O farfalle ao gorgonzola mais rápido do oeste!
maio 23rd, 2012 § 30 Comentários
Uma vez por semana eu deixo Bê comer na frente da tevê. Geralmente faço uma massa e vamos juntos para o ninho de almofadas do gabinete com os pratos no colo para ver algum desenho bacana do Discovery Kids ou Cartoon.
Pois ontem foi dia de macarrão na frente da tevê e eu fui de farfalle mais ligeiro do mundo. Foi-se o tempo em que eu refogava cebola na manteiga para fazer molho de gorgonzola! Descobri que o molho mais gostoso é também o mais besta e rápido. Na panela, 200g de gorgonzola esmigalhado + 1 caixinha de creme de leite + 1 colher de sobremesa de manteiga. Vai tudo para o fogo médio junto e quando tudo derrete e fica homogêno, tá pronto. Se achar que ressecou um pouco (acontece com o gorgonzola), ao invés de colocar mais creme de leite, some um pouco da água do cozimento da massa, ou simplesmente transfira ela da panela com água quente (al dente até não poder mais – usei De Cecco) direto para o molho, assim ela já vai com um pouco de água.
Mais fácil do que abrir uma caixa de batata cozida à vácuo, né não?
Salpicamos alho frito, moemos pimenta do reino na hora e ralamos pecorino por cima. Deve ser a massinha preferida dele, talvez uma das minhas também.
Meu guri, todo torto, todo errado… mas uma vez por semana pode!
O melhor macarrão do mundo
abril 8th, 2012 § 18 Comentários
São zilhões de possibilidades, mas para mim, na bôua, o melhor macarrão do mundo é assim: a melhor massa possível, al dente, envolvida num molho de tomate muito sincero coberta de parmesão excelente ralado na hora.
O meu molho perfeito é assim: cebola picada dourada de leve na manteiga, um choro do vinho que estou bebendo, que deve evaporar; depois um tanto de tomate pelado (1/2 lata para 1/3 de pacote de massa),1 pitada de açúcar para equilibrar a acidez; um punhado de folhas de manjericão fresco (é, aqui no molho), e um punhado maior ainda do melhor parmesão ralado grosso e na hora (é, aqui no molho); é bom ter caldo de legumes se sentir necessidade de afinar o molho para reduzir depois, o que recomento. Por último, acerte o sal, se necessário, para mim nunca é. E foi.
Cubra sua massa escândalo com este molho e me diga se essa coisa não mexe contigo.

(um cão à espreita | olhar sedutor de um cão à espreita que daria tudo para comer macarrão, só hoje)
Acabei de fazer meu macarrão de molho de tomate sincero para comer no chão da varanda. Consegui tirar Stevie Wonder, coloquei um Brian Setzer & Orchestra, e tô aqui lembrando do meus tempos de produtora de banda psychobilly.
Glauber, meu velho, obrigada pelo Cramps, Brian Setzer, Sonics, Sam Cooke, Screaming Jay, Nancy Sinatra, Reverend Horton Heat e, pricipalmente, Squirrel Nut Zippers, que eu ouço MUITO até hoje.
Macaroni & Cheese
março 29th, 2012 § 10 Comentários
Fiz esse clássico americano para Lu e Bê, esquema confraternização familiar, antes de pegar a estrada.
Sabe aquele negócio de contraste na massa? Molho de tomate vermelho X massa branca? Manjericãozinho verde e coisas que tais? Esqueça! Macaroni & Cheese é uma parada monocromática, calórica “dos inferno”, MAS gostoso para dedéu, devo confessar. Recomendo comer uma vez por ano, que tá de boa.
Eu só fiz esse prato porque encontrei essa massa de caracol LINDA na Perini e ela gritava em letras de neon: faça um macaroni & cheese comigo! E você sabe, eu ouço mantimentos.
Faça um molho branco assim: 1/2 cebola ralada dourada em 1 colher de sopa ENORME de manteiga (receba uma Julia Child sem culpa!), some 1 colher bem cheia de farinha de trigo mexendo energicamente para fritar um pouco. Vai virar uma massinha, daí você junta 2 copos de leite (mexendo loucamente, hein?), rala noz moscada ali, soma 1 caixinha de cream chesse, acerta o sal, se estiver grosso afina com creme de leite e leite, tá? (Eu falei que era punk, não falei? Uma vez por ano, vai!)
