19.965 exibições depois…

maio 20th, 2012 § 12 Comentários

… lá no YouTube, é que eu venho aqui convidar vocês para assistirem ao quinto episódio da Cozinha Finna, que foi ao ar linkado com o Dia das Mães, e teve a participação de duas crianças muito fofas, a Nina e o Bento, para quem eu fiz os clássicos biscoitinhos 1-2-3 da minha infância na versão tangerina. Vê aqui a bagunça na minha varanda.

No próximo episódio love is in the air, e eu acordo ouvindo passarinhos. Vou fazer um nhoque de espinafre com ricota ao sugo e vou dar umas dicas de como preparar um climão para um jantarzinho a dois.

Ai, ai, ai, meu Santo Antônio!

My little meat balls machine

fevereiro 7th, 2012 § 25 Comentários

As graviolas gigantes do quintal da vovó

junho 3rd, 2011 § 40 Comentários

Flagrante delito

maio 27th, 2011 § 68 Comentários

Dia desses eu fui ali no mercadinho comprar umas coisas que faltavam para improvisar um risotinho para mim e Bento. Vi um pacote de salgadinhos e me deu uma vontade LOUCA de comer aquele trem, traindo assim de forma descarada todos os meus princípios, gostos e saúde. Para completar, Bento estava do meu lado, e como eu costumo dizer para ele que aquilo ali é o cão de calçolão, como poderia?

Mas o fato é que não pude controlar o meu desejo nefasto e quando dei por mim já tinha tacado o saquinho por baixo do saco de manjericão já no caixa, enquanto sorria, cretina, para Bento, que se divertia no banco alto e rotatório do balcão.

Chegamos em casa e eu mal podia esperar para abrir aquele saco e comer aquele trem péssimo, salgado, cheio de porcaria. Bento certamente iria brincar enquanto eu preparava o risoto sozinha na cozinha, seria a minha chance. Mas não naquele dia. Mal tive tempo de guardar as coisas e ele entrou na cozinha com um caderno de desenho e um monte de lápis de cores dizendo: Mamãe vou ficar desenhando aqui na mesa enquanto você cozinha, tá? Assim te faço companhia. E eu, ô filho que legal… toda amarela.

Como uma dependente química, abri o saco e o escondi atrás dos ingredientes no balcão da pia; astuta, consegui comer tudo sem levantar a menor suspeita.

Eu não sou uma falsa, uma megera?

Eu, mamífera

abril 19th, 2011 § 12 Comentários

Tô no Mamíferas, falando de comida de criança. Um blog bacanérrimo que toda pessoa-mãe deveria ler.

Meninas, adorei o convite, foi uma honra! Parabéns pelo trabalho lindo de vocês. ‘Tamos aê. =)

O quarto do filho

março 1st, 2011 § 63 Comentários

Ai, que saudade do meu canto! Sabe o que foi? Passei dois dias arrumando o quarto de Bento; não só isso, claro, mas principalmente. Daquelas arrumações que a gente faz de dois em dois meses, sabe como? Aproveitei que ele arrastou tudo de baixo da cama para procurar o cocar do apache Playmobil, respirei fundo e encarei.

Não é boa idéia fazer uma arrumação como estas na presença dele porque eu retiro o que considero lixo do quarto e quando olho para o lado o lixo já voltou para a estante, porque TUDO tem uma explicação, né? Inclusive a bexiga murcha. Daí é assim: no início eu sou toda condescendente, toda trabalhada no discurso do respeito ao guri, mas 4 horas depois de separar miudezas com o dedo indicador toda envergada no chão, eu enlouqueci. Sim, gente, porque chega uma hora que dá vontade de chorar, juro por Deus. Mas, enfim, despachei ele para a natação e segui na minha missão de tornar o quarto do meu filho habitável.

Bento é um guri alucinado por miniaturas. Ele adora manipular cidades inteiras, reinos e mares de Playmobils, Legos e afins, e como se não bastassem as centenas de pecinhas que vem nestas malditas caixas, ele ainda vive com os olhos fitos no chão colhendo pedrinhas, sementinhas, pauzinhos e o diabo a quatro para compor o seu universo miúdo. Um infeeeeeeerno! São caixas e baldes e sacos cheeeeeeeeeeios de coisinhas miúdas; são tantas coisinhas miúdas… e quando eu digo miúda é miúda mesmo.

Bom, por onde eu começo? Respirando. Respirando e mentalizando a luz azul da paz espiritual (kakakakakakakaka). Depois eu apelo para a lei amiga do agrupamento para arrumação. Reservo caixinhas e sacos para os grupos: universo Playmobil, universo Lego, universo Carros da Pixar, universo Thomas e seus amigos (ô desenhozinho ruim, viu? Deus é mais!), universo Hot Wheels, universo dinossauros, universo jogos educativos (ódio de quebra-cabeças), universo brinquedinhos de quintal, brinquedos quebrados, inclassificáveis, doações, lixo.

