Depois não diga que eu não avisei…
junho 2nd, 2012 § 14 Comentários
Se por acaso você esbarrar com essa caixa de suco Cranberry Juxx e ela te parecer a promessa do suco fake mais incrível que você haveria de tomar na vida, até porque custa coisa de 15 pilas por aqui na forca da Perini (e é produto nacional, viu?), vá não que é esparro!
Eles esqueceram de colocar ali embaixo do ” Sem conservante Sem corante Sem aromatizante artificial”, SEM GOSTO, SEM P.N! Raaalo, que chega a dar raiva! Vi no site ali que tem ameixa e romã também… se quiser experimentar, se jogue, mas depois não diga que eu não avisei.
Eu sou uma palhaça mesmo… tsc tsc tsc… bem feito.
Taís, fui comer bombocado de queijo na Gilzan!
maio 20th, 2012 § 4 Comentários
Desde que a leitora Taís Gaspar comentou aqui no post As padocas da minha área sobre o bombocado de parmesão da padoca/deli Gilzan lá na Pituba, que eu fiquei com esse trem na cabeça. Daí que ontem eu fui comer no Boteco (de Recife) que abriu ali pertinho (post na sequência) e lancei a idéia aos meus dois comparsas, que toparam atravessar a praça na chuva para tomar café, comprar pão e conhecer a Gilzan.
Cheguei toda na função do bombocado, que me aguardava bonitão no balcão de doces e salgados a peso, mas não tive pança para traça-lo ali (boteco, você sabe), e trouxe o meu quinhão para casa.
Experimentamos alguns bolos e salgadinhos bem gostosinhos, os pães estavam lindões, o serviço de ceia já estava montado e parecia okay, mas o que mais me chamou atenção mesmo foi o atendimento! Funcionários mais felizes, impossível.

(fachada | geral da loja | detalhe do bufê da ceia)
Ah! O bombocado de queijo! Achei delícia, adoro doce de queijo, adoro! Mas quando eu descobrir uma boa receita vou colocar menos açúcar.
Valeu a dica, lindeza!
A Gilzan Delicatessen fica na São Paulo com a Rio Grande do Sul, ali na Pituba. Parece que a loja da Graça dançou, mas tem outra na Boca do Rio, e pelo que eu acabo de ver aqui no Google que tudo vê e tudo sabe (inclusive sobre as nossas vidas) parece que tem Gilzan em Camaçari e na Sussuarana, veja que babado! Atirando para tudo quanto é lado, atingindo vários públicos! Tá certo também.
Choquei no supermercado
maio 19th, 2012 § 36 Comentários
Gente, o que leva alguém a comprar batata cozida em caixa, “100% natural, que dispensa refrigeração, e não possui conservantes”? Como assim natural, sem conservante, que dispensa refrigeração? Alguém me explica como é isso?
Gente, o que leva alguém a comprar frango desfiado em caixa, “100% natural, que dispensa refrigeração, e não possui conservantes”? Como assim natural, sem conservante, que dispensa refrigeração? Alguém me explica como é isso?

Gente, o que leva alguém a comprar sachê de molho de tomate à bolonhesa? Já pensou que aquilo é carne? Já pensou o tanto de veneno que deve ter ali dentro para conservar essa carne?
Porque, assim, eu sou do tempo que essas coisas eram naturais e perecíveis.
Meeeeeeeeeeeeeeeeedo! Ô gente, vamo’ pensar um pouquinho no que a gente joga pra dentro? Que você não goste e não queria cozinhar, tá no seu direito, não é obrigada, mas não precisa se matar, né?
Ciranda de livro Kumalè: um pra mim, um pra você
maio 16th, 2012 § 151 Comentários
Hoje tem ciranda do livro O mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia do chef Kumalè, pela Saberes Editora (Campinas/SP), que me mandou dois exemplares, um deles para sorteio entre vocês.
Chef Kumalè é Vittorio Castellani, do Couscous Clan (ó que nome genial, vai vendo), um jornalista italiano, colunista de revistas de gastronomia e turismo européias, que considera-se um gastronômade, ávido que é por descobertas sobre os hábitos alimentares mundo afora. Lendo seu livro dá vontade de ser uma mosquinha só para poder assistir às suas aulas na Universidade de Ciências Gastronômicas de Pollenzo ou na Universidade de Siena para o Master em enogastronomia.
