Lassi de hortelã (Pudina Lassi)
fevereiro 26th, 2012 § 16 Comentários
Lassi é uma bebida de origem indiana feita à base de iogurte. Desde que preparei esse primeiro, que publiquei no Rainhas do Lar em dezembro de 2008, sempre rola aqui em casa.
Para 4 pessoas, bata 4 copinhos de iogurte natural num mixer com 250ml de leite gelado, 4 colheres de sopa de açúcar, 1 pitada de sal, e 8 cubos de gelo; depois junte 1 maço de hortelã fresca e bata por mais 30 segundos; disponha em copos longos e sirva imediatamente.
Eu gostaria que a minha geladeira produzisse lassi instantaneamente, pois nada pode ser mais adequado ao nosso clima e ao meu paladar do que esta bebida divina, depois da água, é claro.
Recomendo fortemente! Coisa linda para servir num brunch, já pensou?
Tupu
janeiro 18th, 2012 § 23 Comentários
Quando esta garrafa de vinho me chegou às mãos, presente que o meu amigo LG trouxe de suas andanças por terras chilenas, e eu mirei a edição limitada com safra de 2008, feita a partir de 4 uvas selecionadas, senti super firmeza e pensei que eu precisaria de um momento especial para sorvê-lo, mas antes mesmo de terminar este pensamento eu já tinha resolvido que o momento era este, comigo mesma, agora. Motivos para celebrar não me faltam: comecei o ano com dois novos projetos profissionais, um mais lindo e delicioso do que o outro; estou cheia de planos e novas esperanças; meu amigo fez uma linda viagem, se lembrou de mim e trouxe um vinho incrível; comprei o sapato boneca de couro vermelho com o salto perfeito dos meus sonhos; meu filho está cada dia mais lindo; pintei meu quarto de rosa e comprei um quartzo rosa antes mesmo daquela taróloga fofa dizer que este era um ano de sagitário, e que love is in the air. Sim, eu sou meio mística.
Voltando ao vinho Tupu, entendi apreciando e lendo o rótulo que tupu é o nome deste alfinete de metal ilustrado na foto, meio broche, usado por típicas mulheres chilenas para prender os seus mantos. Adorei aquilo. E sabe o que é mais bacana? Eu só li esta informação depois que eu degustei o vinho, que me pareceu mesmo muito… feminino, pois doce na medida e muito frutado e muito forte também. O que me fez pensar que a homenagem àquelas mulheres não foi à toa e ia para além dos lindos tupus. E mais: tive a certeza de que o meu amigo, além de ter escolhido um vinho excelente com muito cuidado, certamente teria atentado para este “detalhe” (amigo, não me decepcione, fique na sua se não foi o caso, okay?). O Tupu me impressionou demais pela robustez (eu sei que esta palavra parece antipática e todas aquelas que os someliers e enólogos usam, mas quando a gente vai bebendo vinho elas ficam mais familiares, adequadas e menos metidas a besta; aliás, elas tornam-se perfeitas). Muito denso, pesadão, de responsa, sabe como? E o cheiro quando a rolha fez plof e eu dei aquela sacodida básica no copo (já cansei de falar que não é taça é copo; taça e de champã!)? E aquelas lágrimas incríveis, quase cremosas? E aquele vermelhão-amora indecente? =O
Agora eu tô aqui vendo as fotos do meu amigo no Chile e lembrando de uma frase daquela taróloga fofa que eu adorei: “TUDO o que já aconteceu deve ser celebrado”. Ó que lindo? A cada dia que passa me convenço que às vezes as coisas (aparentemente) ruins são as que mais precisam ser celebradas (bem depois que acontecem, lógico). LG também já tinha me dito uma coisa parecida numa ocasião em que eu me sentia arrependida por alguma coisa que fiz. Ele disse algo do tipo Katita, naquele momento foi o que você pôde fazer, considerando as circunstâncias, o que sentia, e quem é. Era para ter sido daquele jeito e foi. Quer dizer, a coisa não se encerra ali, é aceitar (até porque nada mais saudável nos resta), que a gente entende e tira proveito depois, por isso tudo é celebrável. Minha amiga Rachèl dia desses me disse uma coisa parecida também: que quando a gente para de errar para de crescer, de evoluir. Todas essas falas são redenção, afago, auto-perdão, fé, esperança e alegria, tudo junto; uma oração, uma reza, um credo, um mantra. É assim que eu rezo. Amém!
Odeio vinho branco!
janeiro 11th, 2012 § 19 Comentários
Odeio vinho branco, odeio, não tem jeito, seja ele qual for. Até os verdes que eu costumava gostar não descem mais. Me lembram do tempo em que eu frequentava vernissages, lançamentos e coisas que tais, onde geralmente, por questões óbvias de orçamentos para a Cultura, são servidos os piores possíveis. E quente, para acabar de consertar. Gente, por que não servem uma cachaça boa, uma caipifruta, um refresco, um ponche, uma sangria (que até dá para disfarçar o Sangue de Boi), uma coisa?
Ui. Entojo!
Em tempo, espumante não conta, hein?!!!!
