Pé de babosa (ou aloe vera)
maio 12th, 2012 § 20 Comentários
Menina, eu morria e não sabia que babosa, como chamamos a aloe vera aqui na Bahia pelo menos, dava flor! E, ó que lôka? Não parece um castiçal? 1,60m de altura, viu? Uma suculenta quase do meu tamanho! Cheguei aqui na casa da minha mãe, fui logo dar aquela batida básica no quintal, e chapei com a planta!
Desde pequena que ouço o povo falar sobre os “milagres” de que a babosa é capaz de operar. De acne a hanseníase, foi problema de pele, ela é super indicada, por ser cicatrizante e antibacteriana. Queimadura por exemplo, ela hidrata (até no deserto) e cicatriza ao mesmo tempo, porque ela é riquíssima em proteínas, vitaminas e sais minerais que penetram lindas pele adentro. Em resumo, a bicha é poderosoa. Cabelo seco? Ela hidrata. Intestino preso? Ela solta. Uma beleza!
Se ligue na seiva milagrosa da babosa.
Eu acho que eu vou levar uma muda desse trem, viu?
O quintal de mamãe tá luxo! Verdiiiiiiiinho!
Agora eu vou ali investigar a jaqueira com Fala Fina (ó o nome do cabra, vai vendo!) que é para ver se rola o novo projeto da vovó: uma casinha na árvore para Bê. Já avisei logo que tem que caber uma forte esteira com almofada, que eu não vou sair de lá para nada!
Atualizando e embelezando o post com uma ilustração e uma memória linda da artista Ila Fox, leitora linda do Pitéu.
Bom dia, de Barra Grande de Camamu!
março 31st, 2012 § 22 Comentários
Donas das divinas tetas
março 1st, 2012 § 24 Comentários
Andei visitando uma fazenda de vacas leiteiras com Bê durante o Carnaval e fiquei muito chapada com aquelas “divinas e assombrosas tetas”! Já tínhamos visto uma ordenha manual, mas as vacas não eram tão exuberantes e bem tratadas quanto estas aqui.

(vacas enfileiradas para a ordenha mecânica das 16h | bombas com mangueiras encaixadas nas tetas | refrigeradores | caldeira onde é feito iogurte)
Bento comentou que devia ser muito chato viver ali só para dar leite. Perguntou para o administrador o porquê de ter que furar as suas orelhas com aquelas presilhas, se aquela bomba encaixada em suas tetas não doíam, e não acreditou na quantidade de leite que sai de cada uma delas duas vezes por dia.

(Cochilo, bezerro no berçário, vacas malhadas muitas)
Não foi um passeio muito divertido, sabe? E também não comentamos mais nada depois. Talvez porque adoremos leite. Cruel? Normal? Whatever… não foi um passeio muito divertido.
3 por 5!
janeiro 20th, 2012 § 26 Comentários
R$5 é o preço que eu pago nas sinaleiras da cidade de São Salvador da Bahia por 3 panos de chão de algodão. Acho justo para ter sempre à mão, ou melhor, aos pés, um paninho de chão gostosinho, porque em casa em vivo descalça e não sei fazer nada com chão de cozinha molhado, hein? Pingadinho, cruzes! Pinguinho de água que escorre da louça que foi lavada, dos legumes, e vira aquela laminha, sabe? Socorro, não posso! Vou cozinhando, lavando, enxugando, tudo ao mesmo tempo e agora para eu ter paz e felicidade reinando na minha cozinha.
Isso me faz lembrar um costume do interior de aproveitar toalhas velhas, camisetas e até jeans, e tranformá-las em panos de chão. Tu acha que a mamãe não fazia isso? Okay, super ecológico e politicamente correto, mas eu não posso. Se você abstrair total pode até ficar engraçadinho um fantasma de calça jeans no chão da cozinha… um Herchcovitch pode perfeitamente transformar o fato numa peça hypada e vender para a T&S, mas eu simplesmente não posso… aquilo me dá uma gastura! Toalha velha que vira pano de chão, cortada na tora… calça jeans, t-shirt… parece que eu tô pisando na história de uma pessoa, Deus é mais!
Quer ver outra coisa que eu não tô podendo? Ai, será que eu falo? Falo. Bem… reaproveitar saquinho de supermercado nas lixeiras. Ai, falei, ufa! Até porque, eles estão cada vez mais escassos aqui em casa, com o exercício, sempre que possível, das sacolas retornáveis, caixas de papelão e coisas que tais. Detesto abrir a lata de lixo fofa do banheiro e dar de cara com uma sacola do BomPreço. Não gosto, não quero, acho feio. =(
Daí só me resta pagar muito mais caro pelos sacos “supostamente” biodegradáveis, abstrair da feiura, ou mandar tudo pro inferno, afinal, será o Benedito que a gente tem que ficar solucionando todas as questões ecológicas sozinhos na vizinhança, do nosso jeito, e quando dá? Mas que inferno!
