Top 10 alimentos horripilantes pelos leitores do Pitéu (e resultado da Ciranda Kumalè)
maio 21st, 2012 § 11 Comentários

(prendas da ciranda: o livro e um kit ASTA de viagem)
Já repararam que por trás das nossas cirandas a gente tece algo muito mais valioso do que a prenda da brincadeira em si, né? São memórias e impressões que fazem a gente se emocionar e pensar sobre o mundo em que a gente vive pelo viés da comida.
Isto posto, eu queria dizer que a Ciranda Kumalè me trouxe algumas revelações. A mais importante delas é que eu descobri que tenho muito mais restrições alimentares do que achei que tivesse. É que vendo todas estas possibilidades assim listadas bonitinho, com o requinte das impressões e situações vividas por vocês, a coisa ficou bem mais ten-sa. Lamento informar (e decepcioná-los) que apesar de amar, trabalhar e escrever sobre comida, o que a coloca num patamar especial e de elevada estima em minha vida, não tenho problema nenhum em assumir estas restrições. Primeiro porque para mim a comida provoca/evoca/ e deve agradar a todos os sentidos e não somente ao paladar, e esteta que sou, devo confessar que sou capaz de eliminar alguns quitutes pela sua aparência, o que, sem dúvida impõe limites às minhas experiências mundanas. Texturas e odores certamente afasta tantas outras possibilidades. Não sei se mamãe pecou, mas assim que estivermos juntas vou lhe dar um beijo especial por nunca ter me obrigado a comer nada; oferecer, incentivar, explicar a sua importância e até forçar a barra um bocadinho, sim, mas obrigar a engolir goela abaixo sob pena de morrer de fome, jamais. On the other hand, o universo gastronômico é infinito, não creio que tudo que se come por aí deva necessariamente ser comido por mim, afinal todo mundo tem seus critérios, e apesar de bem ciente das minhas limitações (que pôxa!), estou feliz com as minhas escolhas aqui da minha zona de conforto, de mesa linda com comida fofa, colorida e cheirosa sorrindo para mim. Mas ó, acho realmente lindo uma pessoa que come de um tudo, sem frescura, sem limite, sem pudor, sem vergonha na cara, sem nada nesta vida.
Mas voltando à ciranda e ao bafão dos bastidores, de um simples cheiro de café coado a glândula salivar de boi, o desfile de alimentos horripilantes foi um sucesso. Me deliciei listando abaixo as mais… bem, as mais interessantes (e bizarras), por assim dizer, experiências de vocês por critérios meus, mas fiquem à vontade para brincar de mudar de bloco, criar novos e coisas que tais. Vejamos…
HORS CONCOURS
1- Placenta
2- Ovos podres enterrados por mil’anos
TOP 10 ALIMENTOS HORRIPILANTES (as mais votadas por ordem decrescente):
1- Miúdos e vísceras de toda espécie
2- Buchada de boi ou bode, você escolhe
3- Dobradinha, e mais uma vez a presença do querido bucho
4- Língua de boi
5- Larvas, insetos, cobras e morcegos
6- Chouriço/morcela
7- Miolo
8- Pés e cabeças de bichos
9- Pequi
10- Cachorro
CATEGORIA OUTROS DESTAQUES NOJENTÕES
1- Rã
2- Caca da bisa da Adriana Davanzo
3- Olhos
4- Escargot
5- Rin
CATEGORIA CURIOSIDADE
1- Cavalo
2- Glândula salivar de boi
3- Carne humana
4- Peixe vivo
5- Cabeça de cordeiro assada com couro e lã
CATEGORIA MENO MALE
1- Mocotó
2- Rabada
3- Maniçoba
4- Quiabo
5- Jiló
7- Galinha à cabidela
8- Ovo pochê
9- Açaí
10- Jambu
11- Jatobá
CATEGORIA Ô TADINHO, APARENTEMENTE INOFENSIVO
1- Cafezinho coado
2- Melancia (kakakakakakakakaka)
3- Coentro
4- Pepino
5- Camarão
CATEGORIA AÍ É SACANAGEM
1- Cérebro de macaco
2- Cachorro
3- Baleia e golfinho
4- Carne humana
5- Passarinho
6- Testículo de boi
7- Olhos
CATEGORIA PERIGO CONSTANTE
1- Baiacu
Bem, ao sorteio, né? Que é para dar uma abstraída básica!
