Eu e minhas panelas de vidro

maio 21st, 2012 § 25 Comentários

Eu tenho duas panelas de vidro, herdadas da minha amiga Lívia; tá certo que eu queimei algumas receitas por falta de costume, já que elas retém MUITO calor, e por isso são mais econômicas. É fogo baixo, que a gente apaga antes de finalizar o cozimento, para que ele se complete ali abafadinho. Na hora que eu entendi o movimento delas começou a rolar um sentimento, até porque além de bem bonitas, são bem mais fáceis de limpar do que as de inox e alumínio. Mas o que eu não tinha me tocado ainda é que, assim como as panelas de ferro Le Creuset, que por terem alças do mesmo material, vão do lume ao forno para gratinar, as minhas de vidro também oferecem esta vantagem!

Por acaso hoje eu estava esquentando um ragu que eu fiz com sobra de carne de panela, com o objetivo de fazer um escondidinho com mandioquinha, e quando eu ia montar num refratário pra gratinar no forno é que veio o insight e eu falei pra mim mesma: Ué, é só cobrir esta carne com o purê, polvilhar um parmesão aqui mesmo e tacar no forno! Ó que pratico! E na saída do forno ainda fica fofa na mesa, uma benção!

Tá rolando mó clima com as minhas panelas de vidro. Super recomendo.

Dica limpeza

abril 10th, 2012 § 11 Comentários

Eu sei que para você, amiga macaca velha, zelosa, rainha do lar, que faz tudo bonitinho com aventalzinho de coraçãozinho cor de rosa e passarinho cantando lá fora, pode soar óbvio, mas tem as novinhas, né?

Então fica a dica: antes de descartar latas, frascos de vidro, plástico e toda sorte de embalagens em suas respectivas latas de lixo, eu brinco de passar uma aguinha. Assim eu evito atrair insetos para dentro de casa, para o depósito do prédio, e até mesmo para a rua, depois que os catadores abrem tudo e espalham pela calçada. Enquanto Seu Lobo e a lei da separação de lixo não vem.

Limpeza?

Cozinhando arroz com chazinho

março 16th, 2012 § 30 Comentários

Foi assim que aconteceu: toda vez que eu chego na casa da mamãe, vou correndo para o quintal para ver o que é que tá rolando, tipo, os pés que estão carregados, os que não vingaram, o crescimento do pé de romã, o viço das hortaliças, essas coisas. Mamãe vem logo toda orgulhosa para mostrar o tamanho das jacas (Deus benza!), as primeiras uvas da videira (finalmente!), os cajus que não se sabe o porquê de não terem amadurecido e morreram no pé (ô dó!)… e daí ficamos horas nessa investigação de quintal.

Meu chamego é o pé de limão mirim. A primeira coisa que eu faço é escolher logo uma folha bem grande, rasgá-la e ficar cheirando. Nenhum perfume é mais inebriante do que o das folhas do limoeiro mirim da mamãe.

Okay, passou.

Mais tarde fui fazer um arrozinho ainda com cheiro de folha de limão na mão (eu começo rasgando as folhas para cheirar, depois recebo uma compulsiva e começo a esfregar folhas entre as mãos, que por sua vez passo pelo pescoço, como quem passa um perfume). E me ocorreu que eu bem que podia cozinhar o meu arroz com chã de folha de limão; e lá vou eu saltitante para o quintal colher folha de limão. Fiz um chá concentrado e cozinhei meu arroz do mesmo jeito de sempre: cebola e alho picadinhos no óleo, depois refoguei o arroz BEM lavado e BEM escorrido e BEM sequinho, só que na hora de colocar a água fervente foi chá (salve Luiz Caldas!).

Ficou tão bom, mas tão bom, que eu comi só arroz.