Pronto, depois de horas brincando de agrupar, quando eu penso que cheguei na metade, me lembro do baú, das gavetas e dos armários. Abro morta. Pifo. Vontade de chorar de novo. Preciso de um tempo. Aborto missão. Volto amanhã.

Bento volta da natação curiosíssimo para dar uma batida no quarto e ansioso para colocar tudo do jeito dele. Encontra uma mãe descabelada com uma cara péssima resmungando pelo canto da boca: Be, hoje você não vai mexer no quarto, entendeu? Não até eu terminar tudo amanhã. Ele acha melhor obedecer, o que confirma que eu devia estar com a cara do cão de calçolão. Negociamos levar o universo Playmobil Pirata para o gabinete, e dá tudo certo.

Dia seguinte, hoje no caso, entrei no quarto com “uma quente e duas fervendo” e falei: vou terminar isso aqui AGUORA! Virei o baú no meio do quarto, agrupei de novo, mas não muito. A aquela altura as coisinhas de ponta de indicador foram para a pá de lixo sem pestanejar. O mesmo destino tiveram aquelas pecinhas soltas que ninguém sabe de onde se soltaram e que JAMAIS voltarão a cumprir suas funções; no dia anterior eu ainda tive o cuidado de juntá-las todas e colocá-las numa caixinha, mas hoje amiguinhos, catei a caixinha, juntei todas as demais pecinhas infernais e mandei tudo pro lixão, sem dó nem piedade. Ah! Tá boa?

Acabei agora há pouco. O quarto está escândalo, com um saco de lixo e um de doações a menos. Já tô vendo quando ele chegar amanhã da casa da vó. Vai dar gritinhos de alegria. Ele adora quarto arrumado, mas arrumar que é bom…

Hashis mágicos

fevereiro 21st, 2011 § 33 Comentários

Bento está finalmente deixando o mundo dos piratas (mais especificamente do Caribe), depois de dois longos anos à deriva, para mergulhar no mundo mágico de Harry Potter.

Eu estava adorando o seu showzinho de palavras mágicas ostentando a sua varinha, com cicatriz de Harry e tudo na testa, quando…

- Opa! Que varinha é essa aí na sua mão, cara pálida?

- É uma de suas dezenas de varinhas mágicas, mamãe.

- Ah, sei… filho, deixa eu te falar… pode ser varinha mágica também, mas a mamãe usa como hashi, viu? Hashis são aqueles pauzinhos que os orientais usam para comer, lembra? E se são de comer você não vai poder sair por aí brincando, levando para a escola, etcetera e tal, concorda?

- Então posso escolher alguns?

Ui, medo! Meus rashis escândalo! =O

- Não sei, vamos ver, pega lá a caixinha…

Volta num passe de mágica:

- Mãe, eu quero esse!

- Quiá, quiá, quiá! Nem pensar! Estes aqui a minha amiga Lud me mandou da China, meu amor, você não está entendendo… e depois, são de louça! Não, não rola.

- Huummmm… e estes?

- Rá, piorou! Esses são presente da minha amiga Luiza, rústicos, maravilhosos, meus preferidos. Não, não, não… Filho, prest’enção: pelo que eu vi, a varinha do Harry é pretinha básica, meu amor, o que importa são os seus poderes. Não serve essa aqui, ó que linda, e ainda são duas grudadinhas! – oferecendo um par de hashis daqueles gratuitos que a gente pega no japa.

- Ah! Mas esses não tem detalhe (veja bem, detalhe!) nenhum, e depois são cor de madeira e a de Harry é preta. Pode ser essa aqui, então?

Eu mereço né? Quem mandou falar que a varinha do Harry era pretinha básica? Agora o meu hashi preto de madeira que veio junto com os sousplats vazados de algum lugar da Ásia trazidos por um amigo, decididamente vão dançar, porque eu tenho que concordar com Bento que aqueles hashis de madeirinha são zero glam. E depois, já que os souplats foram decorar a parede da sala, achei que dava para liberar numa boa.

- Fechado, Be, mas ó, se liga, só esse! Se acontecer alguma coisa com a sua varinha, ainda tem a outra do par, mas se perder as duas, só de madeirinha xoxa, sinto muito.

Me deu um monte de beijo, disse que eu era a melhor mãe do mundo, aquele pequeno impostor, e saiu pela casa falando palavras mágicas ininteligíveis com sua varinha que um dia foi hashi.

Ah! Nunca chame a varinha de seu filho de varinha de condão, que isso é coisa de fadinha! Varinha de menino é varinha mágica, pegou?

Onde estou?

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