Deu número 012, que na ordem crescente de comentários básicos equivale à colega Márcia Domingues, que se pela inteira com coração de bicho!
Querida Márcia, vou te mandar o outro exemplar do O Mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia do Chef Kumalè e mais um mimo que eu escolhi da minha parceira a REDE ASTA, que é um kit com carteira de viagem, tag de bagagem e porta-passaporte sustentável, todo trabalhado na embalagem de tetra pak, pelo coletivo Mulheres do Salgueiro (eu tenho e acho lindo de morrer), que é para te acompanhar nas suas viagens gastronômicas. Aproveite bem!
Gente, eu fiquei louca de amores por essa ciranda, obrigada! A Saberes Editora também mandou dizer que ficou super feliz, vê: aqui.
Ah! E por falar em Rede ASTA, se liguem que vai rolar na sequência uma Ciranda do Amor, pongando no clima love is in the air do Dia dos Namorados (ai, ai, ai, meu Santo Antônio!).
Taís, fui comer bombocado de queijo na Gilzan!
maio 20th, 2012 § 4 Comentários
Desde que a leitora Taís Gaspar comentou aqui no post As padocas da minha área sobre o bombocado de parmesão da padoca/deli Gilzan lá na Pituba, que eu fiquei com esse trem na cabeça. Daí que ontem eu fui comer no Boteco (de Recife) que abriu ali pertinho (post na sequência) e lancei a idéia aos meus dois comparsas, que toparam atravessar a praça na chuva para tomar café, comprar pão e conhecer a Gilzan.
Cheguei toda na função do bombocado, que me aguardava bonitão no balcão de doces e salgados a peso, mas não tive pança para traça-lo ali (boteco, você sabe), e trouxe o meu quinhão para casa.
Experimentamos alguns bolos e salgadinhos bem gostosinhos, os pães estavam lindões, o serviço de ceia já estava montado e parecia okay, mas o que mais me chamou atenção mesmo foi o atendimento! Funcionários mais felizes, impossível.

(fachada | geral da loja | detalhe do bufê da ceia)
Ah! O bombocado de queijo! Achei delícia, adoro doce de queijo, adoro! Mas quando eu descobrir uma boa receita vou colocar menos açúcar.
Valeu a dica, lindeza!
A Gilzan Delicatessen fica na São Paulo com a Rio Grande do Sul, ali na Pituba. Parece que a loja da Graça dançou, mas tem outra na Boca do Rio, e pelo que eu acabo de ver aqui no Google que tudo vê e tudo sabe (inclusive sobre as nossas vidas) parece que tem Gilzan em Camaçari e na Sussuarana, veja que babado! Atirando para tudo quanto é lado, atingindo vários públicos! Tá certo também.
19.965 exibições depois…
maio 20th, 2012 § 12 Comentários
… lá no YouTube, é que eu venho aqui convidar vocês para assistirem ao quinto episódio da Cozinha Finna, que foi ao ar linkado com o Dia das Mães, e teve a participação de duas crianças muito fofas, a Nina e o Bento, para quem eu fiz os clássicos biscoitinhos 1-2-3 da minha infância na versão tangerina. Vê aqui a bagunça na minha varanda.
No próximo episódio love is in the air, e eu acordo ouvindo passarinhos. Vou fazer um nhoque de espinafre com ricota ao sugo e vou dar umas dicas de como preparar um climão para um jantarzinho a dois.
Ai, ai, ai, meu Santo Antônio!
Choquei no supermercado
maio 19th, 2012 § 36 Comentários
Gente, o que leva alguém a comprar batata cozida em caixa, “100% natural, que dispensa refrigeração, e não possui conservantes”? Como assim natural, sem conservante, que dispensa refrigeração? Alguém me explica como é isso?
