Pela hora da morte!
março 7th, 2012 § 42 Comentários
Eu ando tão desgostosa com a instituição “supermercados” que tenho comprado comida pingadinho, sabe? Vou ao supermercado quando não tem jeito, para comprar aqueles ítens básicos, tipo material de limpeza, mantimentos, enlatados e encaixotados, enfim. O que eu tenho feito de drible para comprar o menos possível e passar o mínimo de tempo possível ali dentro, “não tá no gibi” (essa é véia, ã? mas é ótima, vai…). E não tenho me arrependido não, pois apesar de não ter parado para fazer as contas, tem sido muito mais leve e divertido, quer ver?
Quando quero comprar verduras e hortaliças tem meu chapa que fica ali na esquina da Escola de Teatro com seu carrinho de mão BALA todo verde desde bem cedinho com tudo muito fresco e orvalhado, todo santo dia; quero comer um peixe, um marisco, um camarão, vou ali no 2 de Julho, e quando lembro que tá acabando a manteiga já paro numa daquelas barraquinhas de coisas do interior, e acabo levando também um belo pedaço de requeijão e uma carne de sol para depois de amanhã; volto para a casa e paro nas meninas do feijão verde da esquina e resolvo a guarnição; ainda no 2 de Julho me lembro que a tradicional padoca Bola Verde, agora também é deli, e arrasa em alguns quesitos importados como geléias, cogumelos, enlatados, massas e até vinhos… e já me faço aquela gracinha pagando mais barato que na Perini; E ainda aproveito para comer um sonho no balcão ou estico até o Líder para comer aquele pastel de camarão do pecado.
(detalhe: tão sentindo que eu tô rodando mas tô me divertindo, né?).
Vou buscar uma encomenda na costureira que fica nos Barris, aproveito e dou uma passada no Grão de Arroz para compar os meus chás, e já saio de lá com aquele pão integral incrível, aquele iogurte melhor ainda, minha cajuína, um óleo de gergelim, um cardamomo, uma tâmara seca, um arroz vermelho, um feijão azuki, e se vacilar até um tofu, e saio me sentindo um exemplo de mulher natureba; ah! e aproveito para almoçar ou tomar sopa linda. Vou assitir a um filme na Sala de Arte Vivo do Shopping Paseo (só assim para eu ir ali), saio com antecedência e dou uma parada no meu querido CEASINHA para comprar um beiju, tomate seco e azapa a granel, um queijo de coalho, um melaço, uma manteiga de garrafa, uma carne de fumeiro, uma mostarda, condimentos que a gente só encontra lá… Ah! E aproveito para comer um sanduba de salsichão no Box do Alemão e passar na Oropa França Bahia para ver se tem vestido bordado.
E assim vou abastacendo aqui e ali minha despensa e geladeira, circulando, oxigenando, pesquisando, curtindo, porque supermercado, minha irmã, não é coisa de Deus não, viu? De pensar que já foi diversão para mim! Hoje em dia eu faço jogo até com minha mãe (troco, vendo, essas coisas) só para não ter que ir.
Tudo isso para dizer que ando bem deprimida quando vou, inevitavelmente, ao mercado, porque os preços estão descarados, desavergonhados, indecentes, um acinte! Das últimas vezes percebi aumentos de 20 a 30% em ítens como materiais de limpeza, leite e derivados, embutidos, biscoitos, ovos… eu tô com medo. Onde é que a gente vai parar?
E o que é pior: continuo enfiando dedo em tomate podre.
Pior é na guerra!
julho 15th, 2011 § 15 Comentários
- Dona Kátia, não tem nada para o almoço.
- Oxente, Jaci, e aquelas duas batatonas? E aquela linguiça linda, enooooooooorme? Vamo’ fazer um forte escondidinho! E outra: futucando bem futucadinha a geladeira a gente ainda vai encontrar 1/2 pepino, 1/2 cenoura, 1 tomate, 1/2 cebola roxa e 3 folhas enormes de alface que sobrou de ontem lavadinhas, secas e protegidinhas, veja que salada luxo!
Isso sem falar nos molhinhos, grãozinhos, azeitinhos, vinagrezinhos, frutinhas secas e um bando de coisa delícia que eu ganho das minhas fofoletes no armário.
Tu acha que pode, comadre? Parece até que não sabe fazer milagre! =)
Pior é na guerra!

