3 por 5!

janeiro 20th, 2012 § 26 Comentários

R$5 é o preço que eu pago nas sinaleiras da cidade de São Salvador da Bahia por 3 panos de chão de algodão. Acho justo para ter sempre à mão, ou melhor, aos pés, um paninho de chão gostosinho, porque em casa em vivo descalça e não sei fazer nada com chão de cozinha molhado, hein? Pingadinho, cruzes! Pinguinho de água que escorre da louça que foi lavada, dos legumes, e vira aquela laminha, sabe? Socorro, não posso! Vou cozinhando, lavando, enxugando, tudo ao mesmo tempo e agora para eu ter paz e felicidade reinando na minha cozinha.

Isso me faz lembrar um costume do interior de aproveitar toalhas velhas, camisetas e até jeans, e tranformá-las em panos de chão. Tu acha que a mamãe não fazia isso? Okay, super ecológico e politicamente correto, mas eu não posso. Se você abstrair total pode até ficar engraçadinho um fantasma de calça jeans no chão da cozinha… um Herchcovitch pode perfeitamente transformar o fato numa peça hypada e vender para a T&S, mas eu simplesmente não posso… aquilo me dá uma gastura! Toalha velha que vira pano de chão, cortada na tora… calça jeans, t-shirt… parece que eu tô pisando na história de uma pessoa, Deus é mais!

Quer ver outra coisa que eu não tô podendo? Ai, será que eu falo? Falo. Bem… reaproveitar saquinho de supermercado nas lixeiras. Ai, falei, ufa! Até porque, eles estão cada vez mais escassos aqui em casa, com o exercício, sempre que possível, das sacolas retornáveis, caixas de papelão e coisas que tais. Detesto abrir a lata de lixo fofa do banheiro e dar de cara com uma sacola do BomPreço. Não gosto, não quero, acho feio. =(

Daí só me resta pagar muito mais caro pelos sacos “supostamente” biodegradáveis, abstrair da feiura, ou mandar tudo pro inferno, afinal, será o Benedito que a gente tem que ficar solucionando todas as questões ecológicas sozinhos na vizinhança, do nosso jeito, e quando dá? Mas que inferno!

Projeto banquinho do lixão do amor

outubro 25th, 2011 § 49 Comentários

A moçada das antigas tá ligada que eu sou chegada num lixão, e conheço bem as origens dessa sedução pelo descartado por outrem. É que eu tenho uma tia que era meio doida. Não, doida de pedra, vocês não estão entendendo. A Valdete. Valdete Souza Rabelo, meia-irmã da mamãe. Vou traçar o perfil físico: branca, ruiva, cheia de sardas, que agora deve ter seus sessenta e tantos. Paulista, moradora desde sempre na Ponte Grande, Guarulhos, mãe do Marcos, da Paula, da Bruna e do Marcelo. Viúva do Argemirinho, filho de Dona Dolores, uma espanhola, que era seu inferno astral, e vice-versa. Pois bem, só para vocês terem uma idéia, a Valdete era (não sei mais se ainda tem a mesma pegada da minha infância, pois perdi o contato com ela) habituè de velório, programa que para ela era o máximo. Não liberava nenhum defunto, podia ser o amigo do sogro do primo em terceiro grau, que ela atravessava a cidade de São Paulo sob forte temporal, uma carpideira profissional. Aquele fascínio mórbido sempre me intrigou deveras! Mas a lembrança que mais povoa a minha memória é da Valdete com o saiote sobre os peitos, completamente descabelada, futucando o lixo da vizinhança altas horas da noite e carregando um monte de tralha para a sua casa, quesito à parte. Eu falei que ela era doida, não falei?

Na época, nos envergonhávamos todos, mas hoje a Valdete seria IN, meu amor, porque a bicha era uma visionária, vamo’ combinar? E foi bem dela que herdei esse meu entusiasmo e olhos atentos para o lixão.

Bem, feita a introdução, eu queria dizer que fiquei LÔKA com esse banquinho vermelho de pezinho palito que encontrei no lixão do meu amigo de fé-irmão-camarada, Nanã. Da primeira vez em que o vi ele estava na vaga de um apartamento e não tínhamos certeza se estava free, apesar do seu estado quase lastimável. Fui para casa, mas não dormi. Dois dias depois, voltei lá, passei o olho na vaga e nada. Nanã pediu notícia do dito cujo para o servente, que apontou para o containner onde ele tinha acabado de ser instalado. Rá! Abri o trem que nem uma catadora de lixo credenciada e lá estava ele.

O problema é a cratera numa das curvinhas do tampo, mas Nanã já me deu a dica que o o gesso vai fazer uma linda mágica ali. Daí que meu projeto banquinho consiste em: remédio de cupim, restauro com gesso, lixa, massa corrida, lixa de novo, pintura com tinta vermelha alto-brilho (Nanã me convenceu que para manter o ar retrô carece de brilho) e meu novo banquinho estará circulando serelepe pela casa cheio de estória para contar.

Agora esqueçam o meu banquinho, que eu só vou pegar nele quando “Deus der o bom tempo”, porque a chapa tá é quente até o fim do ano. Quando vocês nem imaginarem, lá na frente, ói ele, todo gatinho! Agora vão dormir.

Pé de algodão

março 9th, 2011 § 37 Comentários

Colhi todo o algodão que pude antes de voltar para casa, com estoque para um ano inteiro de manutenção de unhas. Ítem a menos de consumo, graças ao quintal da mamãe.

Pé de algodão é assim: tira-se os gomos, depois as sementinhas que ficam dentro dos gomos (veja como Bento é craque), e foi!

Coisa linda pintar as unhas de “Cosmopolitan” debaixo da jaqueira, com algodão do pé. =)

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