Gente, o que leva alguém a comprar frango desfiado em caixa, “100% natural, que dispensa refrigeração, e não possui conservantes”? Como assim natural, sem conservante, que dispensa refrigeração? Alguém me explica como é isso?

Gente, o que leva alguém a comprar sachê de molho de tomate à bolonhesa? Já pensou que aquilo é carne? Já pensou o tanto de veneno que deve ter ali dentro para conservar essa carne?
Porque, assim, eu sou do tempo que essas coisas eram naturais e perecíveis.
Meeeeeeeeeeeeeeeeedo! Ô gente, vamo’ pensar um pouquinho no que a gente joga pra dentro? Que você não goste e não queria cozinhar, tá no seu direito, não é obrigada, mas não precisa se matar, né?
Saladinha de uva com pepino
maio 18th, 2012 § 16 Comentários
Gente, depois dos depoimentos fantásticos no post abaixo sobre experiências gastronômicas horripilantes, eu preciso refrescar essa cozinha com uma saladinha beeeeeeeem levinha, bem fresquinha, bem saudável, bem natural, bem inocente, bem meiga, beeeeeeeem! Que é para dar um equilíbrio, afinal de contas, tudo é um equilíbrio na vida da pessoa, concordam?
Partes iguais de uvas de sua preferência sem sementes partidas ao meio, e cubos de pepinos de tamanho proporcional (nada de picar miudinho, eu quero ver a uva, eu quero ver o pepino, não quero que eles se desintegrem e virem uma coisa só, você quer isso para a sua vida?). Hidrate com iogurte natural sem soro da melhor qualidade e cremosão, saborize e odorize com gotas de limão, azeite de oliva extravirgem, sal a gosto, pimenta – se quiser, e folhas muito frescas de hortelã. Sirva bem gelada! Nada de iogurte molengo pingando no fundo da saladeira, hein?
Ela fica super gatinha também com uvas verdes, na versão tudo verde, uma coisa ton sur ton, mas como eu sou uma pessoa trabalhada no contraste…
Então… aliviou aí?
Ciranda de livro Kumalè: um pra mim, um pra você
maio 16th, 2012 § 151 Comentários
Hoje tem ciranda do livro O mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia do chef Kumalè, pela Saberes Editora (Campinas/SP), que me mandou dois exemplares, um deles para sorteio entre vocês.
Chef Kumalè é Vittorio Castellani, do Couscous Clan (ó que nome genial, vai vendo), um jornalista italiano, colunista de revistas de gastronomia e turismo européias, que considera-se um gastronômade, ávido que é por descobertas sobre os hábitos alimentares mundo afora. Lendo seu livro dá vontade de ser uma mosquinha só para poder assistir às suas aulas na Universidade de Ciências Gastronômicas de Pollenzo ou na Universidade de Siena para o Master em enogastronomia.
Eu não sei quanto à você, mas eu adoro os livros de gastronomia quando vão para além das receitas, lançando-se sobre os seus aspectos culturais, antropológicos, religiosos, sociais, políticos, econômicos, pessoais. Que os momentos mais importantes da vida dos seres humanos acontecem em torno da comida, testemunha muda da história da humanidade, todo mundo já sabe; que a gente é o que come também, mas aqui Kumalè aborda as regras alimentares que regem o comportamento das civilizações dos cinco continentes, determinando uma dinâmica que, num mundo globalizado, acaba por nos atingir a todos, seja durante uma viagem, seja por conta de um vizinho judeu, da mudança para um bairro japonês, para melhor entender um livro, um filme, o mundo, e até a nós mesmos.
Feitas as introduções e considerações gerais do autor, a primeira parte do livro aborda as regras alimentares de religiões como o Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, Sikhismo, Budismo e Ortodoxia ocidental, seus preceitos, alimentos lícitos e ilícitos, rituais de abate, as festas religiosas, etiqueta à mesa, e muito mais do que os nossos parcos conhecimentos de almanaque sobre indianos que não comem carne de vaca. Um exercício e tanto de despregar os olhos dos nossos próprios umbigos, de entendimento e respeito às diferenças.