Aí é assim:cozinha 1/2 pacote de macaroni (ou uma massa assim semelhante de conchinha) al dente, escorre, joga nesse molho indecente, transfere para um refratário, cobre com parmesão classe A ralado grosso, na hora e MUITO, e leva para gratinar (se tiver grill no teu forno, vai ser A GLÓRIA!) no forno.
Gente, assim, é punk-rock-hardcore no quesito calorias, mas é bom praca.
Linguine com alho negro e manjericão crisp
fevereiro 29th, 2012 § 31 Comentários
Linguine, ‘cê sabe, né? É essa massa longa, fininha, achatadinha e não arredondada, como o espaguete.
E agora que todo mundo já falou do tal do alho negro, chegou a minha vez. De fato, alho negro é um troço massa. Além de lindo e instigante pelo exotismo, tem um cheiro forte e espetacular, que lembra… cogumelo seco, sei lá; depois tem a consistência meio cremosa (tipo quando a gente assa alho comum com casca, sabe como?), e por fim o sabor super leve, delicado e meio adocicado, ao contrário do que sugere a sua aparência diferentona. E o melhor: não deixa bafo!
Alho negro é caro mas acho que dá para investir 15 pilas num alho (acho que foi o preço que vi na Perini, porque nunca comprei, mas ganhei alguns de presente) para finalizar uma massinha glam para 4 pessoas, dá não? Porque eu vou te falar: é uma experiência bacana, viu? Agora assim, um ingrediente especial como este precisa de destaque, daí que a pessoa não pode cair na besteira de preparar um prato cheio de informação, senão ele vai se perder, concorda?
Minhas sugestões de uso são: como entradinha com um azeite espetacular e um pãozinho ídem, numa bruscheta ou sanduíche de luxo, na finalização de um risoto, mas, principalmente, numa massinha basicona.
Eu fiz assim: um zig-zag de azeite de oliva do bom no fundo de uma frigideira teflon + 1 fio de óleo para o azeite não queimar. Quando estava bem quente eu soltei um punhado de manjericão que ficou esquema crisp rapidinho; daí eu baixei o fogo, somei uma colher de manteiga, esperei derreter e juntei 1/3 de um alho negro (uns 4 dentões) fatiado só para dar uma chiadinha ali, e acabou minha gente. Depois foi só misturar dois ninhos de linguine al dente (que eu aprendi com as minhas leitoras que o mais legal é cozinhar só no sal, sem fio de óleo e NUNCA JAMAIS choque térmico para não lavar o amido que agrega o molho, e elas tem TODA a razão, nunca mais cometi esses pecados!) escorrido ali na hora e bem úmido porque essa aguinha aí evita que a massa fique ressecada, apesar da manteiga e do azeite.
Pimenta do reino moída na hora para quem é de pimenta do reino moída na hora e parmesão ralado grosso para todos, pode ser?
Perfeito para almoçar sozinha quando o filho vai passar a tarde com o coleguinha depois da escola. Ô delícia!
Queixume: Poxa, vida, eu não podia ter raspado um ‘cadim de nada de casquinha de limão naquele molho? =(
Risoni de ricota com caranguejo ao pesto de hortelã e semente de abóbora
agosto 15th, 2011 § 19 Comentários
********** ESTRELANDO ***********
Os meus maravilhosos porta-guardanapos de alcachofra da Lu & Casa, por Lucimara Scomparim, leitora delícia e super talentosa, confira você mesma aqui!
Lu, endoidei! Beijo de amor!
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Tá, mas voltando ao prato…
Parece arroz, né? Mas é riso, um macarrão disfarçado de arroz. Espetáculo!
Bom eu fiz um pesto com o que eu tinha em casa, que foi hortelã, com alho, sementes de abóbora torrada e sal, misturei com cubos de kani kama e um belo pedaço de ricota esmigalhada, e reservei.