Eu não sei quanto à você, mas eu adoro os livros de gastronomia quando vão para além das receitas, lançando-se sobre os seus aspectos culturais, antropológicos, religiosos, sociais, políticos, econômicos, pessoais. Que os momentos mais importantes da vida dos seres humanos acontecem em torno da comida, testemunha muda da história da humanidade, todo mundo já sabe; que a gente é o que come também, mas aqui Kumalè aborda as regras alimentares que regem o comportamento das civilizações dos cinco continentes, determinando uma dinâmica que, num mundo globalizado, acaba por nos atingir a todos, seja durante uma viagem, seja por conta de um vizinho judeu, da mudança para um bairro japonês, para melhor entender um livro, um filme, o mundo, e até a nós mesmos.
Feitas as introduções e considerações gerais do autor, a primeira parte do livro aborda as regras alimentares de religiões como o Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, Sikhismo, Budismo e Ortodoxia ocidental, seus preceitos, alimentos lícitos e ilícitos, rituais de abate, as festas religiosas, etiqueta à mesa, e muito mais do que os nossos parcos conhecimentos de almanaque sobre indianos que não comem carne de vaca. Um exercício e tanto de despregar os olhos dos nossos próprios umbigos, de entendimento e respeito às diferenças.
Num segundo momento, não menos interessante, o livro associa os ciclos da vida e rituais de passagem ao alimento, desde o nascimento e batismo (como o seudat mitzvá que é um banquete que os judeus oferecem após a cerimônia de batismo); a iniciação à idade adulta (como o seijin no hi, dia da maturidade para os japoneses comemorada aos 22 anos, ou o quinceañera, os 15 anos das meninas em muitos países latinos, semelhantes às nossas comemorações de debutantes); o cortejo, o namoro e o casamento (quem não se lembra do filme Casamento Grego?); e, finalmente, a morte (como a comemoração dos defuntos Día de los Muertos, no México, que eu até tatuei, de tão lindo que eu acho), todos eles celebrados através de banquetes específicos para cada situação.
E vai além, associando o alimento aos ciclos da mãe terra, que determinam sacrifícios, cerimônias e ritos de semeadura, colheita e transumância (migração de rebanhos, no caso, mas pode ser de gente também) que marcam alguns dos momentos mais importantes em diversos calendários, como a Festa da Lua e a da Primavera dos chineses; o Novo Dia Persa (ano novo) no Irã; o interessante Festival Homovo, que caçoa da fome quando chega a chuva em Gana, na África – exatamente agora em maio – quando milho e sorgo são plantados para produzirem farinhas; e Pachamanca, o banquete para a mãe terra no Peru.
Aborda, ainda que superficialmente, alguns tabus e alimentos medicinais, através dos conhecimentos da ayurveda e da cozinha medicinal chinesa. Percorre distâncias entre cozinhas de palácios e a street food, menciona a hibridização de culinárias (fusion), e fecha com dois capítulos bem legais. Um de receitas típicas de algumas destas culturas, algumas tradicionais e deliciosas para nós, outras capazes de nos causar vertigens como o Porco-espinho à gitana, Chow chow refogado – é, aquele cachorrinho mesmo -, a Sopa de cobras, escorpiões e galinha velha dos chinesas, as Larvas de besouro com verduras do Congo, e algumas “alucinantes” como Bhang Lassi, bebida à base de maconha e leite, de Benares. O outro capítulo final, só de orações para a mesa, uma de cada religião.
Enfim, um livro curioso, aparentemente pretensioso por abordar tudo isso em 237 páginas, mas ao final a gente conclui que trata-se de um panorama bem amarrado (graças à escolha assertiva dos aspectos abordados) e instigante, capaz de escancarar as portas da nossa percepção para a diversidade e para o universo de possibilidades gastronômicas que tem lá fora.
O mundo à mesa – preceitos, mitos e tabus da gastronomia, do Chef Kumalè, pela Saberes Editora (Campinas/SP), em 2011.
Mas, voltando à ciranda, quem ficar afins de concorrer ao outro exemplar que eu tenho aqui, e que vou despachar com algum mimo meu, que eu ainda não sei o que é, responde aqui nos comentários: Qual o alimento ou hábito alimentar que te embrulha o estômago, te causa vertigem, estranhamento?