“Meu mal é a birita”
setembro 29th, 2011 § 60 Comentários
Olha aonde a lôka foi buscar o título do post, no repertório da Angela Rorô, vai vendo. Mas não é nada disso, com todo o respeito à artista. Explico.
Casamento e filho geralmente engordam, vamos combinar? E eu não fugi à regra, mas só agora, seis anos depois que o meu filho nasceu é que eu entrei num esquema mais disciplinado para voltar ao peso de quando fui completamente feliz diante do espelho (isso é o que chamo de peso ideal). Nenhuma dieta miraculosa, nenhuma tortura, nada disso, só aplicação na prática de tudo o que a gente já sabe: para perder peso é necessário fechar a boca para certos alimentos e bebidas, comer comidinha colorida da natureza, regular a quantidade de alimentos ingeridos (os orientais recomendam uma porção do tamanho de sua mão em concha, que seria proporcional à parte ideal do estômago que deve ser preenchida, até porque aquele papo de vó de comer para encher a barriga tá por fora, né? Se enchemos o estômago em sua totalidade não sobra espaço para o movimento da digestão, e só conseguimos um baita mal estar), e principalmente, balançar o esqueleto, além de outros cuidados fundamentais como hidratação (lê-se beber água que nem uma desvalida).
Para mim foi muito difícil estabelecer um ritmo e firmar comigo o compromisso, por exemplo, de parar tudo na hora do meu pilates, nem que a vaca tussa; mais ainda, e muito mais difícil, cumprir o meu programa de caminhadas diárias (já alternada para corridas), sim porque o pilates não tem função aeróbica, preciso andar e correr para queimar caloria e malhar no pilates para fortalecer a minha musculatura e colocar tudo em ordem (inclusive a cabeça). Foram várias tentativas desde que Bento nasceu. Natação, hidroginástica, programa de caminhadas, mas nada vingava, porque eu não me priorizava; dava preguiça, alegava que não podia malhar naquela semana porque estava produzindo uma festa grande, tudo mentira e auto-sabotagem. É quando eu costumo dizer que “encontrei Jesus” no pilates. Me apaixonei de tal forma que a disciplina veio sem esforço. Faltavam as caminhadas. De novo, conseguia caminhar 3 dias e depois parava, voltava uma semana depois, esquecia, mas quando os resultados do pilates começaram a aparecer (e também a consciência de que o sobrepeso atrapalha e limita uma boa execução dos exercícios, quando eu estava decidida a ser a melhor aluna de pilates da academia), me animei e engatei. Lembro que quando fiz o EMPRETEC (um workshop que avalia o potencial empreendedor) um instrutor comentou alguma coisa do tipo “para inserir algum hábito de forma sistemática em sua vida é necessário ultrapassar o limite de 21 dias praticando aquela atividade sem parar”. Olha, eu não faço a menor idéia do fundamento desse negócio, mas eu resolvi testar aquilo na prática e, coincidência ou não, depois das últimas três semanas correndo e andando todos os dias (mentira, 5 a 6 dias por semana), tem dia que me dá uma vontade louca de sair para caminhar à noite, mesmo já tendo-o feito pela manhã, e da última vez que isso aconteceu, chovia e eu fui mesmo assim, sem falar no carro, cada vez mais estacionado.
Tenho comido menos também, tentando mastigar mais devagar para provocar a sensação de saciedade; limei o pão depois das 18h, e só, já que não tenho hábitos alimentares mais nocivos, do tipo refrigerantes, excesso de industrializados, doces, sal e açúcar em demasia. Também tenho comido frutas e bebido água de coco entre as refeições para não receber uma ogra à mesa. Coisinhas miúdas que fazem toda a diferença e a gente só tem certeza disso mesmo quando põe a paradinha em prática.
Por fim, uma das coisas mais importantes: não tenho pressa, não me cobro resultados para ontem, não piro. As mudanças lentas são aquelas que permanecem e são essas que eu quero para a minha vida.
Tá, mas e a birita? Há alguns anos atrás, eu fiz um post no Rainhas do Lar onde mencionei que tomava uma cachacinha ou um trago de vinho enquanto cozinhava aquele prato, plena terça acho, e uma leitora, muito carinhosamente, fez um comentário do tipo “Katita, deixa a birita só para o fim de semana”. Na hora eu pensei “mas será o Benedito que ela vai regular minha birita?”, mas hoje em dia eu agradeço a ela pelas sábias palavras, porque na bôua, birita durante a semana, para mim, tá por fora mesmo, e eu acho lindo esse povo que só bebe água com gás. Minha relação com o alcóol está mudando muito, de forma lenta nos últimos anos, ditada por uma certa intolerância muito natural. Mas o diabo é que eu ainda adoro uma cervejinha, ainda mais neste calor do cão aqui de Salvador. Não vou mentir que tem dia que eu me acabo de correr e depois só me dá vontade de parar na padoca, abrir aquela geladeirinha que sai fumacinha e passar a mão numa daquelas garrafinhas de cerveja geladas de doer a cabeça… mas não tenho mais tempo para auto-sabotagem, né? Afinal, não se pode ter tudo. Quem sabe quando eu voltar a dizer “Espelho, espelho meu…”
Festa espumante!
abril 21st, 2011 § 9 Comentários
Como pode? Estes espumantes Rio Sol (para mim o melhor vinho nacional) custam algo tipo 40 pilas em Salvador, mas eu acabo de encontrá-los pela bagatela de R$10,69 cada, aqui no interior!!!!!!!!!! Brut (que já foi – sic!), rosé e moscatel. Gente, quando eu digo que a gente não pode piscar o olho!