Pêras portuguesas
janeiro 14th, 2012 § 17 Comentários
Jiboiando em Maraú
janeiro 4th, 2012 § 26 Comentários
Então, docinhos… o trampo em Barra Grande foi pau viola, mas um dos mais prazerosos e por isso mesmo um dos mais bacanas que eu já prestei. Os meus clientes e seus convivas ficaram super satisfeitos, e ao que tudo indica essa história de amor não acabou. Houve brinde pra mim, discurso de despedida com nó na garganta durante o último jantar que servi, e eu vou sentir muito saudade daquelas pessoas adoráveis e elegantérrimas, volto a dizer. Assim que der faço um post sobre o assunto, mas vou começar de trás para a frente, só para chatear, como diria a minha amiga Silvinha Teixeira.
Depois de 11 dias completamente envolvida neste trabalho, resolvi tirar um dia de folga lá em Barra Grande antes de voltar para a minha rotina sem rotina. Não havia tempo para explorar novos lugares e eu resolvi fazer os dois programas de que mais gostei das últimas vezes em que estive lá: tomar um drink e comer uma comida linda e saborosa no rústico e charmoso Bar da Rô, na beira do Rio, e ver o por-do-sol na Ponta do Mutá, dos mais lindos que já vi.
Acordei tarde, tomei um looooongo café da manhã, vesti minha linda chemise toda trabalhada nas araras e palmeiras (desculpa), inaugurei uma das jóias hippie compradas na Praça da Tainha (o lugar mais bacana do mundo para comprar jóias hippies incríveis), óculos enormes e chapéu, num momento gringa total, e sai arrastando a sandália até a vila em busca de uma manicure e uma pedicure pelo amor do Divino! Descolei uma fofa, que fez minhas unhas com tanto carinho, que eu fiquei até comovida e fui de Renda! =)
Tá, mas e para chegar na Rô? Moto-táxi, bem. Uma aventura para destemidos, vou logo avisando! Porque o chão é areia, areia da praia, e é preciso ter fé e se apegar com seu santo de devoção, mas te garanto que se a moto não derrapar e você não queimar a batata no escapamento da moto (além do mico, claro), terá vivido uma experiência incrível. Dica: se o cabra desequilibrar e parar a moto, nada de colocar o pezinho no chão, e outra! Não peça para ele ir devagar que é muito mais perigoso, hã? O negócio é passar voando! Feitas as orações e seguindo as regrinhas básicas vai dar tudo certo, prometo!

(a casquinha de siri da Rô | a beira do Rio | a Rô atendendo turistas de todo canto do mundo | estilo Rô | o rio que vai bater no meio do mar)
O Bar da Rô continuava o mesmo, mas desta vez não tive muita paciência para o atendimento muito distraído apesar dos esforços da Rô em servir tudo lindamente, jogar um jazz na cabeça da gente, guarnecer os vasos com flores frescas, os balcões com frutas frescas, e por aí vai. Não questiono mais preços; quem sabe o valor do trabalho é quem o faz (são muitas especificidades), paga quem quer, quem pode, quem reconhece, MAS infelizmente os preços da Rô, na minha cabeça, determinariam um atendimento decente. Por outro lado, sei que mão-de-obra especializada naquelas bandas é um problema. Bom, tomei três drinks, dei vários mergulhos naquele rio abençoado, li vários capítulos do impagável É tudo tão simples, livro novo da Danuza Leão (uma das minhas divas na Terra), comi uma casquinha de siri, e vazei na primeira moto-táxi que apareceu rumo ao Mutá!

(o quibe do Carlos Maltta | o lavabo pelo qual me apaixonei quando o vi pela primeira vez há muitos anos, e que era muito mais lindo antes desse espelhão nada a ver que enfiaram ali a fórceps | meu primeiro por-do-sol do ano)
Eu cozinhei tanto que não tive a menor vontade de almoçar, comida de verdade, sabe, com guarnição? Então, meu negócio era água, da que os passarinhos bebem e da que não bebem também, e belisquetes. O Amauri, garçon da barraca Sol do Mutá, jurou para mim de pé junto que o quibe do chef Carlos Malta era de chorar, e eu me joguei; quando ele chegou todo coberto de (MUITO) queijo derretido fiquei com medinho (tenho medinho de queijo derretido), mas, de fato, o quibe é um tombo! Vai comendo devagarzinho que vai dar tudo certo.