Cozinhei o riso rapidamente em água fervente, e enquanto isso, dourei cebola e raspinha de limão siciliano
na manteiga; daí quando o riso estava al dente, escorri, mas não completamente, e despejei o riso nesta manteiga com um pouco da sua água de cozimento. Envolvi bem e só neste momento final somei a mistura de ricota com kani e pesto, que não deve cozinhar senão o kani fica emborrachado! Misturei bem, espremi uma banda do limão siciliano que usei para as raspinhas lá na frente, e por fim, somei uma colher de manteiga.
Ficou bom à beça, e eu adorei esse negócio de pesto com semente de abóbora, gente!
Nhoque com presunto e alho-poró e um reencontro com Caetano Veloso
agosto 6th, 2011 § 11 Comentários
Fazer noque é uma coisa engraçadinha, mas tem dia que engraçadinho mesmo é comprar uma caixa de nhoque De Cecco (importante!) semi-pronto, com 2 minutos de cozimento, e jogar pelando e úmido com a água do seu cozimento numa mistura de alho-poró dourado na manteiga com adição de cubos do melhor presunto possível, nada menos do que o excelente Prezato da Sadia. Pimenta do reino moída na hora e parmesão ralado grosso é importante! Comida deliciosa de 10 minutos porque tinha uma despensa louca até o teto de coisa para arrumar.
Tão bom que mereceu uma paradinha especial, um copo de vinho e um reencontro com Caetano Veloso, ouvindo o ótimo Livro, que quando foi lançado em 98, eu estava de mal com ele. Taí, noque de presunto e alho-poró combina deveras com Caetano.
Linguini com salmão e manteiga de sálvia (sem choque térmico, para a Paula)
abril 25th, 2011 § 25 Comentários
Eu aprendi a fazer massa dando choque térmico para interromper o cozimento. Minha avó fazia assim, que passou para a minha mãe, que passou para mim. E como eu sempre me senti muito satisfeita, nunca nem cogitei de mudar a forma; ligava o piloto automático e ia. Depois que comecei a ler mais sobre gastronomia fui percebendo que muitos profissionais renomados condenavam esta prática, alegando que a massa absorve melhor o molho quando apenas escorrida. Mas nem o Jamie fez a minha cabeça, e eu continuava resistindo por teimosia e pura força do hábito.
Até que algumas semanas atrás eu publiquei a receita de um papardelle aqui e a querida leitora Paula, toda delicada e cheia de dedos, tadinha, comentou:
Quanto ao cozimento da massa, posso dar uma dica? Eu tbm fazia como voce, dava um choque termico, mas ouvi muitos chefes falarem que isso e ‘pecado mortal’ entao resolvi seguir a orientacao deles. Hoje eu cozinho a massa e escorro ela quando esta um al dente ainda bem duro para meu gosto, pois sei que ela vai terminar de cozinhar com o calor ou no molho. Qual a diferenca??? Bom, a massa nao perde o ‘starch’ (os residuos de farinha?) e quando misturada a massa, ajuda a incorporar tudo. E nao tambem nao rola aquela ‘piscina’ de agua no fundo da panela ou do prato!
Ai, como eu falo neh. Enfim, fui bem intrometida aqui, nem precisa aceitar meu comentario. Prometo que nao vou ficar chateada, so queria repassar uma dica!
Esse assunto já tinha sido tão discutido à exautão n’outras rodas, inclusive no Rainhas do Lar, que no dia eu só comentei que tinha feito minha opção pelo choque térmico, sem explicar muita coisa (que explicação daria? Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela?), mas super agradecida pela dica muito fofa e delicada que ela deu. Mas quer saber? Fiquei com uma pulga atrás da orelha, um desconforto, uma vozinha zunindo no meu ouvido: larga a mão de ser radical-sem-causa e experimenta, menina, não tá vendo que faz todo o sentido? E desde então tenho feito massas sem choque térmico, esta é a terceira. A primeira foi com molho de tomate; no início achei que estava mais pesado, mas logo percebi que era resistência, birra minha, e apesar de nunca ter tido problema de molho aguado no fundo do prato, realmente, prestando mais atenção do que nunca, achei que o molho mais encorpado mesmo, o que é natural, né? Não lavei a farinha! O segundo foi um alho e óleo que não deu para perceber muito a diferença, mesmo caso de hoje com este molho à base de manteiga. Talvez a tática se aplique melhor a certos tipos de molho, sigo atenta; também não descarto a possibilidade de continuar dando choques térmicos nos dias em que a massa ficar pronta por um tempo considerável antes do molho, e for necessário parar o cozimento. Mas o mais importante é bombardear os pré-conceitos na cozinha também. Obrigada por ajudar de forma tão educada, Paula!
