Talher manchado, não pode
maio 14th, 2011 § 13 Comentários

(talheres antes e depois do pano seco)
Quero dizer, poder pode, mas é feião.
Aqui em casa, não raro, o escorredor de pratos faz as vezes de secador também. Explico: deixo a louça secando e esqueço lá, até porque eu ODEIO, sempre odiei, com toda força do meu ser, secar louça (isso foi culpa da minha mãe que só me dava o “trabalho sujo” da cozinha para fazer quando eu era pequena). Daí que a louça seca, né? Ô! Mas fica manchada, porque quando a secamos, a fricção do pano, seca e lustra, mas quando não secamos o ponto onde havia água fica lá e vira mancha.
Bem doida, fazendo mil coisas, sem empregada, é óbvio que eu não vou lustrar a louça para tirar manchinha, eu vou é agradecer ao Divino porque as coisas secam. Taco lá na gaveta e tá massa, mas na hora de servir… hum… aquelas manchinhas me matam! Mas a coisa é simples: não precisa lavar de novo para secar (até porque uma eu vai esquecer tudo de novo lá no escorredor), basta usar um pano seco para lustrar, e as manchas somem como num passo de mágica.
Quando não dá para fazer a manutenção preventiva, vou de corretiva mesmo.
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Vocês já pararam para pensar na imensidão desse universo? Eu olho para um garfo e vem um post, que pode trazer muitas questões para além de um simples garfo (sim porque a gente “filosofa” muito nesta cozinha, né não?). E isso não acaba nunca! O mundo inteiro cabe na cozinha. =)
Bom final se semana! ‘Tamos aê.
Atraso de vida (lá ele!)
abril 7th, 2011 § 10 Comentários
Relógio parado é atraso de vida. Mais literalmente impossível, concorda? Portanto, pessoa querida, para tudo e vai ali na venda de Seu Coisinho para comprar uma pilha alcalina, porque não pode não, viu? Eu não sei quanto a você, mas eu sinto que de alguma forma aquele símbolo estático ali acaba afetando a minha vida, me atrasando também, me prendendo no tempo. Que nada! Me larga, me solta, que eu quero seguir!
Quer ver outro exemplo típico de atraso de vida, desta vez alheio, digo, quando você entra na semana do outro, atrapalha, embaça a vida do outro? Eu conheço uma pessoa que mora num prédio – destes que os carros se trancam. Eu não diria todos os dias, mas quase todos os dias, aquele vizinho, justamente o que fica na estratégica posição de fechar todos os outros, não encontra as chaves quando todo mundo precisa sair de manhã para trabalhar, levar filho para escola, essas coisas… um inferno! O povo fica para matar aquele homem! Eu que não queria aqueles olhares fulminantes na minha nuca, Deus é mais!
Solução: um porta-chaves meigo pendurado ao lado da porta. Ó como é simples ter paz.
O quarto do filho
março 1st, 2011 § 63 Comentários
Ai, que saudade do meu canto! Sabe o que foi? Passei dois dias arrumando o quarto de Bento; não só isso, claro, mas principalmente. Daquelas arrumações que a gente faz de dois em dois meses, sabe como? Aproveitei que ele arrastou tudo de baixo da cama para procurar o cocar do apache Playmobil, respirei fundo e encarei.
Não é boa idéia fazer uma arrumação como estas na presença dele porque eu retiro o que considero lixo do quarto e quando olho para o lado o lixo já voltou para a estante, porque TUDO tem uma explicação, né? Inclusive a bexiga murcha. Daí é assim: no início eu sou toda condescendente, toda trabalhada no discurso do respeito ao guri, mas 4 horas depois de separar miudezas com o dedo indicador toda envergada no chão, eu enlouqueci. Sim, gente, porque chega uma hora que dá vontade de chorar, juro por Deus. Mas, enfim, despachei ele para a natação e segui na minha missão de tornar o quarto do meu filho habitável.
Bento é um guri alucinado por miniaturas. Ele adora manipular cidades inteiras, reinos e mares de Playmobils, Legos e afins, e como se não bastassem as centenas de pecinhas que vem nestas malditas caixas, ele ainda vive com os olhos fitos no chão colhendo pedrinhas, sementinhas, pauzinhos e o diabo a quatro para compor o seu universo miúdo. Um infeeeeeeerno! São caixas e baldes e sacos cheeeeeeeeeeios de coisinhas miúdas; são tantas coisinhas miúdas… e quando eu digo miúda é miúda mesmo.
Bom, por onde eu começo? Respirando. Respirando e mentalizando a luz azul da paz espiritual (kakakakakakakaka). Depois eu apelo para a lei amiga do agrupamento para arrumação. Reservo caixinhas e sacos para os grupos: universo Playmobil, universo Lego, universo Carros da Pixar, universo Thomas e seus amigos (ô desenhozinho ruim, viu? Deus é mais!), universo Hot Wheels, universo dinossauros, universo jogos educativos (ódio de quebra-cabeças), universo brinquedinhos de quintal, brinquedos quebrados, inclassificáveis, doações, lixo.
Pronto, depois de horas brincando de agrupar, quando eu penso que cheguei na metade, me lembro do baú, das gavetas e dos armários. Abro morta. Pifo. Vontade de chorar de novo. Preciso de um tempo. Aborto missão. Volto amanhã.
Bento volta da natação curiosíssimo para dar uma batida no quarto e ansioso para colocar tudo do jeito dele. Encontra uma mãe descabelada com uma cara péssima resmungando pelo canto da boca: Be, hoje você não vai mexer no quarto, entendeu? Não até eu terminar tudo amanhã. Ele acha melhor obedecer, o que confirma que eu devia estar com a cara do cão de calçolão. Negociamos levar o universo Playmobil Pirata para o gabinete, e dá tudo certo.
Dia seguinte, hoje no caso, entrei no quarto com “uma quente e duas fervendo” e falei: vou terminar isso aqui AGUORA! Virei o baú no meio do quarto, agrupei de novo, mas não muito. A aquela altura as coisinhas de ponta de indicador foram para a pá de lixo sem pestanejar. O mesmo destino tiveram aquelas pecinhas soltas que ninguém sabe de onde se soltaram e que JAMAIS voltarão a cumprir suas funções; no dia anterior eu ainda tive o cuidado de juntá-las todas e colocá-las numa caixinha, mas hoje amiguinhos, catei a caixinha, juntei todas as demais pecinhas infernais e mandei tudo pro lixão, sem dó nem piedade. Ah! Tá boa?
Acabei agora há pouco. O quarto está escândalo, com um saco de lixo e um de doações a menos. Já tô vendo quando ele chegar amanhã da casa da vó. Vai dar gritinhos de alegria. Ele adora quarto arrumado, mas arrumar que é bom…



