Troquei a balada por um sanduíche caseiro, e foi jogo!

março 10th, 2012 § 15 Comentários


(ai, como eu odeio foto com flash!)

Tô muito baladeira. Com a desculpa de assistir a tudo de bom que está em cartaz no cinema, depois vem uma esticadinha, e daí já viu, né? Uma passadinha no Dois de Julho para ver o que tá rolando no Mocambinho e no Líder; uma passadinha na Mouraria para comer um pastel de mariscada nos Internacionais; uma passadinha na Barra para ver o que tá rolando no La Lupeta; geral no Rio Vermelho; geral no circuito D’Venetta, Oliveira, Ulisses, no Santo Antonio… e em cada um desses lugares vou encontrando um povo delícia e vou ficando.

Mas hoje eu não segurei a onda não. Fui ver O Artista (LENDO), e na volta dei uma passada BÁSICA, de praxe, no Dois de Julho e quando vi a fofa da atriz Raíça Bonfim atravessando a rua montada num figurino de senhora, muito deprimida, entendi imediatamente que estava rolando alguma performance no Líder, porque aquela não era a Raíça, era uma personagem, óbvio. Parei, entrei, adorei, mil gentes, mas eu estava com sono acumulado e fome. Deu uma vontade de comer em casa. Um sanduíche. Eu tinha queijo cottage, peito de peru, mas precisava comprar um pão bala, uma rúcula e um vinho, né? A Perini fecharia em 15 minutos quando eu tive esse insight, e me despedi correndo do povo teatral ótimo que estava por lá (PaulaLice, eu te amo também) e sai correndo. Enfiei o pé na porta se fechando e consegui entrar LINDA no último segundo com os funcionários querendo me matar (sorry!).

Comprei o que precisava e cá estou eu a me deliciar com meu programa de sábado à noite: sanduíche de pão australiano (preto e leve com gergelim) aquecido, rúcula temperada com azeite de oliva, sal e pimenta, peito de peru e cottage; com um carmenèrzinho chileno baratinho e delícia. Na “vitrola” Henri Salvador provocando alguma melancolia. Tô feliz, porém.

Gente, quanto filme bom em cartaz, hein? Vocês viram Minhas tardes com Margheritte? E Conto Chinês? E Hugo? E Inquietos? E O Artista? E O Palhaço? E As mulheres do 6° andar? E A Separação? Afe! Todos deliciosos! Amanhã vou ver Românticos anônimos, uma coisa lambuzada de chocolate… vai que rola um post.

*com a boca cheia de sanduíche*

Hamburguer quadrado de peixe

outubro 1st, 2011 § 20 Comentários

Eu tinha comprado estas postas de dourado para fazer um escabeche, mas hoje na hora de preparar o almoço eu saquei que não tinha os ingredientes todos e sair para comprar estava fora de cogitação. Eu ia ter que fazer outra coisa com aquele peixe, até porque não tinha mais NADA em casa, assim de proteína, e eu PRECISO de proteína na hora do almoço!!!!!

E assim surgiram meus hamburgueres de peixe. Temperei as postas com o temperinho mágico da Lívia (mas você pode temperar com sal, pimenta e gotinhas de limão) e dei uma rápida cozida no vapor. Depois separei as espinhas cuidadosamente e espatifei toda a carne com os dedos na minha meiga tigelinha rendada e juntei ovo, farelo de pão de milho, fios de azeite de oliva, um tantinho de creme de leite, cebola picadinha, um punhado de salsa fresca picada e um cheirinho de curry daquele amarelão basicão mesmo.

Misturei tudo e fiz os hamburgures com a ajuda de um molde quadrado, só para chatear, como diria a minha amiga Silvinha Teixeira, já acomodando-os numa forma de teflon untada com óleo, porque hamburguer aqui em casa é assadinho. Mas cuidado para não esturricar, hein? Dourou embaixo, vira com uma espátula e quando voltar para o forno já pode desligar que o lado de baixo doura só com o calor do forno. E fique atenta também para tirar a forma do forno tão logo o lado de baixo estiver dourado, senão ele continua assando ali naquele calor e resseca do mesmo jeito.

