Surubim em crostinha de corn flakes
junho 1st, 2012 § 10 Comentários
Na mesa de trabalho, disponha uma assadeira untada, um prato com farinha de rosca, uma tigela com 3 ovos inteiros mexidos com um punhado de parmesão ralado e outra com corn flakes esmigalhado com os dedos mesmo.
Tome 6 filés de surubim temperados na hora com sal, pimenta do reino e gotas de limão e faça assim: primeiro passe na farinha de rosca, depois no ovo (encharque bem e escorra um pouco), e por último na farofinha de corn flakes (sem açúcar, né gente?). Vá dispondo um a um na assadeira e leve ao forno médio pré-aquecido por 15 minutos.
Ficou um sonho com arroz de espinafre e vinho.
Versão frango no forno que eu fiz pro meu dindo no dia seguinte. Fica muito bom também, mas eu ando meio chateada com carne de frango. Voto no surubim.
Arroz-de-hauçá
maio 28th, 2012 § 13 Comentários
Momento mama África.
Desde que eu comi o arroz-de-hauçá do Dona Mariquita fiquei com boquinha de comer mais. E com coco ralado de costas! Mas não deu. Embora eu tenha adquirido o coco para ralar, deu mó bode, preguicinha feia, ressaquinha feia, e para me justificar eu pensei: vou facilitar a vida das meninas (e joguei para vocês) e fazer com leite de coco e coco ralado er… da Sococo. Mas ó, dou a maior força para quem se aventurar na função de ralar o coco de costas, que fique claro! Mas que pode ficar delicioso assim também, pode, e este aqui é prova disso.
Para 6 porções, tá?
Lave e escorra 1 1/2 xícara de arroz agulinha e deixa ele lá na espreita do movimento.
Hidrate 1 saco pequeno de coco ralado em flocos em 1 garrafa pequena de leite de coco + 1/2 garrafa de leite comum + 1 colher de sobremesa de amido de milho ou arrozina. Reserve.
Dessalgue 400g de charque coxão (desde a véspera trocando a água pelo menos 3 vezes). Corte em pedaços e cozinhe na pressão só com água mesmo por uns 30 minutos depois que começar a apitar. A carne vai ficar molinha de espatifar, daí você desfia, dispensando a gordurinha. Feito isso, refogue em cebola roxa e manteiga de garrafa ou similares, e finalize com um punhado bem bom de salsa fresca. Reserve.
Tome 200g de camarões secos da melhor qualidade e dispense as cabeças. Numa outra panela doure cebola branca ralada numa colher de azeite de dendê, junte os camarões e flambe com um dedinho de cachaça; deixe evaporar o álcool, some 2 dedos de caldo de legumes, e deixe reduzir à metade. Reserve.
Ao arroz: Refogue alho picado em azeite de oliva, some o arroz escorrido, misture bem, refogue, cubra com a mistura do coco + leite de coco + amido (misture antes pois o amido assenta), acerte o sal e deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo de vez em quando. Se precisar junte mais leite de coco misturado com leite de vaca. Este é um arroz empapadinho, cremoso!
Montagem: eu montei mais ou menos como o do Dona Mariquita: enformei o arroz bem quente numa mini forma com buraco no meio, contornei com a carne desfiada, coloquei alguns camarões secos no buraquinho do meio e umas gotas do caldo do camarão sobre o arroz imaculado (eu só pingo porque camarão seco é muito forte e eu só preciso de uma insinuação dele no meu).
Arroz-de-hauçá é muito bom. Sensação.
O farfalle ao gorgonzola mais rápido do oeste!
maio 23rd, 2012 § 30 Comentários
Uma vez por semana eu deixo Bê comer na frente da tevê. Geralmente faço uma massa e vamos juntos para o ninho de almofadas do gabinete com os pratos no colo para ver algum desenho bacana do Discovery Kids ou Cartoon.
Pois ontem foi dia de macarrão na frente da tevê e eu fui de farfalle mais ligeiro do mundo. Foi-se o tempo em que eu refogava cebola na manteiga para fazer molho de gorgonzola! Descobri que o molho mais gostoso é também o mais besta e rápido. Na panela, 200g de gorgonzola esmigalhado + 1 caixinha de creme de leite + 1 colher de sobremesa de manteiga. Vai tudo para o fogo médio junto e quando tudo derrete e fica homogêno, tá pronto. Se achar que ressecou um pouco (acontece com o gorgonzola), ao invés de colocar mais creme de leite, some um pouco da água do cozimento da massa, ou simplesmente transfira ela da panela com água quente (al dente até não poder mais – usei De Cecco) direto para o molho, assim ela já vai com um pouco de água.