Daí que dia desses eu estava com um buquê de manjericão nas últimas (é que quando eu chego na hora da Xêpa no carrinho de mão do meu chapa da esquina que vende hortaliças, ele vende dois pelo preço de um, e manjericão, você sabe, é bem perecível) e lembrei do trucão do chá. Não deu outra: fiz um chá com o buquê de manjericão e cozinhei o meu arroz que ganhou também raspinha de limão siciliano, que da mesma forma, estava no seu momento derradeiro de passar desta para uma melhor.

Resumo da ópera: cozinhar arroz com chás engraçadinhos dá samba, ô se dá! Além de inusitado e saboroso, a pessoa já resolve uma pressão alta, uma circulação, uma função diurética, uma coisa. Mas tem que ser chá gostosinho, hein? Não vai me cozinhar o arroz com chá de boldo, que assim você me quebra.

Algumas sugestões matadoras: chás de folhas de frutas cítricas, hortelã, manjericão, capim santo, capim cidreira.

Pela hora da morte!

março 7th, 2012 § 42 Comentários

Eu ando tão desgostosa com a instituição “supermercados” que tenho comprado comida pingadinho, sabe? Vou ao supermercado quando não tem jeito, para comprar aqueles ítens básicos, tipo material de limpeza, mantimentos, enlatados e encaixotados, enfim. O que eu tenho feito de drible para comprar o menos possível e passar o mínimo de tempo possível ali dentro, “não tá no gibi” (essa é véia, ã? mas é ótima, vai…). E não tenho me arrependido não, pois apesar de não ter parado para fazer as contas, tem sido muito mais leve e divertido, quer ver?

Quando quero comprar verduras e hortaliças tem meu chapa que fica ali na esquina da Escola de Teatro com seu carrinho de mão BALA todo verde desde bem cedinho com tudo muito fresco e orvalhado, todo santo dia; quero comer um peixe, um marisco, um camarão, vou ali no 2 de Julho, e quando lembro que tá acabando a manteiga já paro numa daquelas barraquinhas de coisas do interior, e acabo levando também um belo pedaço de requeijão e uma carne de sol para depois de amanhã; volto para a casa e paro nas meninas do feijão verde da esquina e resolvo a guarnição; ainda no 2 de Julho me lembro que a tradicional padoca Bola Verde, agora também é deli, e arrasa em alguns quesitos importados como geléias, cogumelos, enlatados, massas e até vinhos… e já me faço aquela gracinha pagando mais barato que na Perini; E ainda aproveito para comer um sonho no balcão ou estico até o Líder para comer aquele pastel de camarão do pecado.

(detalhe: tão sentindo que eu tô rodando mas tô me divertindo, né?).

Vou buscar uma encomenda na costureira que fica nos Barris, aproveito e dou uma passada no Grão de Arroz para compar os meus chás, e já saio de lá com aquele pão integral incrível, aquele iogurte melhor ainda, minha cajuína, um óleo de gergelim, um cardamomo, uma tâmara seca, um arroz vermelho, um feijão azuki, e se vacilar até um tofu, e saio me sentindo um exemplo de mulher natureba; ah! e aproveito para almoçar ou tomar sopa linda. Vou assitir a um filme na Sala de Arte Vivo do Shopping Paseo (só assim para eu ir ali), saio com antecedência e dou uma parada no meu querido CEASINHA para comprar um beiju, tomate seco e azapa a granel, um queijo de coalho, um melaço, uma manteiga de garrafa, uma carne de fumeiro, uma mostarda, condimentos que a gente só encontra lá… Ah! E aproveito para comer um sanduba de salsichão no Box do Alemão e passar na Oropa França Bahia para ver se tem vestido bordado.

E assim vou abastacendo aqui e ali minha despensa e geladeira, circulando, oxigenando, pesquisando, curtindo, porque supermercado, minha irmã, não é coisa de Deus não, viu? De pensar que já foi diversão para mim! Hoje em dia eu faço jogo até com minha mãe (troco, vendo, essas coisas) só para não ter que ir.

Tudo isso para dizer que ando bem deprimida quando vou, inevitavelmente, ao mercado, porque os preços estão descarados, desavergonhados, indecentes, um acinte! Das últimas vezes percebi aumentos de 20 a 30% em ítens como materiais de limpeza, leite e derivados, embutidos, biscoitos, ovos… eu tô com medo. Onde é que a gente vai parar?