Morro de preguicinha de fazer molho, é que nem enxugar louça e fazer suco, a treva! Daí eu dispus molho shoyu, mostarda e azeite para ficar hidratando cada pedacinho com um molho diferente, mas fica à vontade e faz um molho escândalo, que você é uma pessoa evoluída!

Hamburguer de peixe é uma delícia tanto nas versões almocinho com salada, quanto na versão sanduíche. Bom, pelo menos eu acho. Na verdade, eu amo!

Mix de frutas secas

agosto 12th, 2011 § 20 Comentários

200g de nozes + 200g de nozes de macadâmia (uma das maravilhas do mundo) + 200g de castanhas + 200g de pistache sem casca (que eu não atirei pedra na cruz de bodoque!) + 200g de frutas desidratadas. Com sal só as nozes de macadâmia, com açúcar nada. Misture tudo e faça duas coisas:

1- Porçõezinhas em saquinhos distribuídas pelo porta-luvas e bolsa para quando a fome apertar.
2- Sirva como petisco para os amigos roerem no tapete da sala.

Coisa linda de Deus!

Quiche Lorraine

agosto 2nd, 2011 § 16 Comentários

Eu acho quiche uma coisa muito bacana e versátil; já comi muitas massas e recheios diferentes e deliciosos, em várias ocasiões, mas não tem jeito: a minha preferida é mesmo a classicona francesa Lorraine.

Desde que eu experimentei esta receita do livro A Cozinha Francesa, da coleção Cozinha das 7 Famílias (Larousse) tive a certeza de que nunca mais precisaria experimentar nenhuma outra.

Prepare uma massa podre : 250g de farinha de trigo numa tigela + 1 pitadona de sal + 2 colheres de manteiga + 1 gema de ovo + 50ml de água. É misturar bem com as pontas dos dedos até obter uma massa homogênea e reservar por 1 hora.

Enquanto isso…

Coloque numa panela 250g de bacon magro em cubinhos com 100ml de vinho branco e deixe cozinhar por uns 10 minutos, escorra os cubinhos, e reserve.

Pré-aqueça o forno médio!

Numa tigela misture: 2 ovos + 2 gemas + 250ml de creme de leite fresco ou de caixinha + 250ml de leite + sal a gosto + pimenta seca a gosto.

Unte uma forma com fundo removível, abra a massa com um rolo, encaixe na forma, acerte, faça furinhos no fundo com um garfo. Agora distribua o bacon (falei que pode ser feito com presunto em cubinhos também?), depois 200g de queijo emmenthal ralado grosso (vale gouda!), e por fim a mistura com ovos.

Leve ao forno por 30 minutos, deixe esfriar, desenforme e seja feliz!

Ah! Eu gosto assim, fininha. =)

Tortinhas de pão

agosto 1st, 2011 § 15 Comentários

Adoro fazer essa tortinha para lanche e festa de guri. É batata, eles adoram!

Com um aro, corte fatias de pão de forma em círculos, unte com azeite de oliva dos dois lados, encaixe em forminhas de empada e recheie com o que quiser. O meu recheio preferido é queijo, tomate e manjericão, mas para chamá-la de sua, você recheia como quiser!

Depois é levar ao forno pré-aquecido só para derreter o queijo e deixar o pãozinho crocante, e foi!

Sugestões de recheio: presunto+queijo | brie+geléia de frutas vermelhas | pasta de ricota com requeijão e hortelã | atum | cachorro-quente | cheddar-cebola, e por aí vai, né colega?

Desde que publiquei essa receita no Rainhas do Lar, já fiz várias versões, todas ótimas e indolores, no velho esquema pá-pum, que a gente adora. E outra: além de muito fácil e fofo, é baratérrimo!

Ó que beleza!

Vamo’ brincar de fazer tortinha de pão?

