Ratatouille

abril 22nd, 2012 § 22 Comentários

Ratatouille é uma receita rústica antiquíssima, tradicionalíssima, láááááááááááááá de Provença, no Sudeste da França. A gente pode comer como entrada com pão ou como acompanhamento para carnes, por exemplo. Estrelada principalmente pelas berinjelas e tomates, na minha ratatouille vai também, obrigatoriamente, abobrinha e pimentões coloridos, entre outras gracinhas, mas vamo’ organizar esse baba.

A coisa é muito simples. Pré-aqueça logo o forno, tome um refratário e vá colocando ali: 1 berinjela e 1 abobrinha em fatias no sentido do comprimento – mas há quem corte em rodelinhas); 1 pimentão vermelho, 1 pimentão verde e 1 pimentão amarelo em tirinhas (tirar a pele é opcional); 2 tomates descascados sem semente também em tirinhas, 1 cebola em pétalas, e 2 dentes de alho inteiros cortados ao meio no sentido do comprimento. Misture tudo bem misturadinho e tempere com um punhado de tomilho, sal e pimenta do reino moída na hora a gosto; regue com um pouco de vinagre balsâmico e cubra tudo com 1 xícara rasa de azeite de oliva extravirgem, do mais honesto possível!


(o colorido da ratatouille antes do forno)

Pronto, agora leve ao forno médio coberto com papel alumínio até que todos os ingredientes estejam macios. Pode levar mais de uma hora no forno.

Sirva quente, em temperatura ambiente ou gelada, que a ratatouille é linda de todo jeito. Esta receita serve, pelo menos 6 pessoas, como acompanhamento.

Não falei que era fácil?

***

A Cida Mascaro fez, ó:

“Oi katia querida, espero que o seu dia tenha sido maravilhoso!
Como prometi, seguem as fotos do Ratatoule e da Panna Cotta, ficaram deliciosos e o sucesso foi grande.
Obrigada por trazer sempte novidades fáceis e deliciosas…”

Feijão verde em manteiga d’alho e salsa

novembro 11th, 2011 § 37 Comentários

O menos é mais quando a receita é de feijão verde fresquinho debulhado sob os meus olhos. Eu quase nunca resisto às vendedoras de feijão verde ali da esquina do Canela com o Campo Grande. Elas me avistam de longe e já abrem aquele sorriso de “oba, vendi uma lata”.

Chego em casa, lavo e escorro; coloco água no fogo com sal e bicarbonato de sódio (para manter o máximo de verde do feijão) e quando levanta fervura, deito o feijão ali e cozinho atenta até o ponto do meu desejo, macio e al dente ao mesmo tempo. Enquanto isso, na panela ao lado, 1 colher de sopa de pasta d’alho (sempre compro alho processado, que é uma mão na roda e não deixa NADA a desejar nessa hora) derretendo na manteiga da boa. Depois é tão somente escorrer o feijão e derramá-lo ali na manteiga d’alho, para envolvê-lo carinhosamente e depois somar um punhado ENORME de salsinha fresca picadinha.

Este para mim é o melhor feijão verde do mundo, desde que debulhado na hora. E digo mais: encontrar feijão verde fresquinho em toda parte é um dos maiores presentes que o nordeste me dá. Feijão verde é coisa de Deus.

Meu feijão fresquinho e minhas fornecedoras da esquina.

Jardineira

julho 20th, 2011 § 16 Comentários

Eu não passo sem jardineira. Acho prático, versátil e uma boa estratégia para garantir vegetais na alimentação do dia-a-dia.

Aqui em casa eu costumo fazer uma boa quantidade (que renda, pelo menos 6 porções) e congelo. E não tem receita fechada, faço com o que encontro de bom no mercado e com o que tenho em casa. Nesta última usei cenoura, vagem e couve-flor (cozidas levemente no vapor), pimentões amarelos, milho e ervilha. Mas você pode acrescentar brócolis, palmito, chuchu, batata… É misturar tudo e foi. Nada de sal ou qualquer tempero. Isso eu faço na hora que for dar destino à minha jardineira, que pode ser:

~ Uma saladinha, neste caso é só temperar com azeite, sal, pimenta e molhinho de sua preferência;
~ Arrozinho. Faço um arrozinho branco al dente bem sequinho e depois derreto manteiga, junto a jardineira, um pouco de curry, e misturo ao arroz com um garfo;
~ Um suflê de legumes;
~ Omeletes com queijo;
~ Incorporado a um refogadinho ou papelote de frango, carne ou peixe;
~ Na chapa;
~ Sopinha.

Só para citar o que me ocorre neste momento.

E depois, uma coisa que se chama jardineira não poderia deixar de ser linda, né?

Jiló grelhado (lá ele!)

julho 15th, 2011 § 23 Comentários

Mamãe falou que estava ótimo, e eu até acredito, mas não vou com as fuças do jiló? Não tem que me faça! Nem com reza braba eu como esse trem!

Mas eu faço, numa boa, principalmente para mamãe convalescente aqui em casa pós cirurgia, se aproveitando da minha boa vontade para pedir regalos de comer (mamãe é danada de sabida!).

Porém, o tempo era curtíssimo e eu resolvi grelhar o bicho. Parti cada um em 4, untei a grelha com óleo de canola e fui grelhando cada face. Depois é regar com azeite de oliva, salpicar sal (se tiver um salzinho glam tipo flor de sal ou esses coloridinhos aí do Himalaya, vai ser lindo!) e servir, de repente, com um molhinho. No nosso caso, eu servi com um molho de tamarindo, que nem me perguntem a receita porque foram duas cozinheiras que eu contratei que fizeram para um camarãozinho que eu servi numa festa. Só sei que leva gengibre também (talvez mel?) e é um espetáculo. Mas você pode usar qualquer molho, inclusive pronto, ou uma bela mostardinha honestíssima.

Pra quem gosta, uma coisinha pá-pum para o cardápio da semana. Se joguem que eu fico de longe observando, tá?

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