Namorico de banana com queijo coalho

abril 29th, 2012 § 11 Comentários

Namorico é o nome que uso quando misturo duas vedetes num prato. Esse aqui é campeão, dos mais pedidos nas minhas festas, desde sempre. Combinação da roça disfarçada de alta gastronomia, veja como é fácil de fazer e servir essa entradinha glam, recebida com euforia em qualquer roda, de pagode a sarau inteléquituau.

Corte bananas da prata firmes em rodelinhas com largura de um dedo e doure-as rapidamente na manteiga numa frigideira de teflon;

Corte quadradinhos de queijo de coalho (tem uns que derretem demais que não funcionam) e leve ao forno pré-aquecido por coisa de 5 minutos, só para dar uma a amolecidinha!

Tome um prato de sobremesa, vá retirando o queijo da assadeira com uma espátula, colocando dois quadradinhos em cada prato. Sobre cada um, uma rodelinha de banana dourada, e por fim, um zig-zag de melaço de cana (pode ser creme balsâmico também).

Agora corre, despacha rápido para o salão, que é para chegar morninho!

Guacamole!

abril 2nd, 2012 § 23 Comentários

Os queridos Graham acabam de deixar o paraíso com seus convidados e a esta altura devem estar sobrevoando o mar azul. Eu fico até amanhã aqui no paraíso, fechando a minha cozinha até a próxima temporada, para depois ficar bailando entre a piscina e o mar, bêbada de tanto azul, que eu não sou obrigada! Amanhã cedo pego a primeira lancha de volta para o cangote do meu filho, que neste ínterim teve o seu primeiro dentinho de leite mole. Bê, segura aí até a mamãe chegar, que eu não posso perder isso, hein? Você acreditam que ontem ao telefone ele fez uma música LINDA para mim chamada Cheirinho da Mamãe? Assim, na hora? Cheia de melodia e nada óbvia, como aquelas que a gente faz para eles? Sangue do pai, não tem jeito. Fiquei toda molinha! =)

Olha, não deu para assoviar, chupar cana e fotografar tudo o que cozinhei, mas salvei várias coisas para publicar para vocês, meus docinhos de coco com raspas de gengibre e limão! Vai rolar paella, polenta com ragu, ratatouille, arroz de pato, minestrone, doce de banana, várias saladinhas meigas, e dicas de coisas pheenas que eu trouxe para experimentar por aqui, fechado?

Eu não como abacate, mas AMO guacamole, vai entender! É que neste molho mexicano, com hortelã (o meu, porque parece que o original é com coentro), limão, azeite, tomate e pimentão, ele fica MUITO refrescante. Faz aí e me diz, porque é simples que só!

Descasque e amasse a polpa de um abacate bem lindo, bem grande, maduro ma non troppo! Agora some 1 tomate picado sem pele nem semente, 1/2 pimenta dedo-de-moça vermelha (cortada ao comprido) sem sementes BEM picadinha, 1 colher de sopa de pimentão vermelho picado, 1 colher de sopa de um pimentão amarelo picado, 1 punhadinho de hortelã fresca picadinha, suco de 1 limão, regue com azeite de oliva do bom, e leve à geladeira para esfriar por 1 hora que seja.

Receba uma Frida e coma com nachos! Delícia para servir de entradinha em dias quentes!

“Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto, eu tô voltando…”

Ai, doida pra comer feijão com arroz!

Canapé de beiju com carne seca toda trabalhada na páprica picante!

março 31st, 2012 § 15 Comentários

Fiz para receber os anfitriões e seus convidados ontem quando chegaram ao paraíso, enquanto se espalhavam pelos quartos e faziam o reconhecimento da área. Com caipirinha, lógico.

Beiju do tipo hóstia a gente compra fácil em Salvador, Ceasinha não tem erro. Daí eu deixei a charque coxão de molho de véspera, trocando a água 3 vezes; de manhã cozinhei na pressão em água com talo de alho-poró, 1 cebola com 4 cravos espetados, e 2 dentes de alho; desfiei, refoguei na manteiga e cebola roxa, somei um pouquinho só de molho branco pronto só para dar uma liga, juntei uma colherzinha de chá de páprica picante (para uns 400g de carne), um punhado bem bom de salsa fresca e foi!

Montar o canapé é gracinha. Use um garfo para pegar um tantinho de carne, ajeite no beiju (que foi aquecido no forno com manteiga para ficar crocante!) e coroe com uma pimenta biquinho (ou beijinho).

Se tiver bocão, coma de uma só vez; se tiver boquinha, vai cair crocante de beiju no decote, mas tá tudo certo, né? =)

Do amor: Petit camembert com geléia de amora… quentinho

março 25th, 2012 § 26 Comentários

Negócio de brie com geléia até pouco tempo era bafão em festa grã-fina, agora acalmou. Mas que o negócio é bom, isso é. Brie e camembert com geléia de fruta, especialmente as vermelhas, é realmente um negócio muito louco de bom. Queijo com fruta, né? Não tem erro, franceses sabem das coisas.