E o que é pior: continuo enfiando dedo em tomate podre.

Lata de lixo inox é importante!

fevereiro 19th, 2012 § 19 Comentários

Fazia muito tempo que eu queria trocar as latas de lixo da cozinha por latas inox por serem mais resistentes, higiênicas e bonitas também, mas me dava um desgosto quando eu chegava na Tok&Stok e mirava R$160,00 numa lata de 12l! Daí que eu fui empurrando com a barriga até semana passada quando eu QUASE comprei uma na T&S, mas um anjinho da guarda segurou o meu tchan e na sequência imediata, tive que passar numa loja do HiperBomPreço e encontrei estas ótimas aqui, também de 12l por R$50! Que alegria! Garanti pelo menos uma de lixo orgânico e outra de não orgânico.

Se liguem nos produtos desta marca gringa, a Select Edition, porque É JOGO! Já comprei um sem-fim de utilidades domésticas ótimas e lindas nos Hiper BomPreço por preços sempre assim, tipo metade das lojas fofinhas.

E por falar em área de serviço, sabe quando o banheiro tá feião e a gente não tem grana para reformar ou então nem pode porque mora de aluguel? Daí você tem duas escolhas: conviver com o seu banheiro feião ou dar um trucão e deixar ele lindão, ou quando nada engraçadinho. Esta foi a escolha da Érica, mais uma leitora que se inspirou na minha área de serviço para deixar o dela mais astral.

Katia querida!
Escrevo para, além de dizer que seu blog é 1000!, que adoro seus posts e que vc é uma Fofa (com F maiusculo mesmo!), para agradecer e mostrar como vc anima, dá dicas e empolga suas leitoras.
Inspirada aí, ó só que que eu fiz!
Responde qdo puder? p eu ter certeza que vc viu…
Mil bjs,
Erica

Érica, surtei na Mafalda! Parabéns, ficou jóia! Tô super orgulhosa! =)

Lista básica de sobrevivência doméstica

fevereiro 7th, 2012 § 10 Comentários

Recebi um e-mail muito carinhoso da leitora Andriara Piccoli, de Curitiba, onde ela menciona:

“Um segundo assunto que tenho contigo é o fato de eu sempre amar cozinhar, mas não tenho a parafernália toda que facilita a vida de uma cozinheira. Vc poderia me dar uma lista de coisas realmente úteis para me acessorar na cozinha. Exemplo, na receita de batata com atum, vc fala de um boleador, sempre tive vontade de fazer quiches porém fico perdida em meio a tantas forminhas nas lojas, quais são as melhores?
Se você considerar o assunto difícil de ser listado…rs ok entenderei.
Mesmo sem os equipamentos adequados, sempre utilizo a sua dica fantástica: Se joga!”

Daí me lembrei de um post que eu havia publicado no Rainhas do Lar, intitulado Quem casa quer casa, feito a pedido de uma leitora que estava prestes a se casar na época. Fui lá, resgatei a lista, que vai além da parafernália de cozinha, para a parafernália do lar, revisei, e ei-la aqui para quem interessar possa, lembrando que esta lista foi feita para um casal e contém o que eu considero importante com base na minha própria casa.

Eletrodomésticos
Liquidificador
Ferro de passar
Máquina de lavar
Batedeira (um bolinho é importante, sem falar na clara em neve)
Cafeteira
Microondas (a depender do seu ritmo de vida – eu não tenho, e sou feliz)
Mixer
Processador
Espremedor de laranja
Torradeira e grill opcionais

Serviço de mesa - mínimo de 6 ou 12 peças de cada ítem
Louça branca: pratos rasos, pratos fundos, pratos de sobremesa, conjunte de pires e xícara de chá, conjunto de pires e xícara de café
Talheres: faqueiro completo
Copos: Água/suco, vinho tinto, vinho branco, cerveja, espumante, uísque/roskas, cachaça, licor, conhaque, porto (isso depende dos hábitos do casal)
Jogo de sobremesa
Suporte para guardanapos
Moedor de pimenta/ sal grosso

