Projeto Identidade – Na cozinha do Brasil
20 de maio de 2013 § 10 Comentários
Meu filme para o “Projeto Identidade – Na cozinha do Brasil”, da Todeschini, abre a webserie com mais 7 chefs brasileiros, e já está no ar. Eu achei LINDO e tô muito feliz com o resultado primoroso. Obrigada Todeschini, obrigada Destemperados, obrigada Capsula Filmes, obrigada Bem Legaus e mais aquele povo todo astral e competentééééééérrimo que participou deste movimento delícia!
VegetariAMOs
16 de maio de 2013 § 27 Comentários

(foto de Mariana Gadelha para o Pitéu)
O fato de não comerem bicho já faz dos vegetarianos pessoas muito especiais, e bastante generosas, eu diria. Dando aula de comida vegetariana no último sábado pude perceber muito de perto o quanto são sensíveis na cozinha; sensíveis em sua relação e conexão com a natureza onde estão respeitosamente inseridos os seus corpos e mentes sãs.

(fotos de Mariana Gadelha para o Pitéu)
Não raro, apresento o alho poró, o nabo, a ervilha torta, o tomilho, o cardamomo, para muitos alunos que nunca os viram, mas “já tinham ouvido falar”. No caso dos vegetarianos, eles manjam quase tudo que vem da terra, numa compensação natural e digna dos bichos que não comem, e isso é muito lindo. Podem não saber segurar a faca, tratar o grão de bico, flambar, mas conhecem os ingredientes, identificam os cheiros, as texturas; podem não saber o que é “cocção”, mas sabem qual o ponto ideal de cozimento do rabanete.

