Lombinho suíno com laminha de mostarda

setembro 26th, 2011 § 9 Comentários

Adoro lombinho. Quando encontro aquelas bandejinhas de lombinho fatiado bem fresquinhos no mercado, não resisto.

Estes eu temperei com sal, pimenta em grãos, 2 dentes de alho, raspinhas de gengibre, folhas de hortelã fresca e gotas de limão, tudo amassadinho no pilão. Deixei marinando por coisa de 4 horas e o tempo foi lindo.

Numa frigideira de teflon untada com óleo, eu fritei as fatias de lombinho, virando os lados apenas uma vez quando o outro estava bem douradinho. A panela ficou meio queimadinha com os resíduos dos temperos pilados, daí eu soltei umas pétalas de cebola roxa ali com um fio de azeite; quando amoleceram eu cobri o fundo da panela com um pouquinho de caldo de legumes caseiro e deixei reduzir. No fim de tudo, somei uma colher de mostarda doce picante, que eu adoro, um punhado de salsinha, voltei o lombinho para a panela envolvi tudo bem gostosinho e foi!

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Carré de porco ao molho de limão siciliano confitado (e uma informação importante!)

julho 17th, 2011 § 29 Comentários

Vou começar pela informação importante. Bom, amiguinhos, não esperem encontrar aqui receitas da moda, com técnicas e ingredientes devidamente atualizados, na crista da onda, porque essa não é a minha pegada. Até porque, eu não tenho tempo (e nem fôlego, me dá aflição) de ler ou assistir quase nada do imenso volume de informações gastronômicas arremesadas diariamente neste mundão virtual, televisivo e literário de meu Deus. Adoro os programas da Nigella, do Claude e as receitas do Jamie, mas não assisto mais do que um deles por mês, e nem mesmo sei os dias e horários em que são veiculados. Também, e infelizmente, quase não tenho tempo para ler nem mesmo os blogs mais adoráveis. Daí, priorizo o meu tempo on line escrevendo as minhas experiências diárias ainda que vez por outra cruas ou equivocadas; aqui a gente ajeita, com a ajuda preciosa de um monte de gente generosa, cozinheiras de mão cheia e que muitas vezes sabem muito mais do que eu. Esta talvez seja uma das minhas mais importantes técnicas de atualização: vocês. Vocês que assistem programas, que cozinham muito, que viajam e moram pelo mundo a fora; vocês que me mandam sabores do mundo inteiro, que me levam a pesquisar seus preparos e aprender mais e mais; vocês que compartilham os costumes e técnicas de suas regiões, mães e avós comigo todos os dias aqui no Pitéu.

As minhas receitas são, em sua grande maioria, decididas na hora com o que tenho em casa na doidice do meu dia-a-dia. Raramente vou ao mercado com receitas na cabeça; compro o que acho bonito e apetitoso no calor da hora. Às vezes algo que nunca preparei, aí sim, paro tudo para pesquisar na rede ou nos meus livros, e realizo assim atualizações imprevistas. Vez por outra experimento uma coisa legal que fisguei num programa ou num livro, como esta receita de hoje, onde lancei mão do confit de limão siciliano que o Claude preparou no programa gravado com a minha amiga Fafah (que se não estivesse ali provavelmente não teria assistido), que eu utilizei para o molho do meu carrè.

E assim vou costurando os meus saberes e experiências culinárias, sem nenhum compromisso muito rígido com o mundo lá fora, mas no meu tempo, um tempo em que a grande vedete da hora pode aparecer na minha cozinha como uma grande descoberta, três temporadas depois, mas ainda assim será para mim, uma grande descoberta, só que no meu tempo.

Dito isto, vamos ao delicioso almoço que acabei de preparar para mim e minha amiga Rachèl, presença luminosa e radiante na minha cozinha e na minha casa sempre.

Carré é bisteca. Achei estas bem lindas ontem no supermercado e preparei da seguinte maneira: alho, gengibre, pimenta, sal, limão, cachaça e louro para marinar por coisa de 4 horas. Depois forno médio pré-aquecido em papelote de alumínio por uns 15 minutos, quando abri o papelote para dourar por mais uns 15 minutos. Só quando eu enfiei as bistecas no forno é que eu fui pensar que molho faria. Vi os limões sicilianos na fruteira e lembrei do confit do Claude. Descasquei um limão com o descascador e cortei as tiras em outras tirinhas muito finas. Depois coloquei água numa panela pequena com 1 colher de sopa rasa de açúcar e quando fervia joguei as cascas que ferveram até ficarem macias e levemente adocicadas. Removi da água e guardei o precioso e aromático chá, resultado da fervura. Preciso dizer que este confit é um absurdo, coisa celestial e por pouco não comi tudo e mandei o molho às favas. Cobri o confit com azeite de oliva extravirgem e somei salsinha fresca e linda picadinha, só. Se eu tivesse pimenta rosa, certamente somaria ali, mas constatei com pesar que havia acabado.

Quando as bistecas estavam douradas na medida que eu gosto, tirei do forno e cobri com o confit. Para acompanhar improvisei um farfale na manteiga d’alho com parmesão, pimenta e ervas de Provence.

Foi lindo.

Lombinho marinado com abacaxi

abril 29th, 2011 § 15 Comentários

Problemas de bateria descarregada me impediram de fazer um passo-a-passo fofinho, mas eu capricho no verbo daqui, você capricha na imaginação daí, e vai dar tudo certo.

Adoro lombinho suíno. Dia desses comprei um bem lindo e pequeninho e preparei-lhe a seguinte marinada: cebola ralada, 2 folhas de louro rasgadas, 1 dente de alho amassado, 1 punhadinho de cubinhos de abacaxi (casa lindo com lombinho), molho inglês, vinho branco, pimenta do reino moída na hora e sal. Feita a marinada é preciso envolver todo o lombinho ali, submergi-lo. Você pode usar um saquinho plástico, ou descolar um vasilhame com tampa de tamanho proporcional, de maneira a garantir a imersão na marinada. Agora esqueça o seu lombinho por coisa de 4 horas ali, pelo menos.

Na hora de preparar, comece selando a carne. Para isso você pode untar a peça ou a panela de pressão com óleo de sua preferência. Esquente muito a panela e depois deite a carne (reservando a preciosa marinada) para selar de todos os lados. Retire a carne, some uma colher de manteiga à panela, e junte a marinada. Eu somei metade de uma long neck de cerveja escura (adoro a Caracu para culinária) e deixei reduzir um pouco. Depois voltei o lombinho selado para a panela, cobri com caldo de legumes feito em casa (mas você pode usar de tablete ou potinho de acordo com as instruções do fabricante, contanto que suspenda o sal da marinada – se precisar de mais, você acerta tudo no final do cozimento).

Pronto. Panela de pressão em fogo médio por coisa de 20 minutos, no máximo, depois que começar a apitar.

Fica tenro, macio, agridoce e só de pensar me dá aquela travinha nas bochechas de água na boca, sabe como? Eu não dispenso arroz branco fresquinho e fumegante nessa hora, mas neste dia eu fiz o arroz indiano da Miss Dahl (que eu tô devendo a receita) para acompanhar. Eu e Rachèl nos esbaldamos na mesa da cozinha, foi lindo!

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