Cuzcuz de milho (para a Paula Yuri)

abril 28th, 2011 § 34 Comentários

Quando eu postei uma recente viagem a Aracaju aqui no Pitéu, a minha querida leitora “japa paraguaia” Paula Yuri, pediu para eu ensinar a fazer o cuzcuz de milho que ela viu na foto do café da manhã do hotel.

Este cuzcuz é muitíssimo comum nos cafés da manhã e ceias nordestinas, bem como a sua versão doce, com coco na massa e na calda. Peguei carona no cuzcuz que a mamãe fez no feriado e aproveitei para fazer um dengo na Paulinha.

A coisa é muito simples, mas para o cuzcuz ficar fofinho, a dica veio do meu pai, que foi quem ensinou a minha mãe a fazer cuzcuz: é preciso hidratar os flocos de milho de véspera, ou pelo menos com algumas horas de antecedência, tipo 4, no mínimo.

Numa tigela coloque 250g de flocos de milho (flocão é melhor) e vá hidratando com as mãos com coisa de menos de meio copo americano de água ou o suficiente para que os grãos estejam apenas úmidos, mas não encharcados! Deixe repousar pelo tempo que combinamos. Na hora de finalizar o cuzcuz você vai perceber que os flocos cresceram um pouquinho, mas que vão precisar de mais um pouquinho de hidratação, coisa de mãos molhadas na manipulação apenas, até que os grãos voltem as estar úmidos, mas não encharcados. Junte sal a gosto apenas. Na água do cuzcuzeiro, minha mãe põe algumas sementes de erva-doce, para aromatizar a massa (trucão massa). Agora é colocar a massa de milho na parte superior do cuzcuzeiro delicadamente com atenção para uma dica importantíssima: não pode pressionar/ apertar muito, que é para o vapor d’água penetrar na massa e garantir um cozimento homogêneo e maciez.

Pronto! Leve ao fogo médio e depois que levantar fervura deixe cozinhar por 10 a 15 minutos!

Você pode comer este cuzcuz apenas com manteiga da boa e já será um deleite; há quem coma com carne do sol ou linguiça fritos e acebolados, que fica muito bom também; mas eu gosto mesmo de comer com ovo de quintal frito na manteiga com um pingadinho de leite na mistura… são os ovos ao leite.

Pão de manjericão com gorgonzola

abril 17th, 2011 § 50 Comentários

Se eu posso ter um delicioso pão de liquidificador, para quê sovar massa, né? É por isso que desde que aprendi a receita básica de pão de ervas com a Andréa Espínola, leitora do Rainhas do Lar, quando eu faço pão em casa, é só de liquidificador. Já adaptei a receita e fiz várias versões, como a de capim santo, que fez muito sucesso entre os meus clientes e amigos, e mais recentemente, este aqui, que atualmente é o meu preferido.

Antes de qualquer coisa, a comadre já unta e enfarinha duas formas de bolo inglês, tá?

No liquidificador, 3 ovos inteiros, 2 copos d’água, 1 copo de azeite de oliva extravirgem honesto honestíssimo, 3 colheres de açúcar demerara, 1 cebola roxa pequena partida em 4, 2 dentes de alho, sal a gosto, 1 envelope de fermento biológico (cada um corresponde a 3 tabletes), e um buquê de manjericão fresco enorme (que é para ficar beeeeeeem forte) sem os talos, e bem lavadinho e escorrido. Bata bem e reserve.

Tome uma tigela grande, coloque 5 xícaras de farinha de trigo, abra um buraco no meio e vá deitando a mistura líquida aos poucos, ao mesmo tempo em que vai misturando delicadamente até fomar uma mistura homogênea; desta última vez, usei xícaras extra cheias de farinha, achei que a mistura ficou muito pesada e coloquei um pouquinho de leite para afinar, de olho, ali mesmo, e a massa ficou perfeita, cremosinha…

Agora coloque um pouco de massa no fundo de cada forma, ocupando 1/3 de sua capacidade, acrescente uma camada de gorgonzola em pedaços e cubra com o restante da massa. Deixe descansar por 1 hora, e leve ao forno até o cheiro do pão gritar lá da cozinha: Me tira daqui que eu tô pronto!