A gente abre a roda a partir de agora até às 11h59 do próximo domingo, dia 20, quando acaba a nossa ciranda, tá? Cada leitor participa uma só vez, endereço para envio em território nacional, e eu tenho até 15 dias para enviar depois da publicação do resultado, na segunda 21. Esquema de sorteio númerico entre as respostas válidas.
Vamos todos cirandar?
Gracinhas de supermercado
maio 9th, 2012 § 18 Comentários
Não, não se trata de um post sobre um supermercado que é uma gracinha, aliás, quem conhecer algum, me diz, que eu tô pagando bem pela informação.
Gracinha de supermercado é aquele superfluozinho que a gente se dá ao direito, ora bolotas.
Minhas gracinhas de hoje foram esses wafers para canapé levíssimos, finíssimos, ótimos, que apareceram muito discretamente por aqui a R$2,98 a caixa, nos sabores sesame (gergelim) e cracker tradicional. Já tinha comprado para teste e adorei, tanto que hoje comprei dois. O outro é uma espécie de… grissini, vai, um bocadinho (bocadão) mais caro, nos sabores cheddar (7,20 – que foi bem o que eu comprei para experimentar), ervas com alho e um outro apimentado, acho eu (9,89). E este molho mexicano de pimenta verde, que eu não vou mentir que pirei na tampinha e na garrafinha (veja que pessoa fútil) que eu vou tacar no meu Mil Folhas de Maçã com Linguiça, entradinha de hoje a noite para mini bafão aqui em casa. Conto depois se é esparro, sim? Ah! Custou R$6 e alguma coisa. Se for, bom o Tabasco pode dançar um arrocha básico aqui em casa.
Mas deixa eu pegar essa ponga e falar de mais dois produtos? Da Companhia das Ervas. Chutney de banana bacaninha, mas tem sempre aquele gosto de “nãofuifeitoemcasa,lógico”. Mas é bem gostosinho e quebra um super galho. Levei para Maraú para um dia de aperto e salvou o molho do meu pernil num dia apertado. E o escabeche de pimentas, que eu ADOREI! Primeiro porque, veja que coisa elegante, original e glam, um escabeche de pimentas (esse povo não dorme, né minha gente?), e depois porque é uma delícia! Não espere uma coisa tão somente apimentada porque não é. É uma coisa meio agridoce, levemente picante, de vários tipos de pimentas (mas não ardidas) e pimentões coloridos misturadas a legumes e especiarias. Sensacional para encaixar num bufê de saladas! Ambos na faixa de 15 a 17 pilas pelo frasco.
Uma gracinha de supermercado é importante. Ainda que a gente quebre a cara, né? Quando nada um assunto!
Ah! Já ia esquecendo! A querida leitora Carla Melibeu me mandou um e-mail dizendo que a geléia de canela da Companhia das Ervas é luxo-poder-e-cobiça, fazendo mais esta ponga, lincença e desculpa.
Dona Mariquita, um restaurante feito à mão
abril 27th, 2012 § 22 Comentários

(a garçonete mais linda do mundo trabalha no Dona Mariquita e tem um sorriso enorme, repare como tudo está iluminado ao redor)
O que há por trás de um restaurante? Alguém, com uma idéia, uma inspiração, uma aspiração, um sonho, uma coisa. Pois bem, atravessei o salão climatizado do Dona Mariquita – com decor rústica, sem excessos alegóricos, mas apenas sutis referências à cultura regional, algo sofisticado, a depender do seu olhar – e tomei uma mesa no charmoso “quintal”. Depois de 5 minutos instalada ali, fiquei curiosíssima por saber quem estaria por trás daquele resturante todo feito à mão. Certamente uma mulher; certamente uma mulher bacana, caprichosa, que ama o que faz, e que soube agregar e cativar a equipe que me pareceu coesa, comprometida e feliz. Levantei e fui bisbilhotar os detalhes, as luminárias, as vestimentas dos garçons, a cerâmica de Maragojipinho, as cortinas de renda de um branco imaculado, as passadeiras de mesa de palha de buriti… havia uma curadoria de artesanato muito bem feita ali (depois fui saber que trata-se de um projeto do arquiteto Sidney Quintela, muito gato e muito bom no que faz). Absorvidos todos os detalhes, perguntei a uma garçonete quem estava por trás de tudo aquilo, e ela me disse que era a Leila Carreiro, que estava “logo ali, ó”, e já foi buscar a Leila, que veio falar comigo com as bochechas rosadas pelo calor da labuta. Me dei com a Leila na mesma hora, e dois minutos depois ela já me tomava pelas mãos para me mostrar o seu mi-mo-sér-ri-mo café da manhã também regional, na mesma rua, numa casa quase vizinha, o Mungunzá (fotos lááááá no fim do post). Outro encanto, com pegada mais romântica e feminina demais da conta. Não foi surpresa saber que todas aquelas cadeiras em patchwork e objetos decorativos foram feitos pela própria.