Num segundo momento, não menos interessante, o livro associa os ciclos da vida e rituais de passagem ao alimento, desde o nascimento e batismo (como o seudat mitzvá que é um banquete que os judeus oferecem após a cerimônia de batismo); a iniciação à idade adulta (como o seijin no hi, dia da maturidade para os japoneses comemorada aos 22 anos, ou o quinceañera, os 15 anos das meninas em muitos países latinos, semelhantes às nossas comemorações de debutantes); o cortejo, o namoro e o casamento (quem não se lembra do filme Casamento Grego?); e, finalmente, a morte (como a comemoração dos defuntos Día de los Muertos, no México, que eu até tatuei, de tão lindo que eu acho), todos eles celebrados através de banquetes específicos para cada situação.
E vai além, associando o alimento aos ciclos da mãe terra, que determinam sacrifícios, cerimônias e ritos de semeadura, colheita e transumância (migração de rebanhos, no caso, mas pode ser de gente também) que marcam alguns dos momentos mais importantes em diversos calendários, como a Festa da Lua e a da Primavera dos chineses; o Novo Dia Persa (ano novo) no Irã; o interessante Festival Homovo, que caçoa da fome quando chega a chuva em Gana, na África – exatamente agora em maio – quando milho e sorgo são plantados para produzirem farinhas; e Pachamanca, o banquete para a mãe terra no Peru.
Aborda, ainda que superficialmente, alguns tabus e alimentos medicinais, através dos conhecimentos da ayurveda e da cozinha medicinal chinesa. Percorre distâncias entre cozinhas de palácios e a street food, menciona a hibridização de culinárias (fusion), e fecha com dois capítulos bem legais. Um de receitas típicas de algumas destas culturas, algumas tradicionais e deliciosas para nós, outras capazes de nos causar vertigens como o Porco-espinho à gitana, Chow chow refogado – é, aquele cachorrinho mesmo -, a Sopa de cobras, escorpiões e galinha velha dos chinesas, as Larvas de besouro com verduras do Congo, e algumas “alucinantes” como Bhang Lassi, bebida à base de maconha e leite, de Benares. O outro capítulo final, só de orações para a mesa, uma de cada religião.
Enfim, um livro curioso, aparentemente pretensioso por abordar tudo isso em 237 páginas, mas ao final a gente conclui que trata-se de um panorama bem amarrado (graças à escolha assertiva dos aspectos abordados) e instigante, capaz de escancarar as portas da nossa percepção para a diversidade e para o universo de possibilidades gastronômicas que tem lá fora.
O mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia, do Chef Kumalè, pela Saberes Editora (Campinas/SP), em 2011.
Mas, voltando à ciranda, quem ficar afins de concorrer ao outro exemplar que eu tenho aqui, e que vou despachar com algum mimo meu, que eu ainda não sei o que é, responde aqui nos comentários: Qual o alimento ou hábito alimentar que te embrulha o estômago, te causa vertigem, estranhamento?
A gente abre a roda a partir de agora até às 11h59 do próximo domingo, dia 20, quando acaba a nossa ciranda, tá? Cada leitor participa uma só vez, endereço para envio em território nacional, e eu tenho até 15 dias para enviar depois da publicação do resultado, na segunda 21. Esquema de sorteio númerico entre as respostas válidas.
Vamos todos cirandar?
Molho à bolonhesa para a Karina Morelli
maio 15th, 2012 § 24 Comentários
Katita, amo seu blog, sou sua leitora assidua desde a época do Rainhas.
Queria muito te pedir um favor, se não for demais. Vc tem uma receita escandalo de molho à bolonhesa? Cozinho bem, mas taí uma receita que até hoje não consegui fazer e depois pensar: nossa, que espetáculo de molho. Acho muito basicona as que fiz até hoje.
Obrigada
Bjs moça, sou sua fã.