Das primeiras vezes que comi, o queijo e a geléia estavam em temperatura ambiente e já era do balacobaco, mas depois que eu descobri que uma leve aquecida deixa a combinação mais… voluptuosa, passei a aquecer sempre.

Você pode fazer com um queijo grande inteiro numa festa para muitas pessoas, mas em casa eu faço versão petit camembert, que a gente encontra fácil nos mercados (10 pilas). Coloco a bolinha no fundinho do meu prato de risoto escândalo pau pra toda obra, que a querida Fafah me deu, faço furos em cima com a ponta de um garfo ou qualquer coisa que o valha, cubro com generosa camada de geléia (aqui de amora, que amo loucamente) e levo ao forno médio pré-aquecido por 10 minutos. Detalhe: eu fui estender uma roupa no varal e me passei do ponto, daí o meu derreteu demais, fica esperta e não faz a lesada que nem eu, hã?

Pronto, agora tudo o que você precisa é de uma torradinha bem básica ou um beijuzinho tipo hóstia para pecar (!).

Perfeito para um café da manhã a dois, depois de tórrida noite de amor, o que, infelizmente, não é o meu caso hoje.

Bolinhas de cottage em molho pesto

março 8th, 2012 § 12 Comentários

A maciez e leveza do cottage sobre o delírio do pesto, para encaixar na mesa de antepastos. É só usar um boleador ou mesmo duas colheres de café para modelar as bolinhas. Com uma espátula você captura uma bolinha ou meia bolinha, que já vem com o pesto ali embaixo, prontinho para deslizar sobre um pãozinho honesto de festa, daqueles mini, de gergelim, ou cenoura, ou ervas, ou mandioquinha, ou preto.

Fiz ontem aqui em casa essa delícia, minha leitura de uma coisa parecida que eu comi no couvert do Amado, quando me fiz aquela velha pegunta: “Como é que eu nunca pensei nisto antes?”

Espetáculo! E o que é melhor: esquema pá-pum.

Rolinhos de papel arroz com recheio de salmão, cream cheese e cebolinha (ah! e molho mezzo oriental!)

fevereiro 17th, 2012 § 9 Comentários

Toda santa vez que o meu amigo Marcus vem de Toronto traz umas coisinhas de comer de lá que não são tão comuns aqui em Salvador. Na minha última pacoteira veio esses discos de papel arroz para fazer wrap, ou roll, ou rolinhos, que não precisa enROLLar tanto a língua, e eu estou aqui para facilitar a sua vida, colega.

Os discos são rígidos, mas é só cobrir um a um com um pano limpérrimo úmido por alguns minutos (eu fiz isso dos dois lados) que eles hidratam e ficam macios. Daí é rechear, enROLLar e foi!

Eu ADORO essa combinação de salmão com cream cheese, cebolinha e um molho algo oriental, que pode ser teryiaki. Comi pela primeira vez no recheio do meu crepe favorito do Mariposa, o Philadelphia, que leva também camarão. Desde então, e isso faz muitos anos, simplesmente não consigo comer outro crepe lá, um inferno!

O salmão eu tempero com sal, pimenta moída na hora, gotas de limão, um fio de azeite e leve ao bapho! (vapor) ou ao forno pré-aquecido só para soltar da pele, coisa rápida! Daí eu desfio e ele está pronto.

Sobre o disco vou dispondo o salmão, uma camada de cream cheese, cebolinha em micro-anéis, enROLLo, e faço zig-zag de molho, que eu fiz com uma parte de melaço para uma parte de shoyu.

Neste mesmo dia fiz rolinhos também com as sobras do mignon aqui de baixo, mas a foto ficou da biza (bizarra), como diz o meu amigo Amadeu; ficaram parecendo charutos de macumba, manja? Mas ficou bom, pacas!

Ó, se não tiver disco de papel de arroz faz com pão folha, rap 10, qualquer coisa assim…

Ô negócio bom para levar para a casa do amigo e tomar um vinho enquanto se prepara o almoço naqueles dias em que a gente liga um para o outro e junta o que tem nas nossas geladeiras para fazer festenha de sábado de manhã!

Olha os discos aê:

Marquito, eu queria TANTO fazer um rolinho vegano em sua homenagem, mas “a carne” é fraca! Perdoa? Vou tentar com o bifun, apesar de sonhar com ele todo emboladinho com muito, MUITO camarão!!!!!!!

Creme de abóbora com roquefort

outubro 16th, 2011 § 28 Comentários

Toda vez que sirvo este creme como entrada, geralmente para jantares, é sucesso, o povo pira. Elegante e muito simples de preparar, ele impressiona e quem toma nunca esquece.

É só cozinhar uma abóbora linda de morrer em caldo de legumes. Você até pode usar caldo pronto, mas eu me sinto uma mulher mais honesta quando preparo o meu próprio caldo bem concentrado, com uma cebola com uns 4 cravinhos espetados, 2 dentes de alho inteiros, folhas de alho-poró, e as ervas que você tiver (alecrim, manjericão, salsinha, louro, vale tudo) para 1,5l de água. Coar o caldo, voltar para a panela e colocar a abóbora para cozinhar até ficar BEM molinha. Depois retire os pedaços de abóbora bem cozidos e bata no liquidificador com o caldo do cozimento até a consistência ideal para você. Volte o creme para a panela em fogo baixo para levantar fervura, junte um belo fio de creme de leite, um punhado de roquefort (ou gorgonzola) esmigalhado, acerte o sal se necessário, e por fim um punhado de salsinha fresca já com o fogo desligado. Já é.