Mais fácil do que abrir uma caixa de batata cozida à vácuo, né não?
Salpicamos alho frito, moemos pimenta do reino na hora e ralamos pecorino por cima. Deve ser a massinha preferida dele, talvez uma das minhas também.
Meu guri, todo torto, todo errado… mas uma vez por semana pode!
Saladinha de uva com pepino
maio 18th, 2012 § 16 Comentários
Gente, depois dos depoimentos fantásticos no post abaixo sobre experiências gastronômicas horripilantes, eu preciso refrescar essa cozinha com uma saladinha beeeeeeeem levinha, bem fresquinha, bem saudável, bem natural, bem inocente, bem meiga, beeeeeeeem! Que é para dar um equilíbrio, afinal de contas, tudo é um equilíbrio na vida da pessoa, concordam?
Partes iguais de uvas de sua preferência sem sementes partidas ao meio, e cubos de pepinos de tamanho proporcional (nada de picar miudinho, eu quero ver a uva, eu quero ver o pepino, não quero que eles se desintegrem e virem uma coisa só, você quer isso para a sua vida?). Hidrate com iogurte natural sem soro da melhor qualidade e cremosão, saborize e odorize com gotas de limão, azeite de oliva extravirgem, sal a gosto, pimenta – se quiser, e folhas muito frescas de hortelã. Sirva bem gelada! Nada de iogurte molengo pingando no fundo da saladeira, hein?
Ela fica super gatinha também com uvas verdes, na versão tudo verde, uma coisa ton sur ton, mas como eu sou uma pessoa trabalhada no contraste…
Então… aliviou aí?
Molho à bolonhesa para a Karina Morelli
maio 15th, 2012 § 24 Comentários
Katita, amo seu blog, sou sua leitora assidua desde a época do Rainhas.
Queria muito te pedir um favor, se não for demais. Vc tem uma receita escandalo de molho à bolonhesa? Cozinho bem, mas taí uma receita que até hoje não consegui fazer e depois pensar: nossa, que espetáculo de molho. Acho muito basicona as que fiz até hoje.
Obrigada
Bjs moça, sou sua fã.
Karina- BH/MG
Karina, fofolete, assim, eu não sei se o meu molho é “escândalo” como você deseja, porque molho à bolonhesa é molho à bolonhesa, não tem muito para onde correr… tem gente que usa calabresa, tem gente que põe azeitona, ovo cozido, o diabo a quatro, mas meu basicão é assim:
1- Se for usar carne moída, comece por aí. Pré-produção nela, para depois somá-la ao molho, assim ela fica soltinha, quer ver? Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora e leve ao fogo numa panela untada para soltar água e cozinhar na mesma água (eu tinha um shoyu nas últimas e acabei temperando apenas com shoyu, o que deu esse tom escuro à carne). Durante o cozimento vá soltando a carne com a ponta do garfo, e quando estiver soltinha, desligue o fogo, solte a carne de novo com a ponta do garfo e regue com azeite de oliva. Reserve.

(molho de tomate reduzindo | fogão a mil: massa cozinhando, carninha pronta para cair no molho de tomate sincero)
2- Molho de tomate sincero você faz assim (Pati Sato, se liga!): vamos considerar 400g de carne moída que faz molho abundante para 6 pessoas? Rale 1 cebola branca e doure numa colher de manteiga clarificada (depois que ela derreter, recolha a espuminha, que são as impurezas – bingo! você acaba de fazer ghee, manteiga indiana); some uma lata de tomate pelado com molho (ou concassè de tomate – que é tomate sem pele e sem semente em cubos + 200g de molho de tomate), espatife com a colher de pau, misture bem, equilibre a acidez com uma pitadona de açúcar, junte 1/2 xícara de caldo de legumes e deixe reduzir até o ponto desejado. Hora de juntar a carne já toda soltinha e um belo punhado de manjericão fresco. Mistura e abafa!