Afe, que depois dessa ladainha toda ainda tem a receita, né?
Então… na parte de baixo da panela de vapor, água com algumas pontas de ervas secas e frescas (bom momento para aproveitar aquelas ervinhas que estão ficando caducas) para aromatizar; liguei o fogo e quando ferveu encaixei a parte de cima com filés de salmão – temperados com meia hora de antecedência, com sal, pimenta do reino moída na hora e gotinhas de limão – e deixei o salmão cozinhando no vapor por coisa de 10 minutos. Ele ficou com textura, sabor e aroma deliciosos. Coloquei a água da massa (250g de linguini) para ferver ao lado em fogo alto virado no diabo, com sal e um fio de óleo. Enquanto isso parti para a manteiga: coloquei duas colheres bem cheias de manteiga da boa para derreter em fogo baixo, colhi as impurezas (aquela espuminha) e lá estava a minha manteiga clarificada. Esta manteiga é uma santa porque não queima, pode fritar o que quiser numa boa e ela aguenta firme e forte, além de ter sabor mais leve. A minha ficou meia-boca porque eu estava sem paciência e sem tempo de colher as impurezas bonitinho, mas, não se pode ter tudo todos os dias, não é verdade? E depois, eu já tinha feito um forte exercício de desapego e estava cansada (cansa, viu? abrir mão de conceitos arraigados? malhação!). Nesta manteiga eu fritei um alho em fatias e um punhado de folhas de sálvia até ficar esquema crisp. Colhi as folhas, reservei, e coloquei 3 pedaços de filé de salmão na panela com a manteiga e dei uma quebrada neles, tudo em fogo baixo. Envolvi bem, e depois misturei o salmão na manteiga à massa apenas escorrida. Já no prato, coroei a massa com a sálvia crisp. Com esta coroa de sálvia crisp devo dizer que começo a entender a Nigella fritando hortaliças (fica uma delícia). Quer ver outra coisa uó, que nem preconceito? Julgamentos. Tentar me livrar deles também é uma coisa que dá para treinar na cozinha.
Bom, a massa estava perfeita. Não acrescentei nada mais. Nem pimenta, nem parmesão, nada. Linda.
Medalhões de frango com gravatinha ao limão ou Ele escolhe pela foto
março 11th, 2011 § 30 Comentários
Bento fica folheando os meus livros de receita e escolhendo as que ele acha “bonitinhas”. Me azucrinou para fazer um medalhão que ele achou numa revista véia. Não tinha carne e eu perguntei se podia ser com frango, e ele disse que “daquela vez” podia, ó como ele é bom pra mim? =/
Bem, há 3 formas de se obter um medalhão, que eu saiba:
1- Comprando uma peça alta de carne, tratando, enrolando bem prensadinha com papel filme (há quem leve ao congelador para endurecer um pouco) e depois cortando as fatias grossas ou medalhões. Para isso é necessária alguma intimidade com as carnes e alguma técnica;
2- Pedindo para o açougueiro gracinha;
3- Compondo um medalhão, como eu fiz aqui.
É difícil fazer medalhão com a carne do frango em pedaços por conta do tamanho da galinha. Nunca tentei fazer medalhão com peito de frango, mas por mais bombado que ele seja (lá ele!) dá o quê, uns 5 medalhões? Menos talvez, e mesmo assim nem sei se eles ficariam fofinhos do mesmo tamanho. É aí que o trucão da carne processada, desfiada, moída entra em cena.