Recheio clássico para o clássico pastel de carne

outubro 11th, 2011 § 13 Comentários

Meu pasteleiro dançou e eu mesma tive que produzir os pasteizinhos da festa de boteco kitsch que comentei ali embaixo. Fui dos clássicos queijo e carne, e adoraria ter podido fotografar várias etapas de dicas bacanas na hora de fazer pastel, mas ou a pessoa assovia ou chupa cana, né não?

O recheio cRássico de carne leva ovos cozidos e azeitonas verdes, que juntos formam linda combinação, mas tem segredo para a carne ficar soltinha e molhadinha, mas sem caldo, senão encharca a massa, concorda?

Comprei alcatra moída, soltei com um garfo e levei ao fogo baixo numa panela assim in natura sem nadinha, só para soltar a água e cozinhar ali mesmo; importante sempre ir desfazendo as bolinhas com o garfo. Quando estava macia e quase totalmente sequinha, misturei um pouquinho de garan masala (opcional e não tem nada a ver com a receita clássica na verdade), desliguei o fogo, transferi a carne para uma tigelinha e na mesma panela coloquei cubinhos mínimos de tomate maduro e cebola branca bem picadinha para refogar em óleo de canola com um fio de azeite de oliva, depois devolvi a carne macia e úmida para a panela, temperei com sal e Tabasco, somei azeitonas verdes picadas, desliguei o fogo e, por fim, juntei ovos cozidos picados e um “mói” de salsinha fresca bem picadinha. Pronto, delícia.

Eu usei discos de mini-pastéis Massa Leve, que nunca dizem na embalagem quantos discos vem ali, mas sim o peso líquido, um inferno para uma pessoa que precisa trabalhar com unidades, mas eu vou cantar essa bola para as colegas, agora que já contei. É coisa de 23 discos por pacote, falei?

Para o pastel ficar bem fechadinho, é necessário molhar com a ponta dos dedos as suas bordas, antes de colocar o recheio no meio, sim? E para pressionar as pontas nada de garfo como a mamãe fazia, que dá trabalho e vai ficando tosco depois do décimo, que eu sei. Eu uso um ramequim ou qualquer outro potinho de vidro pequeno emborcado, encaixo nas bordas do pastel fechado em meia-lua e pressiono.

É fritar em tacho com bastante óleo virgem pelando, e ficar esperta, porque é jogo rápido.

Pastel é pecado; aquilo não é coisa de Deus não.

Notinha de rodapé: Este recheio serve para omeletinhas, panquequinhas e coisas que tais, valeu?

Sacanagem

outubro 9th, 2011 § 48 Comentários

Eu adoro a estética kitsch, incluindo comidinhas kitsch, e nessa linha, nada supera a boa e velha sacanagem, que consiste em espetinhos (nos quais não pode faltar salsicha sob nenhuma hipótese, senão não é sacanagem, lamento), enfiados, originalmente, em melancias.

Na minha cabeça a sacanagem surgiu nos idos dos 70, mas me corrijam de se eu estiver errada. Não tinha festinha pra frentex sem sacanagem. Até em festa de família honesta tinha sacanagem.

Me lembro que o povo costumava cortar as melancias e emborcar simplesmente, daí juntava água, e para contê-la costuma-se cobrir a parte de baixo com papel laminado, o que não adiantava nada e ainda ficava com um visual bizarrão.

Bom, eu cresci, evolui e a minha sacanagem também, de modos que hoje em dia sou cheia das técnicas; corto a melancia ao meio, retiro toda a polpa (gente não posso esquecer daquela polpa no congelador!), raspo com uma colher, lavo, seco e deixo tomar sol na véspera; ficam duas carcaças sequinhas. Só daí eu emborco no dia seguinte para espetar os palitos. Nesta sacanagem que fiz ontem para esta festa de boteco kitsch, eu usei salsichas aferventadas em água (aromatizada com cebola, alho-poró, alho e cenoura), tomatinho cereja, mussarela e azeitona em espetos de churrasco.

Adoooooooooro sacanagem.

Mix de frutas secas

agosto 12th, 2011 § 20 Comentários

200g de nozes + 200g de nozes de macadâmia (uma das maravilhas do mundo) + 200g de castanhas + 200g de pistache sem casca (que eu não atirei pedra na cruz de bodoque!) + 200g de frutas desidratadas. Com sal só as nozes de macadâmia, com açúcar nada. Misture tudo e faça duas coisas:

1- Porçõezinhas em saquinhos distribuídas pelo porta-luvas e bolsa para quando a fome apertar.
2- Sirva como petisco para os amigos roerem no tapete da sala.

Coisa linda de Deus!

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