Daí fiquei ali jiboiando naquela imensa piscina natural centenas de metros adentro rumo ao por-do-sol, que não foi dos mais lindos, mas eu fiz de conta que foi. Quando dei por mim, já era noite e fiquei tonta com tantas estrelas que pareciam tão próximas, que na minha viagem de roskas de laranja com limão e gengibre, brinquei de tentar tocá-las. Me lembrei que partiria no dia seguinte e fiquei triste. Me lembrei que mataria saudades de amores meus e fiquei feliz. Voltaria para a casa com a sensação de um dever super bem-cumprido, e cheia de amor para dar. Como sempre, aliás. Porque você sabe, né? Eu sou uma pessoa dada. =)
Este ano só presentes sustentáveis
dezembro 12th, 2011 § 9 Comentários
Já declarei o meu amor pela Rede Asta aqui, amor este que cresce a cada dia que vou testemunhando o crescimento, profissionalização, nível de organização e capricho cada vez maiores da rede, coisa que fica muito clara com o site novo que acabou de entrar no ar.
Artesanato sustentável e solidário, de excelente acabamento, lindo design, embalagens foférrimas, preços muito mais que justos, que podem ser comprados comodamente pelo site e entregues no aconchego do seu lar, sem estresse de shopping e muvuca natalina.
Percebam abaixo o primor das embalagens dos mimos que acabo de receber de aniversário: até as miçangas do fecho do saquinho cru combinam com a cerâmica do meu colarzinho gourmet. Vejam também que as peças vem acompanhadas de tags que falam sobre o seu processo produtivo como nos meus brincos escândalo feitos de bagaço de cana.
Por estas e outras que eu decidi comprar todos os mimos de Natal este ano, para clientes e amigos, num só click consciente.
Dar presente sustentável é uma coisa muito chique (e ainda cômoda e barata neste caso). Lanço a idéia!
Nas fotos lá de cima, algumas das fofurices ASTA: kit imãs de joaninha de tampinha de pet ($14,90) | kit petisqueira de pet + crepon colorido impermeabilizado ($24) | porta-celuar de tomada ($24,90) | porta-controles de sofá ($25) | bolsa transpassada em jeans Marina Pantim com bordados de Marias Maré ($59) | capa de almofada Corcovado patch com bordado ($42) | pano de prato frufru ($12,90) | kit lápis de tecido ($14) | carteira de viagem tetrapack ($19) | caderninhos de tecido la Estampa ($12 cada)
Ah! Isto não é publieditorial não, viu? É dica de amor mesmo. =)
Pé de pitanga
novembro 9th, 2011 § 34 Comentários
A pitangueira da vizinha de baixo invade a minha varanda e só duas espécies de seres a frequentam: Bento (até onde as suas mãozinhas alcançam) e os passarinhos. As pitangas são lindas e semana passada salvaram o lanche da escola.
- Chi, Bê, não tem mais fruta, vou ter que comprar ficha de suco na escola.
- Peraê, mãe.
Pega uma bacia plástica e sai da cozinha. Ouço o barulho de um banquinho sendo arrastado na varanda e dali a alguns minutos volta ele me estendendo a bacia cheia de pitangas.
- Pronto, mãe, agora tem fruta para o suco.
***
As pitangas são daquela categoria de fruta azedinha, e eu tenho para mim que um peixe com molho de pitanga (da vizinha) deve ser babado!
E repararam que espetáculo é a pitanga? Fala se ela não é linda que dói!
Pé de urucum
outubro 27th, 2011 § 38 Comentários
Eu não sei aí, mas no interior da Bahia é muito comum o uso do colorau (corante em pó feito à partir da semente do urucum) em toda sorte de ensopados (especialmente de galinha), feijões e até no arroz! Só para dar cor mesmo porque gosto não tem nenhum, não que eu tenha detectado. Eu não uso não, não acho graça, mas essa cor meio terracota linda de morrer sempre puxa meu olho na feira, dá logo vontade de tingir alguma coisa.
O pé de urucum é muito louco. Ele dá em cachos de um fruto espinhoso meio oco que a gente abre ao meio e encontra lá dentro as sementinhas, que uma vez esmagadas viram o pó de colorau. Estes frutos que eu colhi do quintal da mamãe já estavam passados e não tinham mais aquela cor viva, mas dá para entender o movimento, né?
Aqui em cima o colorau pronto para a venda que eu fotografei numa feira livre em Vitória da Conquista. Não falei que essa cor puxa meu olho?
(!) Obrigada às colaborações das leitoras nos comentários que ajudaram a deixar o post mais redondinho. =)
Quintal medicinal
outubro 14th, 2011 § 14 Comentários
