Mas voltando ao Dona Mariquita…

(Vince, não te falei que tu tinha saído na foto?)
Bom, a essa altura eu já estava encantada e ainda que a comida não fosse boa – o que sabia impossível, uma vez que fui até lá por conta da indicação da querida jornalista e crítica de gastronomia, Daniela Castro (Revista Muito), em quem confio fortemente; também a Veja Salvador o elegeu por dois anos como melhor restaurante brasileiro da cidade, além de ter sido mencionado como referência de comida brasileira pelo New York Times, entre outros bafões, que eu só fui saber depois – já teria valido a pena ter conhecido aqueles projetos e aquela pessoa deliciosa que é a Leila.
O cardápio é preciso, nada daquelas dezenas de ofertas esquema “tem mais acabou”, manja? Comida do recôncavo, influências indígenas, sertanejas e afro-baianas, das melhores e mais criativas possíveis. Feijoada de frutos do mar, Mariene do Coco – que é um risoto com castanha e bacalhau servido no coco -, quiabada, frigideira de maturi, entre muitas outras delícias. Mas quando eu vi “Arroz-de-hauçá” no cardápio, alguma coisa me disse que aquele povo sabia fazer arroz-de-hauçá lindamente. Não tive dúvida e quando o meu prato de cerâmica chegou, enformado, lindamente decorado, soltando um cheiro inebriante, não teve foto certa, esqueci, desculpa. Cai matando no melhor arroz-de-hauçá que eu já comi na vida, feito com leite de coco fesco e natural, e coco “ralado de costas”! Obrigada, Senhor!, era só o que eu pensava.
Ainda sobre o cardápio, há vários ítens que você pode levar para a casa, tipo farinha da boa, doces regionais, abarás congelados e coisas que tais. Isso sem falar na carta escândalo de cachaças.
O Dona Mariquita é um dos três restaurantes de Salvador que fazem parte da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, uma iniciativa linda, que chega dói o coração, vale a pena visitar este link. Você come uma comida especialmente elaborada e indicada para a ABBL, e leva o prato personalizado de lembrança, memória afetiva e gustativa daquele momento lindo. A opção do Dona Mariquita é o Ninho de Farofa de Maniçoba com Carne de Fumeiro Acebolada, mas como eu passo de maniçoba, e como não acho os pratos da ABBL tão lindos assim para pendurar na parede, lanço mão apenas da memória do gosto daquele prato inesquecível, que eu não vejo a hora de comer de novo.
1 cachaça luxo para abrir os trabalhos + entradinha + 3 Bohemias + 1 arroz-de-hauçá (que é prato único, mas serve dois a depender da fome, da entrada, e da cerveja, que no meu caso, enche por demais a pança) por R$100,00, ou seja, 50 pilas para cada. Eu achei super jogo.

(detalhes do Mungunzá, que estava fechado, porque se estivesse aberto eu ia almoçar café da manhã!)
O Dona Mariquita e o Mungunzá (preciso tomara café lá e experimentar o tal do mingau de banana da terra que a outra fofa, Nadja Vlad, também da Revista Muito, disse que é tudo) ficam na Rua do Meio, no Rio Vermelho. Todas as coordenadas aqui no site da casa.
Se jogue! Vá com fé, “que a fé não costuma falhar”.
Um drink depois de Pina
abril 20th, 2012 § 22 Comentários
Ontem eu fui ver Pina. Saí com um nó na garganta, um negócio querendo explodir no peito, queria prolongar aquela sensação de felicidade plena, de fé, de alegria de viver, de contemplação do Belo, de conexão com o Divino. Precisava beber um negócio, sozinha, entocadinha num lugar gostoso, numa mesinha de canto. Me lembrei que tinha achado o Acqua Café, na Marina, um lugar charmoso e despojado, com pouca luz, deck com vista de barquinho (digo, lanchas chiquérrimas), me lembrei também de ter comido umas brusquettas bem boas e desci a contorno bem devagarzinho com garoa fina no parabrisa.