(fotos de Mariana Gadelha para o Pitéu)
Começo a minha apostila da aula vegetariana falando que o vegetarianismo sempre me puxou de um lado, mas o resto da gastronomia me puxa para o outro, e vence a batalha nesse cabo-de-guerra. Mas como sou feliz entre vegetarianos! A conversa é leve, as peles boas, e a roupa tem cheiro de seca ao sol e vento, mas isso já é coisa da minha cabeça romântica. Ou não.
As fotos que ilustram esse post, feitas pela fotógrafa Mariana Gadelha, minha amiga e aluna, são da primeira turma de comida vegetariana da Pequena Escola de Culinária da Katita. Foi tão bom, mas tão bom, que já tenho mais duas turmas fechadas, pessoas na espera de outras, e a promessa de que todo mês vai ter pelo menos uma turma verde.
Amém.
Purê de batatas com wasabi
16 de maio de 2013 § 8 Comentários
Só para dar um glam no purezinho nosso de cada dia…
6 batatas cozidas em caldo de legumes no nível delas; quando estiverem BEM cozidas, parte do caldo terá reduzido, daí amasse as batatas com um mixer ali mesmo com aquele caldo; some uma colher de sopa gigante de manteiga e outra de wasabi; se quiser uma textura de veludo, some um fio grosso de creme de leite. Prove o sal e foi. Se quiser mais violência, coloque mais raiz forte (wasabi).
E acabou-se a história.
Detalhe: Muita coisa pra contar, mas o tempo… =/
m.a.m.i.s _ l.u.v
12 de maio de 2013 § 8 Comentários
Torta de queijo com calda de frutas vermelhas a la Morchon
9 de maio de 2013 § 32 Comentários
Esta eu aprendi com o meu chef Jose Morchon da Taperia, e imediatamente se tornou a minha sobremesa preferida do momento. Não vou mentir que parte desta preferência devo atribuir à sua praticidade, porque trata-se de uma sobremesa em que você mistura tudo numa tigela que vai para o forno e depois cobre com uma calda que faz brincando em poucos minutos. E no final, o resultado é impressionante, tanto visualmente, quanto no sabor. Fiz nesta última terça aqui em casa na aula de Mignon da Pequena Escola de Culinária da Katita, e ouvi um lindo uníssono de um prolongado “huuuummmmmmmmm”, de olhos fechados, que foram um dengo na minha vaidade.
Para 6 pessoas, tome uma tigela que possa ir ao forno e coloque ali dentro: 2 caixinhas de creamcheese + 1/2 copo de requeijão cremoso + 150g de parmesão ralado grosso na hora ou gouda em lascas (se quiser um toque de sal, o primeiro; se quiser manter o adocicado da coisa, o segundo), 2 ovos inteiros, 1/2 caixeta de leite condensado, 1/2 caixeta de creme de leite. Bata tudo com a ajuda de um mixer, e quando estiver homogêneo, some raspas de duas tangerinas (isso já é pitaco meu), misture com uma colher, e leve ao forno médio pré-aquecido por coisa de 20 a 30 minutos, até dourar a superfície e endurecer um pouco. Ele deve parecer molinho, mas não líquido. Está bom assim, pois vai terminar de firmar na geladeira.
Enquanto a torta está no forno, vamos à calda. Compre 200g de berries desidratadas. Aqui em Salvador você encontra a granel na CEASINHA, na Perini, em lojas de produtos naturais, ou na Nação Verde Canela, que abriu aqui perto de casa. Coloque duas xícaras de açúcar + 1/3 de xícara de água e leve ao lume baixo, mexendo, para caramelizar; quando estiver em ponto ralo de fio, some as berries, algumas vagens de cardamomo (eu dou uma porradinha nelas para ficarem entreabertas), 1 pau de canela, 1 estrela de anis, 4 cravinhos, e mais um pitaco meu: uma pingada de flor de laranjeira; se eu tivesse cointreau, também pingaria. É que eu sou uma pessoa cítrica, sim? Vai mexendo, deixa evaporar o álcool, se utilizar álcool, e a calda vai reduzir e encorpar. Se quiser mais rala, vá somando mais água; se quiser grossa estará okay. Resolva essa parte.
O ideal é que a torta repouse por umas 4 horas na geladeira; a calda não precisa, necessariamente, refrigerar. Na hora de servir, tome uma colherada da tigela em formato meia-lua (vá girando um pouco a colher para esse formato) ou então tire uma colherada e com a ajuda de outra colher faça aquele formato de croquetes, bolinhos de arroz, sabe como? Agora deite num prato, cubra com uma colher generosa de calda, enfeite com um raminho de alecrim, e ARRASE, porque não tem jeito de não arrasar com essa sobremesa super simples e super glam.
Obrigada, Jose! E desculpe os meus pitacos, tá? Eu precisava que ela também fosse minha de alguma forma! Sei que entenderá, chef! =)
Festinha Pá-Pum! Turma #4 da Pequena Escola de Culinária da Katita
1 de maio de 2013 § 31 Comentários
Uma atriz, uma fotógrafa e duas executivas de RH fizeram a festa aqui em casa no último sábado. Foi a turma #4 da minha pequena escola de culinária, na aula Festinha Pá-Pum.
Pedi que elas decidissem o que celebraríamos. Elas escolheram celebrar a amizade. Dispus na mesa 3 padrões decorativos: um pop, um kitsch, um étnico. Elas escolheram este último. Pedi que exercitassem a descontextualização de objetos, encontrando-lhes nova função; que descentralizassem a festa da mesa principal, usando toda a sala, que ficassem à vontade e pedissem o que quisessem. Comentei com elas que às vezes começava uma festa por um pano lindo que via na rua e imaginava toalha de mesa. Por isso começaríamos da ambientação, para entrarmos no clima, com a sala já arrumada para festa e Gnals Barkley na caixa de som. Abri minha grappa para degustarmos juntas e aquecermos os nossos corações para a cozinha, para onde partimos animadas, e onde permanecemos juntinhas por mais umas 3 horas de trabalho.
Nas fotos (de Mariana Gadelha), um brinde com Jacyan, Mariana, Márcia e Jozete | Mãos na massa | Pimentões flambando | detalhes da mesa decorada pelas meninas e dos petiscos montados.
Tô tão apaixonada por este projeto!
Acompanhe a programação (agenda de maio no ar) e bastidores aqui na fanpage.
Bolo de ameixa
30 de abril de 2013 § 24 Comentários
Primeira coisa: untar e enfarinhar uma forma pequena de bolo inglês ou daquelas de buraco no meio, e pré-aquecer o forno em temperatura média (lê-se 180°).
Para fazer um delicioso bolo de ameixa (eu acho ameixa um tombo!) você primeiro precisa fazer um doce de ameixa. Tome uma xícara bem cheia de deliciosas, suculentas, macias e graúdas ameixas secas sem caroço (eu compro a granel na CEASINHA ou na Perini), coloque numa panela, cubra com água passando uns dois dedos, some 2 colheres rasas de açúcar e leve a cozinhar em fogo baixo. Isso deve virar mais do que uma compota, mas uma pasta com um ou outro pedaço de ameixa. Para que isso aconteça, vá colocando mais água à medida que seque até que a fruta esteja desmanchada. Fez-se o doce? Então reserve.
Na batedeira, aquela receitinha básica: 2 colheres de sopa de manteiga, 2 xícaras mal cheias de açúcar (eu fui de demerara, até para ficar mais negão, o bolo) e 3 gemas peneiradas (para afastar qualquer possibilidade do famigerado cheiro de ovo!). Fez creminho liso, lindo e homogêno, junte 2 xícaras de farinha de trigo (eu usei integral neste, mas fica à vontade) e bate mais um bocado. Agora junte o doce, as 3 claras em neve (tu não jogou as claras fora, né colega?) e 1 colher de sopa de fermento em pó, agora no muque, nada de batedeira, porque senão não adiantou ter batido as claras em neve, aqueles pedaços chiques de ameixa dançam e ainda tem aquele povo que jura de pé junto que fermento não pode bater. Mistura bem com uma colher de pau, deita na forma untada, e foi, gata! Coisa de 30 minutinhos, mas “varêa”, a depender da tua máquina. O melhor sinal quem dá é o cheiro, se liga.
Este bolinho, que publiquei no Rainhas do Lar em agosto de 2010, é TUDO de bom, vai por mim.