Salve, salve o Super Medeiros!!! E abafa, que eles não precisam saber disso.
Bom dia, com frapê de pinha!
março 12th, 2011 § 58 Comentários
Se você nunca comeu pinha, está perdendo a oportunidade de experimentar a sensação de comer um pedaço do céu. Mas se você acha que dá trabalho comer pinha, faça um suco, ou melhor, faça um frapê, bem gelado, que é uma daquelas bebidas servidas nos banquetes de lá, do céu.
A pinha é assim: toda de gomos, por fora e por dentro. Macia que só, você abre a pinha com as mãos, com o mínimo esforço, e vai encontrar mais uma profusão de gomos brancos; dentro de cada um, uma semente preta. Come-se chupando os gomos e cuspindo as sementes. Faz-se sucos, frapês e musse (um dos melhores doces que eu já descobri nos meus laboratórios culinários) obtendo a polpa da fruta, do jeitinho que eu vou mostrar.
Solte os gomos da casca; faça isso com o dedo, a pinha descarta utensílios, mas não force muito porque existe uma areiazinha junto à casca, um granuladinho, que não carece. Como você não jogou pedra na cruz e não vai entrar numas de tirar cada semente de cada gomo, entra a dica preciosa: você vai pulsar rapidamente estes gomos no seu liquidificador com um pouco de leite, assim, a polpa, que é o que queremos, se solta sem espatifar a semente, deixando aqueles grãozinhos pretos, que também não carece.
Daí coe e vai obter uma polpa densa, cremosa, linda! Ela volta para o liquidificador (usei 3 pinhas pequenas aqui), você acrescenta 1/2 litro de leite gelado, 1 cuba pequena de gelo e 3 colheres de sopa bem cheias de açúcar. Agora você bate bem, que não tem mais semente. Dá coisa de pelo menos 800ml. Por fim, deite imediatamente num belo copo longo e fino, e mais imediatamente ainda, beba. Você vai fechar os olhos de prazer, que é para se entregar toda a essa delícia!
Frapê de pinha é uma coisa muita elegante para se servir num brunch. Vai parar tudo! Mas ó… só vale MUITO gelado de doer a cabeça, e espumante.
Bom dia, com frapê de pinha!
Suco de morango com manjericão
fevereiro 24th, 2011 § 35 Comentários
Mais um suco incrível cuja idéia veio de um drink, que eu tomei no Piola, o Ultraman. Este também é um suco que PRECISA ser servido muito gelado, quase frozen (que não é má idéia); e outra: não é um toquinho de manjericão, é morango E manjericão. Para ficar concentrado como eu gosto, uma caixeta de morangos rende apenas coisa de 800ml de suco. Basta lavar os morangos, tirar o talo, cortar em pedaços e colocar no liquidificador; daí some o equivalente a 1 mão bem cheia de folhas de manjericão frescas e lindas + 6 colheres de sopa de açúcar + 700ml de água geladérrima (né fria não) + 1 cuba de gelo. Bate, bate, bate bem, coe e sirva imediatamente em copo igualmente geladérrimo. Gente, não esquece de colocar os copos no congelador, que esse trucão é importante.
Ui, a glória!
Suco de caju com gengibre e limão
fevereiro 21st, 2011 § 31 Comentários
Calor, né gente? Calor do cão. E eu não posso viver sem suco. Suco natural e muito gelado, por favor, exceção ao de laranja que eu só gosto integral. Adoro inventar moda, misturar frutas com hortaliças, trocar água por água de coco, e nessa brincadeira, tô descobrindo é coisa!
Não é exatamente o caso deste suco, que eu já faço há bastante tempo, desde que experimentei a roska de caju com gengibre da colega Fara Helena.
Caju é uma benção, né? Uma fruta que é toda polpa com caroço pra fora? E o cheiro? E o sabor? De modos que basta cortar 4 cajus em rodelas e bater no liquidificador com dois pedaços legais de gengibre (porque eu não estou falando de um toque de gengibre, este é um suco de caju E gengibre – a foto ilustra a proporção), 800ml de água gelada, uma cuba de gelo, e açúcar a gosto (eu usei 6 colheres de sopa). Bata, coe, experimente o açúcar, acrescente mais se quiser, e no final esprema meio limão grande ou 1 limão pequeno ao suco. Dá para 4 pessoas, mas eu bebo sozinha em questão de minutos.
Este suco é divino quando muito gelado; melhor ainda quando servido em copos igualmente gelados por alguns minutos antes no congelador.
Para refrescar a cuca. Cuca fresca é importante. =)