(Perdão pelas fotinhas cretinas de celular, sim? Piora quando são noturnas)
Encontrei tudo igual. Pedi um mojito que estava meia-boca (R$10), bruschettas de brie com salmão defumado que estavam incríveis (R$16), tive um atendimento atento, e paguei R$28 (com taxa) pelos 30 minutos que passei lá, nada mais que isso. É que não consegui manter a presença de Pina e Wim Wenders no meu espírito, deve ter sido por causa da Celine Dion (ou similar) cantando melosa no meu ouvido, daí a pressa de voltar para o silêncio do carro sozinha e tentar resgatar de volta a ambiência e a beleza do filme.
Mas voltando a Pina, me prometam que vão assistir neste fim de semana enquanto ainda está em cartaz, em 3D, na telona? Em contrapartida eu lhes prometo uma obra-prima de rara, raríssima beleza, uma oportunidade única de conexão com “Aquele Um”. LG, senti a sua presença do meu lado esquerdo; Lu, senti a sua do meu lado direito.
O Acqua Café fica no complexo de bares e restaurantes da Marina, Av. Contorno, uma das vistas mais belas da cidade de São Salvador da Bahia. É bom para namorar, isso claro, se você gosta de Celine Dion e relativas, ou se tem um bom poder de abstração, coisa que eu não tive ontem.
Iogurte esquema frozen
abril 18th, 2012 § 18 Comentários
Taí uma modinha que me pegou de jeito: não posso ver um balcão de frozen yogurt que sigo robótica e hipnotizada até lá, um delírio que só acaba na última colherada. Isso, lógico, quando o iogurte é incrível, como o Yog do Mariposa, campeão entre todos os que já experimentei. Acho caro à beça R$6,90 por um copinho de 110g, mais R$1,00 por topping (3 por R$2), mas fazer o quê? Eu AMO esse troço.
Agora, vem cá, piada vender um iogurte frozen 0% de gordura com aquelas opções de topping, né? Jujuba, leite condensado, chocolates, geléias, confetis, mel, castanhas, e algumas frutinhas, vai, só para decorar o balcão… Só rindo, viu? Quer se iludir, sobe aí no bondinho!
O meu yog geralmente é morango com um pouco de calda de fruta vermelha, cubos de kiwi e croc croc de castanha, que eu tomo de olhos fechados, ao menos a primeira colherada. Ui, delícia!
Yog Mariposa, nos shoppings mais pintosos da cidade de São Salvador da Bahia.
As padocas da minha área
abril 18th, 2012 § 47 Comentários
Salvador ainda não tem uma cultura de padaria, sabe? As padocas como áreas de convívio, onde a gente para para ler o jornal, encontra pessoas, toma café junto e faz até reunião, essas coisas. Café da manhã e sopa em padarias é uma coisa relativamente nova por aqui. Não digo comer um sanduíche na chapa no balcão, mas o evento café da manhã, entende? Essa é uma das coisas que me faz sentir saudades de São Paulo, mas até que não posso me queixar de boas padarias ao redor. Das mais caras na Graça, às mais populares no Dois de Julho, passando pelas intermediárias no Campo Grande e Garcia, tem para todos os gostos e bolsos. Vamos aos pontos altos e baixos de cada uma delas para você me dizer depois se eu viajei ou fecha comigo.
A Favorita
Das antigas. Aberta em 1952, esta padoca localizada no Campo Grande, em frende ao Forte de São Pedro tem 3 pontos fortes e 2 pontos fracos, na minha opinião. Os fortes são: o melhor pão de sal da cidade; a melhor vara mista na chapa com café coado no balcão; e a oferta de mini pães de vários formatos fofinhos e sabores e cores mil no balcão dos fundos, que eu adoro comprar para festa. Já os pontos fracos, são a dificuldade para estacionar e o espaço interno pequeno que causa algum desconforto nos horários de pico, especialmente na fila dos dois caixas. Mas o pão de sal vale super a pena, é campeão.