(!) Publiquei este pitéu no blog Rainhas do Lar em fevereiro de 2009. O post foi revisado e atualizado para o Pitéu_cozinhafetiva.

Empadas gregas de espinafre e queijo feta ou Um sopro azul que veio da Grécia

março 3rd, 2011 § 48 Comentários

Tudo começou quando eu publiquei uma receita no Rainhas do Lar usando massa fillo. Na sequência, recebi um e-mail de uma leitora brasileira – que casou com um deus grego e foi morar na Grécia, onde constituiu família e vive há 16 anos – me dizendo o quanto era comum entres os gregos a utilização da tal massa, e me mandou uma receita muito simples com a massa, ovos e queijo feta. Foi além e disse que adoraria enviar um livro de receitas gregas típicas para mim.

Alguns dias depois, no meio de uma manhã infernal, o meu telefone tocou e eu ouvi uma voz muito calma e gentil do outro lado da linha. Era a Luciene. Da Grécia. Uma ligação da Grécia não é uma ligação qualquer, vamo’ combinar? Porque a Grécia do meu imaginário é fílmica, encantada, mítica! Foi como uma conexão com o fantástico. O mundo parou e bateu uma brisa azul na minha cara. A Luciene não sabe, mas aquela ligação foi um presente.

Mais alguns dias e o meu livro chegou, com postal, encarte da Grécia, olhos gregos, mimo pra Bento e carta escrita à mão, um encanto! Grudei no livro com força e só larguei depois de assimilar claramente a dieta grega, à base de excelentes azeites de oliva, leite de cabra, queijos de leite de cabra, iogurte, vegetais e frutos do mar muito frescos, frutas, vinho, mel. Uma dieta leve, equilibrada e simples, que só pode mesmo produzir deuses e deusas gregos.

Fechei o livro e corri para a Perini para comprar queijo feta (queijo grego feito com leite de cabra) e preparar empadas gregas para ilustrar este post em agradecimento à Luciene, mas apenas uma versão bem minimalista, já que no livro as empadas de espinafres e queijo feta, levam ainda alho poró, endro e trahanás, que deve ser um cereal, pelo que entendi (Luciene, me ajuda?). Bom, se as minhas empadas tão simples ficaram espetaculares, posso imaginar o que sejam as originais.

O queijo feta estava pela hora da morte, coisa de 83 pilas o quilo, de modos que o menor pedaço que eu encontrei, de 300 gramas e alguma coisa, saiu por 30 pilas (ui), mas para o diabo!, era por uma boa, ótima causa, e como vale a pena colocar um pedaço de queijo feta na boca! O sabor do feta é muito leve, muito suave, muito elegante. Dá vontade de viver de feta.

A única coisa que eu preparei foi o espinafre. Destalei as folhas, lavei bem, escorri, sobrepus e cortei fininho, para depois refogar em azeite de oliva do bom, cebola e alho picadinhos. O resto é montar. Comprei folhas de massa folhada para porções individuais, e fui dispondo folha (molhando as bordas com a pontinha dos dedos para grudar legal uma na outra), camada de espinafre (com bordas livres para fechar) e queijo feta esmigalhado com os dedos; depois outra folha e fui emborcando as bordas para cima. Untei uma forma, dispus as empadas, pincelei mais um pouco de azeite de oliva e levei ao forno baixo (é muito rápido, as minhas quase queimaram enquanto eu fazia um brinde com o meu amigo LG, que passou rápido pela cidade rumo a Trancoso). Posso falar? A combinação massa folhada + espinafre refogadinho assim + queijo feta formam o triângulo amoroso mais perfeito de que já tive notícia, bote fé.

Mas sobre o sopro azul que veio da Grécia…

Meus mimos, a praia de Zakhintos em seu azul real, e a linda da Luciene, toda grega.

Luciene, querida, seu convite está azucrinando o meu juízo. Não posso e não vou fazer a passagem sem respirar esse azul, anota aí!

Tem alguém aqui que não acredita que viver é bom?

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