Vidro
Jarra de suco
Garrafas d’água
Refratárias de três tamanhos
Travessas
Jogo de mantimentos (recomendo vidro pois adoro ver os alimentos)

Metal
Jogo de panelas
Panela de pressão
Cuzcuzeiro (opcional)
Assadeiras (retangular, circular e buraco no meio)
Escorredor de macarrão

Utensílios de ofício
Facas(carnes e legumes)
Tábuas de corte
Escumadeira, concha, colheres de madeira, fouet, pão-duro, espátula, abridor de latas, espremedores de alho e batatas
Ralador multiuso grande e de mesa

Acessórios de cozinha

Escorredor de louça
Suporte para papel filme, alumínio e toalha
Saleiro
Porta-temperos (secos)
Tupperwear de diversos tamanhos
Suporte detergente, buchas e sabão
Abridor de latas
Saca-rolhas
Descansadores de panelas
Pincel
Peneiras (média e grande)
Cubas de gelo
Espremedor de batatas
Fruteira
Amolador de faca
Coador de leite
Saca-rolhas

Outros

Filtro de água
Latas de lixo
Relógio de parede
1 bandeja
Vaso para flores

Roupa de mesa
Pelo menos 2 toalhas do dia-a-dia para cada mesa
Pelo menos 7 toalhas de prato (uma para cada dia da semana)
Pelo menos 1 toalha de festa neutra (se puder ser linho branco vai ser lindo porque combina com qualquer cor, qualquer serviço).
Conjunto de guardanapos de pano para dias especiais, com porta-guardanapos (os mais neutros possível, sendo que aros de madeira para cortina servem como ótimos porta-guardanapos e custam quase nada)

Roupa de cama
Pelo menos 3 jogos completos de qualidade para a cama do casal
2 edredons/ colchas
Pelo menos dois jogos completos e uma colcha para cada cama extra se houver

Roupa de banho

Pelo menos 4 conjuntos (toalha de banho, toalha de rosto e piso), considerando 2 trocas por semana, para um casal
Pelo menos 2 toalhas de banho, duas de rosto e 2 pisos para o serviço social
Roupão é legal, mas não é prioridade, e vai de gosto

Andriara, querida, coisas como boleador e formas de fundo falso eu não incluiria numa lista básica; são coisas que a gente vai sentindo necessidade à medida que vai se interessando por receitas e técnicas específicas, é um processo resultante da sua história com a sua cozinha. Vá experimentando e comprando estas coisas aos poucos, nenhuma lista pode ser definitiva, senão não tem graça. Uma parte dela é subjetiva, aliás, isto é o que faz dela a SUA cozinha! =)

Ah! E sobre as formas de quiche, eu utilizo as de fundo falso de alumínio. O tamanho é determinado pela sua demanda e tamanho da sua família. É bacana ter uma pequena, uma média e uma grande.

=P

3 por 5!

janeiro 20th, 2012 § 26 Comentários

R$5 é o preço que eu pago nas sinaleiras da cidade de São Salvador da Bahia por 3 panos de chão de algodão. Acho justo para ter sempre à mão, ou melhor, aos pés, um paninho de chão gostosinho, porque em casa em vivo descalça e não sei fazer nada com chão de cozinha molhado, hein? Pingadinho, cruzes! Pinguinho de água que escorre da louça que foi lavada, dos legumes, e vira aquela laminha, sabe? Socorro, não posso! Vou cozinhando, lavando, enxugando, tudo ao mesmo tempo e agora para eu ter paz e felicidade reinando na minha cozinha.