Di Mercatto
Esta é uma padoca metida a grã-fina. Oferece uma boa variedade de pães, salgadinhos e doces, tem um layout bacana, que permite uma boa circulação entre as áreas da lanchonete, mini mercado, padaria, restaurante no mezanino (com café da manhã aos domingos e almoço diariamente), balcões de sopa e mingaus, e até mesmo uma pequena adega. Engorda só de entrar de tanto pão cheio de creme, de tanto doce, de tanto salgadinho. Almocei uma única vez lá para nunca mais, pois era tanto purê e rocambole e massa e arroz e molhos brancos e manteiga boiando, que eu paralisei. As sopas, assim: já tomei algumas divinas, mas tenha medo das cremosas, todas trabalhadas no amido. Excesso de sal é recorrente, como também a sua total ausência. É pedir para experimentar antes de assinar o contrato. Recentemente eles incrementaram mais o balcão com oferta de pizza que a gente monta na hora e leva para casa. Encontrei Ronei Jorge dia desses lá, que me garantiu que valia a pena, comprei e achei a massa bacaninha, mas os recheios…nhé! =/
Recomendo a baguetinha de massa folhada com recheio de ricota e os mini pasteizinhos de queijo assados com mesma massa. Os pães são legais, mas tudo é MUITO caro. Ah! E os funcionários não são felizes, exceção a uma fofa baixinha de óculos que atende no balcão da lanchonete, risonha e alheia aos dissabores da vida. Na Rua da Graça, no Posto Touring, perto do Largo da Vitória, em frente ao Frio Gostoso. Tem manobrista e bomba demais entre 18h e 19h, Deus é mais!
Garcia Delicatessen
O lema do Reginaldo é servir bem para servir sempre. Entenda-se por servir bem, recheios generosos dos pães, salgadinhos e sanduíches. Taí um cabra honesto, trabalhador, classe A, gente fina. Conheci o Regis assim que ele abriu a padoca, na época em que eu captava apoios culturais para as minhas produções na unha, batendo de porta em porta com o projetinho embaixo do braço; numa época em que não havias cursos de produção cultural nas faculdades, nem leis de incentivo, nem coisas que tais. O Regis topou de cara apoiar o coquetel de lançamento do Don´t Mess With The Dead Billies na Arqueria, seria bom para divulgar o seu nome. Mas cadê a logomarca para colocar no material gráfico? Não tinha. Ah! Não precisa não, exclamou o Regis em sua ingenuidade e bom coração. Mas eu não queria só resolver minha paradinha, pois sempre me preocupei com um retorno para os meus apoiadores, tinha que ser bom para os dois lados, eu tinha que deixar um gosto bom na boca deles, daí que eu falei: Regis, como assim? Vou fazer uma marquinha pra tu, valeu? Nada demais, só para colocar no material gráfico, para o seu nome aparecer, ora bolas! Detalhe: eu só sabia labutar com o Word e com o Excell (malmente), e lá fui eu fazer o logo do Garcia Delicatessen, uma coisa provisória, só para ele ficar feliz. E não é que ele ficou tão feliz que alguns meses depois tô eu passando na frente da padoca e vejo o meu “logo” na fachada? E mais ainda, impresso em tudo quanto é papel de pão. KAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKA! Gente eu não sabia se eu ficava feliz ou morria de vergonha, mas o fato é que o logo continua o mesmo mais de 13 anos depois, quem aguenta?
Bom, mas voltando à padoca, que ampliou seus horizontes com um puxadinho lateral e passou a oferecer também mini mercado, sopas, mingaus e lanchonete por preços honestos, recomendo o pão francês quentinho e os sanduíches de chapa na lanchonete, apertadinha, mas funcional. Lá os funcionários parecem bem mais felizes. É o que o Regis é muito boa praça. Na Leovigildo Filgueiras, aquela rua do lado do TCA, sentido fim de linha do Garcia, lado direito, logo após a Rádio Exelcior.
Deli & Cia
Esquema Graça, o que significa cara. Boa variedade de pães deliciosos, balcão de frios bacana, boas opções de biscoitinhos artesanais e manobrista. Os pontos altos são o café da manhã aos domingos (não deixem de experimentar os beijuzinhos e mingaus), de preferência sob a árvore da pequena área externa, e os salgadinhos de festa versão mini, vendidos por quilo, sempre quentinhos e crocantes. Os funcionários também não parecem muito felizes por lá. Não curto muito o astral de lá não, mas é boa. E cara, já falei né? Na Euclides da Cunha.