Karina- BH/MG
Karina, fofolete, assim, eu não sei se o meu molho é “escândalo” como você deseja, porque molho à bolonhesa é molho à bolonhesa, não tem muito para onde correr… tem gente que usa calabresa, tem gente que põe azeitona, ovo cozido, o diabo a quatro, mas meu basicão é assim:
1- Se for usar carne moída, comece por aí. Pré-produção nela, para depois somá-la ao molho, assim ela fica soltinha, quer ver? Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora e leve ao fogo numa panela untada para soltar água e cozinhar na mesma água (eu tinha um shoyu nas últimas e acabei temperando apenas com shoyu, o que deu esse tom escuro à carne). Durante o cozimento vá soltando a carne com a ponta do garfo, e quando estiver soltinha, desligue o fogo, solte a carne de novo com a ponta do garfo e regue com azeite de oliva. Reserve.

(molho de tomate reduzindo | fogão a mil: massa cozinhando, carninha pronta para cair no molho de tomate sincero)
2- Molho de tomate sincero você faz assim (Pati Sato, se liga!): vamos considerar 400g de carne moída que faz molho abundante para 6 pessoas? Rale 1 cebola branca e doure numa colher de manteiga clarificada (depois que ela derreter, recolha a espuminha, que são as impurezas – bingo! você acaba de fazer ghee, manteiga indiana); some uma lata de tomate pelado com molho (ou concassè de tomate – que é tomate sem pele e sem semente em cubos + 200g de molho de tomate), espatife com a colher de pau, misture bem, equilibre a acidez com uma pitadona de açúcar, junte 1/2 xícara de caldo de legumes e deixe reduzir até o ponto desejado. Hora de juntar a carne já toda soltinha e um belo punhado de manjericão fresco. Mistura e abafa!
Tá pronto um molho à bolonhesa básico.
Variações:
Karina, meu bem-querer, para você que tá querendo um molho escândalo, talvez seja o caso de usar, além da carne moída, um taquinho de bacon e outro de linguiça, que o molho vai ficar mais saboroso (e calórico, concorda? Sabe que não se pode ter tudo, né?). Daí você usa 200g de carne, 100g de bacon e 1 linguiça calabresa. Neste caso você começa o molho reduzindo o bacon em cubinhos na sua própria gordura, depois junta a calabresa para reduzir também, elimina essa gordura, soma 1 colher de manteiga, e só depois entra a cebola, o tomate e o resto do procedimento.

(dica de espaguete bacana: marca italiana Zara, metade do preço da Di Cecco, por exemplo e super boa, adoro!)
Se quiser também some azeitonas verdes picadinhas no molho, e/ou ovos cozidos picados sobre o molho, já no prato de massa. E parmesão ralado muito, lógico!
Dicas das leitoras:
1- A Valerie recomenda uma pingadinha de vinho no molho, que eu colocaria ali quando a cebola está refogando.
2- A Rachèl dá várias dicas que aprendeu com sua amiga em Bologna: carne suculenta tipo músculo moída duas vezes, e a soma de cenoura para cozinhar e espatifar no molho, dando uma textura mais homogêna ao molho. Dá uma olhada na receita completa da moça aqui nos preciosos comentários do Pitéu, onde o pau come, a cobra fuma e a ema geme!
3- A Carol aprendeu com uma mama italiana que se você misturar carne bovina com suína na hora de moer, dá samba, e o molho fica bem mais gostoso. Acredito.
4- A Carla, do Baianices, jura de pé junto que se dividir a carne em 3 partes iguais de bovina, suína e vitela, fica tombo absoluto. Acredito.
5- A Andrea aprendeu com um italiano láááááááááááá em Morro do Chapéu que uma pitada ou pau de canela no molho fica massa!
Olha só como o nosso molho está evoluindo, vai vendo…
Agora vai, gata, vai e arrasa!
Beijomeligamechamamegritameadd!
K.
Peitinho okay
maio 14th, 2012 § 23 Comentários
Peitinho de frango bááááááááásico, assadinho, porém tenro, para o dia-a-dia.
Peito de frango limpinho, lavadinho, sequinho. Com a ponta de uma faquinha faça fendas o mais profundas possível e depois envolva o peito com a seguinte mistura: no pilão, 2 dentes de alho amassados, sal, pimenta do reino moída na hora a gosto, suco de 1 limão, 1 colher de chá de páprica doce ou corante e hortelã. Nas fendas, distribua 4 dentes de alho inteiros e folhas de manjericão empurrando bem até o fundo. Deixe pegar o tempero por, pelo menos, 2 horas.
