafei a panela, agora já desligada, porque não carece de cozinhar o atum de lata, concorda?

Arroz bom é arroz muito bem lavado e seco, feito com água fervente aos poucos, cozido em fogo baixo, e desligado antes de cozinhar demais, permanecendo abafadinho para os últimos minutos de cozimento sem fogo.

O lado bom de tudo isso é que o meu arroz ficou uma delícia, mas eu acabei queimando a língua, só para variar e não facilitar para mim de jeito nenhum.

Socorro, alguém me tira daqui!!!!!!!!!!!

E esse banheiro de serviço para reformar? E esses suportes de cortina para consertar? E esses panos de molho para terminar de lavar? E essa pilha de roupa para passar? E essa contabilidade para fazer? E essa casa para pintar? E essa consulta para marcar? E essa louça para lavar?

Não contei que tô sem babá, sem empregada, sem diarista, sem nada, né?

Mente quieta, espinha ereta, coração tranquilo
Mente quieta, espinha ereta, coração tranquilo
Mente quieta, espinha ereta, coração tranquilo

Ninguém vai fazer essa receita, vai vendo. Quem é doido? KAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKA.

Só rindo.

Croutons marguerita

abril 5th, 2011 § 12 Comentários

Não era para ser nada disso. Acordei ontem com vontade de comer, no café da manhã mesmo que eu tinha pressa, uma salada morna de tomates com croutons que eu vi em algum lugar e não lembro onde, mas só depois que eu já tinha cortado as duas fatias de pão italiano em cubos é que me lembrei que tinha usado tomates na véspera e que só tinha sobrado dois orgânicos e bem pequenos, de modos que a proporção era inversa e a coisa virou crouton à marguerita.

Coloquei cubos de pão italiano na panela, reguei com azeite de oliva extravirgem e deixei dourar até ficarem crocantes (eis aqui os croutons); reservei e coloquei os tomates na mesma panela com mais azeite, pitadinha de sal e pimenta do reino, para uma refogadinha básica; devolvi os croutons à panela e somei um belo punhado de lascas de parmesão (para ser marguerita tinha que ser mussarela, né? arre!) e outro de folhas de manjericão. Misturei tudo, desliguei a panela e escorreguei para o prato de café da manhã.

Da próxima vez vou acertar na proporção e fazer a salada morna de tomate, mas tu entendeu o princípio, né? Agora pense aí neste crouton marguerita sobre uma bela salada verde! =O

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