Bola Verde
Das antigas também, a Bola Verde fica no Dois de Julho e é passagem obrigatória para mim quando vou para aquelas banda, para comer sonho com café preto no balcão externo que dá para o largo. Só é pequenininha demais, mas lá encontro pães naqueles formatos de interior, sabe? Eles vendem manteiga a granel, lanches româticos tipo bauru, essas coisas. De uns tempos para cá, deram uma enlouquecida e colocaram um balcão central com oferta de produtos importados maravilhosos, tipo uma micro-Perini no centrinho da padoquinha, com geléias, enfrascados e enlatados super legais, e tem até um pequeno espaço para vinhos bem honestos, por preços mais honestos ainda. Adoro a atmosfera, mas é por causa do Dois de Julho, que eu amo loucamente apesar de tudo, mas isso é conversa para uma série que está engatilhada aqui e não sai nem amarrada de corda! Ah! O pão não é essas coca-colas todas não, mas quem se importa? É tão legal ficar ali sentadinha do lado de fora tomando café e observando o movimento do Dois de Julho e seus personagens pitorescos!
Comendo pelas quebradas: Bar do Hamilton
abril 12th, 2012 § 26 Comentários
Eu ADORO comer em quebrada. Um amigo já tinha me levado no Bar do Hamilton mas era tarde e ele já se preparava para fechar, daí que eu fiquei doida para voltar naquele boteco todo trabalhado na samambaia fake à época (tenho a impressão), mas que hoje são naturais e exuberantes.
Passou um tempo e num belo sábado pela manhã, liguei para Nando para convidá-lo para almoçarmos no Bar do Zé (mesmos donos do França), que ainda não conheço, onde era o finado e saudoso Extudo, no Rio Vermelho. Mas ele já tinha outros planos com a comadre Magali: eu tinha que ir com eles no fim de linha do Garcia comer um rango delícia e baratérrimo de um tal de Hamilton. Quando ele deu as coordenadas saquei na hora que era o tal boteco trabalhado nas samambaias fake e mandei o Zé às favas.
Bom, o esquema é o seguinte: o Hamilton serve as pessoas em sua casa. Aconselho ir ao banheiro, pois a experiência de atravessar a sala em autêntico estilo kitsch (daquelas que os cenógrafos estudam a fundo para reproduzir) é inesquecível, emocionei! Muito cisne, muita planta de plástico, um espetáculo! Então, o Hamilton puxou uma varandinha de frente, cobriu com Eternit, encheu de planta para dar uma aliviada no calor, colocou meia dúzia de mesas e vai bem, obrigada. Cerveja boa e gelada, comida honesta e preço camarada é a fórmula do cabra.
A idéia era comer o camarão da casa, muito gostoso e bem-servido, garantiam os meus amigos. E é mesmo. Bem temperadinho, caprichoso, sal na medida, servido pelas mãos do próprio cozinheiro todo paramentado, uma simpatia. Só senti falta de uma coisa, na verdade poderiam ser duas, mas como eu só como salada crua em raros lugares onde vou, nem posso reclamar que não veio, portanto vou dar um pitaco apenas: senti falta de contraste de cor: a comida é muito amarela, monocromática. Camarão, farofa e pirão, tudo da mesma cor. Me deu uma agoniazinha, mas nada grave. Quase pedi uma salsinha para salpicar ali, mas seria muito indelicado com o cozinheiro tão simpático e esforçado. Um pouco de tomate no ensopado de camarão também coloririam um pouco mais o conjunto. Também achei a quantidade de pirão desproporcional, era pirão para um batalhão! Mas a comida é boa e o prato que serviu 3 adultos e 1 criança, serviriam 4 adultos e 1 criança, por 30 pilas.
Então é isso, se estiver pelas bandas do fim de linha do Garcia e quiser comer comida de quebrada, vá no Hamilton. Não tem endereço formal, nem telefone, sem site, nem facebook, nem twiter, mas chegando no fim de linha, pergunte onde é o Aconchego da Zuzu (outra quebrada massa que eu jogo na cabeça de vocês qualquer hora dessas); descendo a ladeira sentido Garibaldi, dobre a primeira à esquerda depois da Zuzu, e depois a primeira à esquerda de novo, que você vai ver a fachada acima. É um beco sem saída. Quem tem boca chega no Hamilton. Se joga!
Ah! Tem o Bananeira também pra comer lambreta delícia. Fico devendo Bananeira e Zuzu para fechar o circuito fim de linha do Garcia, valeu?

