Isso me faz lembrar um costume do interior de aproveitar toalhas velhas, camisetas e até jeans, e tranformá-las em panos de chão. Tu acha que a mamãe não fazia isso? Okay, super ecológico e politicamente correto, mas eu não posso. Se você abstrair total pode até ficar engraçadinho um fantasma de calça jeans no chão da cozinha… um Herchcovitch pode perfeitamente transformar o fato numa peça hypada e vender para a T&S, mas eu simplesmente não posso… aquilo me dá uma gastura! Toalha velha que vira pano de chão, cortada na tora… calça jeans, t-shirt… parece que eu tô pisando na história de uma pessoa, Deus é mais!

Quer ver outra coisa que eu não tô podendo? Ai, será que eu falo? Falo. Bem… reaproveitar saquinho de supermercado nas lixeiras. Ai, falei, ufa! Até porque, eles estão cada vez mais escassos aqui em casa, com o exercício, sempre que possível, das sacolas retornáveis, caixas de papelão e coisas que tais. Detesto abrir a lata de lixo fofa do banheiro e dar de cara com uma sacola do BomPreço. Não gosto, não quero, acho feio. =(

Daí só me resta pagar muito mais caro pelos sacos “supostamente” biodegradáveis, abstrair da feiura, ou mandar tudo pro inferno, afinal, será o Benedito que a gente tem que ficar solucionando todas as questões ecológicas sozinhos na vizinhança, do nosso jeito, e quando dá? Mas que inferno!

Regra de ouro da Danuza Leão para praticar o desapego

janeiro 5th, 2012 § 27 Comentários

Eu não consigo começar o ano sem dar uma batida geral em casa para me livrar de tudo o que eu não uso. Já virou um ritual há muito tempo. Foi a primeira coisa que eu fiz quando cheguei de viagem, antes mesmo de fazer mercado. Só que desta vez, com uma ajuda muito especial e que fez TODA a diferença. Desde que li lá na praia o capítulo Simplificando do É tudo tão simples da Danuza Leão, quando ela diz tudo o que você não usa há um ano deve sair, eu percebi que este um ano faria toda a diferença para a minha primeira geral de 2012. E fez mesmo. Foram dois elevadores repletos de tralhas, nunca liberei tanta coisa. É preciso dizer que na condição de produtora de festas é até natural que eu junte algumas coisas, mas nem este detalhe profissinal eu considerei. Nada se compara a sensação de remover 500kg dos ombros.

E já que eu estou falando de simplificar a vida, e de Danuza Leão, que tem um humor absolutamente contagiante, ficam mais alguns trechos deste capítulo para voce amar ou odiar essa lôka! Eu amo.

“Agora, para simplificar MESMO a vida, é preciso se livrar do mais complicado: as roupas. A primeira coisa a fazer, para ter um armário em perfeita ordem, é comprar dúzias de cabides, todos absolutamente iguais e da mesma cor. Ok, de dois tipos, um para saias e calças, e os normais. E aqueles horrendos, que vêm com a roupa da tinturaria, lixo, na hora. Sem cabides iguais, não dá nem para dormir direito.”

KAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKA!

“Não perca seu tempo comprando (ou guardando) aquele vestido porque um dia vai emagrecer. Sabe quando isso vai acontecer? Provavelmente nunca, e a cada vez que olhar para aquela roupa de quando era um palito vai cair em profunda depressão. KAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAKAK! Ó que franca? Nem é um problema de ter engordado, mas com o tempo o corpo muda; se você olhar uma radiografia de alguém aos vinte anos, e depois outra da mesma pessoa aos sessenta, mesmo que ela tenha o mesmo peso, vai haver diferença.”

Ai, ai… esse é o tipo de “auto-ajuda” que eu acredito, viu? E o que é melhor, gargalhando, que é o que a gente leva de bom desta vida! Ninguém me provoca gargalhadas mais deliciosas do que essa mulher, tão absurda, tão lúcida, tão elegante, tão civilizada, e agora tão simples.

Boas gargalhadas, queridas, e leiam a Danuza Leão!!!!!!!