Tá pronto um molho à bolonhesa básico.
Variações:
Karina, meu bem-querer, para você que tá querendo um molho escândalo, talvez seja o caso de usar, além da carne moída, um taquinho de bacon e outro de linguiça, que o molho vai ficar mais saboroso (e calórico, concorda? Sabe que não se pode ter tudo, né?). Daí você usa 200g de carne, 100g de bacon e 1 linguiça calabresa. Neste caso você começa o molho reduzindo o bacon em cubinhos na sua própria gordura, depois junta a calabresa para reduzir também, elimina essa gordura, soma 1 colher de manteiga, e só depois entra a cebola, o tomate e o resto do procedimento.

(dica de espaguete bacana: marca italiana Zara, metade do preço da Di Cecco, por exemplo e super boa, adoro!)
Se quiser também some azeitonas verdes picadinhas no molho, e/ou ovos cozidos picados sobre o molho, já no prato de massa. E parmesão ralado muito, lógico!
Dicas das leitoras:
1- A Valerie recomenda uma pingadinha de vinho no molho, que eu colocaria ali quando a cebola está refogando.
2- A Rachèl dá várias dicas que aprendeu com sua amiga em Bologna: carne suculenta tipo músculo moída duas vezes, e a soma de cenoura para cozinhar e espatifar no molho, dando uma textura mais homogêna ao molho. Dá uma olhada na receita completa da moça aqui nos preciosos comentários do Pitéu, onde o pau come, a cobra fuma e a ema geme!
3- A Carol aprendeu com uma mama italiana que se você misturar carne bovina com suína na hora de moer, dá samba, e o molho fica bem mais gostoso. Acredito.
4- A Carla, do Baianices, jura de pé junto que se dividir a carne em 3 partes iguais de bovina, suína e vitela, fica tombo absoluto. Acredito.
5- A Andrea aprendeu com um italiano láááááááááááá em Morro do Chapéu que uma pitada ou pau de canela no molho fica massa!
Olha só como o nosso molho está evoluindo, vai vendo…
Agora vai, gata, vai e arrasa!
Beijomeligamechamamegritameadd!
K.
Peitinho okay
maio 14th, 2012 § 23 Comentários
Peitinho de frango bááááááááásico, assadinho, porém tenro, para o dia-a-dia.
Peito de frango limpinho, lavadinho, sequinho. Com a ponta de uma faquinha faça fendas o mais profundas possível e depois envolva o peito com a seguinte mistura: no pilão, 2 dentes de alho amassados, sal, pimenta do reino moída na hora a gosto, suco de 1 limão, 1 colher de chá de páprica doce ou corante e hortelã. Nas fendas, distribua 4 dentes de alho inteiros e folhas de manjericão empurrando bem até o fundo. Deixe pegar o tempero por, pelo menos, 2 horas.
Aqueça o forno, deite o peito numa assadeira untanda do seu tamanho (para concentrar os líquidos), regue com azeite de oliva e leve ao forno até ficar bem douradinho.
De vez em quando eu abro a porta do forno e vou regando com o que tenho à mão, tipo suco de laranja, uísque, uns fios de mel, e coisas que tais. Assim ele fica suculento.
Para acompanhar purezinho de mandioquinha, saladinha colorida, arrozinho piemontese, couscouszinho de frutas secos, farofinha de manteiga… é contigo.
Só para garantir um peitinho okay, tá?
Panna Cotta
maio 10th, 2012 § 13 Comentários
Parafraseando a heroína Penha da novela das 7, “ó, eu vou te falar uma coisa pá você”, eu tô pra ver sobremesa mais simples e gostosa do que uma boa panna cotta.
Panna cotta (do italiano, creme cozido), consiste em creme de leite fresco fervido com açúcar e fava de baunilha, que recebe gelatina para encorpar, e só. Mas só vale a pena se o creme de leite for fresco e com fava, e não essência de baunilha, que é muito fake e vai quebrar o encanto da coisa.