Eu tenho medo de processar carne de frango porque ele vira uma pasta e eu começo a duvidar que aquilo é um frango mesmo, daí para evitar emoções muito fortes, eu preferi usar carne de frango desfiada. Pronta, confesso, que eu estava morta de preguiça! Tem uma marca chamada Pif Paf no mercado que já vende o pseudo-frango pré-cozido e desfiado. Daí é dar liga e sabor. Temperei com o temperinho mágico da Lívia (vai rolar a receita, calma) que é sal, pimenta, alho e ervas tudo pilado + 1 ovo + pão de forma umedecido em leite, azeite de oliva e 1 colherzinha de mostarda. Deu um ponto que dava para enrolar, mas não era aquela coisa super homogênea, até porque o frango estava desfiado e não processado, que é mais fácil de enrolar, mas estava massa para o que eu queria. Fiz os medalhões na mão grande mesmo (mas a comadre pode usar um copinho de patê, xícara ou qualquer coisa que a valha, pincelada com azeite, para enformar), enrolei cada um numa fatia de bacon (evite a Seara que é muito grossa, mas na quitanda do interior era só a que tinha) e nem prendi com nada, só encostei os medalhões na borda da assadeira e depois de assados estavam inteirinhos e grudadinhos. Pronto, levei ao forno para dourar e foi! Você que entortou o nariz para o bacon, tira e dá para o cão, que ele vai adorar!
Lançando mão deste método de enformar a carne processada ou moída ou desfiada com liga, você pode fazer medalhão do que quiser, inclusive com uma jardineira de vegetais, substituindo o bacon por fatias de berinjela ou abobrinha, já pensou? Não arrasei na proposta vegana?
Para acompanhar fiz um farfalle (macarrão gravatinha) al dente e depois envolvi numa manteiga derretida com alho, raspas de limão, um pouco de creme de leite e parmesão, que, UI!, ficou tudo.
Papardelle ao sugo com crocante de bacon
fevereiro 24th, 2011 § 23 Comentários
Papardelle é um tipo de massa longa e larga, talvez a mais larga de todas, com pelo menos 1 dedo de largura, como você pode ver na foto 1. Eu resistia muito a comprar papardelle porque ele me parecia muito pesado, justamente por ser uma massa larga mas não, já que a largura é compensada pela espessura, bem fina.
Essa é da série rapidinhasparadiascaóticos! Mesmo assim deu para aromatizar a água da cocção da massa com o último bouquet-garni (buquezinho de ervas) do saquinho luxo que a Silvia mandou de Paris, desculpa. Quando ferve a gente retira o buquê e por isso as ervas são arranjadas em buquês, para facilitar a sua retirada sem que as ervas se misturem à massa já que não queremos elas presentes no prato final, mas apenas o seu aroma impregnado na massa. É cozinhar a massa, atenta para escorrê-la al dente, porque este detalhe pode ser fatal, afinal, massa mole não rola, concorda? E outra: eu dou choque térmico sim, para parar tudo, senão, você sabe, o calor ali contido continua cozinhando a massa e você corre o risco de, mesmo tendo retirado do fogo al dente, ter uma massa mais cozida do que o planejado. Depois do choque térmico, deixo escorrer um pouco e hidrato com azeite de oliva para ficar soltinha e brilhante.
O molho! Reduzi cubinhos de bacon numa panela, retirei os torresminhos, dispensei a gordura do bacon, coloquei um pouquinho de azeite de oliva e somei 4 tomates em cubinhos e 1 cebola branca pequena picadinha; deixei refogar, quando estavam macios, incorporei um pouco de molho de tomate pronto, caldo de legumes caseiro sem sal, folhas de manjericão, e deixei cozinhar, reduzir, acertei o sal e o açúcar (uma boa pitada para equilibrar a acidez do tomate) e foi. Nenhum molho 100% caseiro, não deu para retirar a pele dos tomates, pois não houve tempo, mas um belo molho de tomates, sim senhora.
O croncantinho de bacon a gente polvilha depois de montado o prato, porque ele fica besta se a gente incorpora ao molho, fica emborrachadinho, sabe como? Daí ele entra para arrematar a paradinha junto com o parmesão ralado na hora e a pimenta do reino moída na hora, sempre.
Rapidinha é importante. =)


