Alho frito, processado, cru, assado… alho!

novembro 30th, 2011 § 17 Comentários

Vampiro aqui em casa não tem vez, porque tanto eu quanto Bento somos tarados por alho. Como eu já disse aqui, já faz muito tempo que eu virei adepta do alho processado pronto, que além de ser uma mão na roda, (porque não carece de descascar, amassar, picar, sei lá), é um produto natural e super vale o custoXbenefício.

Outro tipo que não falta aqui é a versão granulado frito para finalização de alguns pratos e saladas.

Alho inteiro hoje em dia eu só uso em duas ocasiões: no pilão para fazer molhos do tipo pesto ou marinadas, e para assar. Toda vez que eu faço qualquer tipo de carne ou ave assada, coloco vários dentes de alho com casca sobre as peças antes de levar ao forno. Uma vez assados, a polpa do alho vira uma espécie de purê absolutamente divino! E o melhor: não deixa bafo…

… e se deixasse também, so sorry, que eu não ia deixar de comer nem por amor ao próximo.

Projeto banquinho do lixão do amor

outubro 25th, 2011 § 49 Comentários

A moçada das antigas tá ligada que eu sou chegada num lixão, e conheço bem as origens dessa sedução pelo descartado por outrem. É que eu tenho uma tia que era meio doida. Não, doida de pedra, vocês não estão entendendo. A Valdete. Valdete Souza Rabelo, meia-irmã da mamãe. Vou traçar o perfil físico: branca, ruiva, cheia de sardas, que agora deve ter seus sessenta e tantos. Paulista, moradora desde sempre na Ponte Grande, Guarulhos, mãe do Marcos, da Paula, da Bruna e do Marcelo. Viúva do Argemirinho, filho de Dona Dolores, uma espanhola, que era seu inferno astral, e vice-versa. Pois bem, só para vocês terem uma idéia, a Valdete era (não sei mais se ainda tem a mesma pegada da minha infância, pois perdi o contato com ela) habituè de velório, programa que para ela era o máximo. Não liberava nenhum defunto, podia ser o amigo do sogro do primo em terceiro grau, que ela atravessava a cidade de São Paulo sob forte temporal, uma carpideira profissional. Aquele fascínio mórbido sempre me intrigou deveras! Mas a lembrança que mais povoa a minha memória é da Valdete com o saiote sobre os peitos, completamente descabelada, futucando o lixo da vizinhança altas horas da noite e carregando um monte de tralha para a sua casa, quesito à parte. Eu falei que ela era doida, não falei?

Na época, nos envergonhávamos todos, mas hoje a Valdete seria IN, meu amor, porque a bicha era uma visionária, vamo’ combinar? E foi bem dela que herdei esse meu entusiasmo e olhos atentos para o lixão.

Bem, feita a introdução, eu queria dizer que fiquei LÔKA com esse banquinho vermelho de pezinho palito que encontrei no lixão do meu amigo de fé-irmão-camarada, Nanã. Da primeira vez em que o vi ele estava na vaga de um apartamento e não tínhamos certeza se estava free, apesar do seu estado quase lastimável. Fui para casa, mas não dormi. Dois dias depois, voltei lá, passei o olho na vaga e nada. Nanã pediu notícia do dito cujo para o servente, que apontou para o containner onde ele tinha acabado de ser instalado. Rá! Abri o trem que nem uma catadora de lixo credenciada e lá estava ele.

O problema é a cratera numa das curvinhas do tampo, mas Nanã já me deu a dica que o o gesso vai fazer uma linda mágica ali. Daí que meu projeto banquinho consiste em: remédio de cupim, restauro com gesso, lixa, massa corrida, lixa de novo, pintura com tinta vermelha alto-brilho (Nanã me convenceu que para manter o ar retrô carece de brilho) e meu novo banquinho estará circulando serelepe pela casa cheio de estória para contar.

Agora esqueçam o meu banquinho, que eu só vou pegar nele quando “Deus der o bom tempo”, porque a chapa tá é quente até o fim do ano. Quando vocês nem imaginarem, lá na frente, ói ele, todo gatinho! Agora vão dormir.

Onde estou?

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