Numa panela, 500g de creme de leite + 1 fava de baunilha (use a ponta de uma faca para fazer-lhe uma fenda, abrindo a fava no sentido do comprimento para liberar o sabor lá de dentro) + 4 colheres de sopa rasas de açúcar, tudo bem misturadinho em fogo médio até ferver e cozinhar por coisa de 10 minutinhos. Desligue o fogo, e numa outra panelinha ao lado, corte duas folhas de gelatina em pedacinhos e derreta em 2 colheres de sopa de água em fogo baixo mexendo rapidamente só até derreter toda (cuidado para não passar mais tempo do que o necessário porque senão ela pode não funcionar, sabe que gelatina tem melindre, né?). Derreteu, misture rapidamente ao creme, fora do fogo com um fouet ou qualquer coisa que o valha, deite em tigelinhas molhadas (para facilitar caso queira desenformar) e leve à geladeira por, pelo menos, 2 horas.
Eu gosto de panna cotta purinha, mas você pode colocar no fundo destas tigelinhas geléia de fruta derretida, assim quando você desenformar vai escorrer a geléia (esqueci de fazer a foto desta), ou então deixar na tigelinha mesmo para as pessoas descobrirem a geléia lá no fundo. Outra coisa gostosa é desenformar e cobrir na hora de comer com calda de chocolate ou de creme de avelã (para fazer é só derrete-los num pouco de creme de leite em fogo baixo), mas não aconselho usar calda de chocolate no fundo da tigela para desenformar pois ela costuma endurecer e pode não dar certo.
Pecado!
***
A Cida Mascaro fez, ó:
” Oi katia querida, espero que o seu dia tenha sido maravilhoso!
Como prometi, seguem as fotos do Ratatoule e da Panna Cotta, ficaram deliciosos e o sucesso foi grande.
Obrigada por trazer sempte novidades fáceis e deliciosas…”
Couscous marroquino basicão no menu do dia-a-dia
maio 10th, 2012 § 20 Comentários
O couscous, em sua versão mais básica, é uma ótima alternativa como guarnição para o dia-a-dia, em substituição ao arroz, por exemplo. E o que é melhor: fica pronto em 10 minutos, no máximo! Sem falar na versatilidade, né? Porque o couscous é tão versátil quanto os risotos e massas. As possibilidades são infinitas!
Vou logo avisando: rende que é uma beleza! Uma xícara rende 4 porções grandes, hein, prest’enção!
Eu peguei uma dica no Receitas Preferidas do Claude Toisgros que faz TODA a diferença, e depois disso eu faço tudo igualzinho a ele. Antes de qualquer coisa, aqueço uma panela inox e despejo a xícara de couscous ali, sacodindo a panela o tempo inteiro, esquema jogo rápido. Assim ele parece ficar mais saboroso, soltinho e com uma textura mais firme no final. Aqueceu os grãos, desliga o fogo, soma uma xícara de água fervente com sal a seu gosto, misture bem e tampe a panela. Em 5 minutos os grãos terão absorvido a água e o couscous estará pronto, daí é só soltar os grãos com a ponta de um garfo. Basta uma boa colher de manteiga e ele já estará divino, mas você pode saborizar e aromatizar como quiser: pode envolver os grãos num alho e óleo, misturar uma ou duas colheres de molho pesto, ervas frescas, frutas secas, cogumelos ao vinho… o céu é o limite, pire!
O meu hoje foi basicão, com manteiga de alho e parmesão para acompanhar as almôndegas do Jamie, que TEM que rolar aqui em casa pelo menos uma vez por mês, que é para o meu guri ficar bem feliz.
Eu geralmente uso Couscous Ferrero. Aqui em Salvador, só na Perini por coisa de R$12 a caixa de 500g. Caro a beça, né? Pelo menos rende. Aqui em casa, como não uso com frequência, depois de aberto eu guardo na geladeira senão rola gorgulho!
Vichyssoise
maio 5th, 2012 § 3 Comentários
A pronúncia é vichissoase (do francês), mas não se assuste porque não poderia ser nada mais simples: trata-se apenas de uma sopa fria à base de batatas e alho-poró.
É engraçado e uma pena que as sopas frias nos causem tanto estranhamento, por não fazerem parte da nossa cultura. Eu mesma tive muita resistência para preparar e experimentar, mas feito isso, me rendi completamente à idéia das sopas frias, mais especificamente esta e a gaspacho, que foram as que experimentei até hoje.