Aqueça o forno, deite o peito numa assadeira untanda do seu tamanho (para concentrar os líquidos), regue com azeite de oliva e leve ao forno até ficar bem douradinho.
De vez em quando eu abro a porta do forno e vou regando com o que tenho à mão, tipo suco de laranja, uísque, uns fios de mel, e coisas que tais. Assim ele fica suculento.
Para acompanhar purezinho de mandioquinha, saladinha colorida, arrozinho piemontese, couscouszinho de frutas secos, farofinha de manteiga… é contigo.
Só para garantir um peitinho okay, tá?
Se você fosse uma flor do quintal da minha mãe…
maio 13th, 2012 § 33 Comentários
Eu recebi um e-mail onde uma mãe falava com orgulho sobre os sacrifícios, privações e anulações que se auto-impunha todos os dias pelo seu filho. Fiquei bem agoniada, porque assim, é natural que nos privemos de muitas coisas na condição de provedores dos nossos filhos, mas “sacrifício” é uma palavra muito forte, e “anulação de nós mesmas” deveria ser impronunciável. É muito peso, muita responsabilidade sobre os ombros dos nossos filhos, sentirem-se culpados lá na frente pela anulação de suas mães “tudo por eles”. Nossos filhos querem mães saudáveis, felizes e livres, deles inclusive, se é que me entendem. E mais do que pesado, é injusto, especialmente quando não são eles o verdadeiro motivo deste “auto-flagelo”. Infelizmente as campanhas comerciais e chorumelas dos programas de auditório só confirmam isso. Os filhos pertencem ao mundo! E quando eles forem embora? O que restará de nós? Deverão arrastar as correntes da nossa solidão, e tristeza e frustração? Isso é amor? Amar os nossos filhos não seria libertá-los?
Se dói? Não creio, depende do ponto de vista.
Mas felizmente, no dia seguinte, recebi outro e-mail da minha orientadora de TCC e hoje amiga, que dizia que “ser mãe é, entre tantas outras coisas, assegurar sentido a palavra humanidade, que vivida em família, se dirige como ondas de amor, respeito e solidariedade para todo o mundo.”
*suspiro*
Como é bom não estar só.
Mas voltando às flores do quintal da mamãe, qual você seria?
Um feliz e reflexivo dia das mães aos leitores do Pitéu.
Pé de babosa (ou aloe vera)
maio 12th, 2012 § 20 Comentários
Menina, eu morria e não sabia que babosa, como chamamos a aloe vera aqui na Bahia pelo menos, dava flor! E, ó que lôka? Não parece um castiçal? 1,60m de altura, viu? Uma suculenta quase do meu tamanho! Cheguei aqui na casa da minha mãe, fui logo dar aquela batida básica no quintal, e chapei com a planta!
Desde pequena que ouço o povo falar sobre os “milagres” de que a babosa é capaz de operar. De acne a hanseníase, foi problema de pele, ela é super indicada, por ser cicatrizante e antibacteriana. Queimadura por exemplo, ela hidrata (até no deserto) e cicatriza ao mesmo tempo, porque ela é riquíssima em proteínas, vitaminas e sais minerais que penetram lindas pele adentro. Em resumo, a bicha é poderosoa. Cabelo seco? Ela hidrata. Intestino preso? Ela solta. Uma beleza!
Se ligue na seiva milagrosa da babosa.
Eu acho que eu vou levar uma muda desse trem, viu?
O quintal de mamãe tá luxo! Verdiiiiiiiinho!
Agora eu vou ali investigar a jaqueira com Fala Fina (ó o nome do cabra, vai vendo!) que é para ver se rola o novo projeto da vovó: uma casinha na árvore para Bê. Já avisei logo que tem que caber uma forte esteira com almofada, que eu não vou sair de lá para nada!
Atualizando e embelezando o post com uma ilustração e uma memória linda da artista Ila Fox, leitora linda do Pitéu.