Não que a vichyssoise não possa ser sorvida quente, pode sim, e fica ótima, que esta aqui eu aqueci no dia seguinte, mas já que normalmente tomo sopas quentes, no caso desta aqui, prefiro sempre gelada. Ela é perfeita para festinhas com pequenos roteiros gastronômicos. Exemplo: canapés – vichyssoise – salada – prato quente – sobremesa. E o melhor de tudo eu guardei para o final: é muito fácil, acompanhe.
Para 8 a 10 pessoas, como entrada, use 4 batatas grandes e 2 talos de alho poró. Bom, eu faço assim: descasco e corto as batatas em cubos. Numa panela de pressão douro 1/2 cebola branca pequena em pedaços grandes (depois tudo vai para o liquidificador, portanto não perca tempo picando nada bonitinho) + 1 dente de alho descascado cortado ao meio em 6 colheres de azeite de oliva e 1 de chá de manteiga. Depois junto os cubos de batata e a parte branca do alho poró em rodelas (salve a parte verde para fazer um caldo de legumes incrível que entra daqui a pouco), e quando estiver tudo bem envolvido e refogadinho, somo coisa de 1 a 1,2 litro de caldo de legumes (que tanto pode ser do pronto, como feito em casa, que deixa a sopa bem mais suave), e por fim acerte o sal, se necessário, ou caso tenha usado caldo caseiro sem sal. Pronto, é tampar a panela e deixar cozinhar por 20 minutos depois que pegar pressão. Feito isso, tira-se a pressão, abre-se a panela e bate-se tudo no liquidificador, acrescentando-se mais caldo de legumes, caso fique mais grosso do que você gostaria. Quando sirvo gelada, prefiro mais ralinha, daí a sopa deve ir para a geladeira por, pelo menos, 4 horas. Use taças abertas e salpique alguma hortaliça (usei ciboulette aqui). Se for servir quente, ela pode ficar mais encorpada, e pode receber o auxílio de um chorinho de creme de leite para ficar mais “macia”. Gosto de ralar parmesão grosso por cima também, super combina. Neste caso sirva em cumbucas ou pratos fundos, normal.
Muito suave a apropriada ao nosso clima essa sacada francesa, viu?
Estrogonofe da mamãe
maio 3rd, 2012 § 10 Comentários
Só Bento para me fazer preparar estrogonofe, com batata palha, do jeitinho que manda o figurino, viu? Não por nada, é que eu enjoei de estrogonofe há uns 20 anos atrás para nunca mais, por outro lado não posso privar o meu filho desse clássico de mãe, né?
Não vou negar também que nada poderia ser mais apropriado para hoje, afinal, a única coisa temperada que eu tinha eram cubos de frango; o tempo quase nenhum, e a disposição, ídem. De modos que foi só passar no mercadinho da esquina, que não tem fila, comprar a alegoria chamada batata palha e colocar o arroz para escorrer e secar enquanto eu preparava o estrogo.
Eu faço assim: um fio de azeite de oliva na panela com 400g (para duas ou três pessoas) de cubos de frango temperados (sal, pimenta do reino e gotas de limão) no fogo médio para soltar a água do frango; depois removo o frango da panela, coloco uma boa colher de manteiga para derreter e somo 1/2 colher de cebola ralada para refogar; devolvo os cubos de frango pré-cozidos à panela, deito coisa de 4 colheres de sopa de conhaque (mas pode usar uísque ou vodka que rola), deixo evaporar o álcool, somo 1 colher de sobremesa de catchup, 1 de mostarda, cubro com caldo de legumes (se for usar os industrializados use o mínimo de sal no tempero dos cubos de frango!) e deixo cozinhar até os cubos ficarem bem macios e o caldo reduzir um pouco. Por fim, baixo o fogo, junto coisa de 5 colheres de sopa de creme de leite, misturo bem, desligo o fogo, abafo com a tampa e foi. Cabe champignon na receita, você sabe, né? Coloque uns 8 pequenos partidos o meio antes de colocar o caldo de legumes.
Eles gostam com arrozinho fresco e batata palha, que eu comprei pronta – me liberem só hoje tá?
As caçarolas de cerâmica em formato de coração foram presente da Petrobrás/BR Mania para o Pitéu pelo Dia das Mães. Veja qual é o esquema para levar uma delas para casa.
















